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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Há 10 anos o FIC  (Forum do Implante Coclear) foi criado, e é o fórum mais importante sobre IC no Brasil. Gostaria de parabenizar a todos ao criador, moderadores e claro participantes por essa marca de 10 anos. Espero que o FIC continue crescendo e espalhando cada vez mais informação tanto para quem já implantou, como para os futuros implantados e familiares.

E agora eu gostaria de lembrar mais uma vez, que dia 03/09/2011 haverá o encontro do FIC em Campinas, o encontro começará as 15 horas e será na área pergolada do Shopping Dom Pedro. O FIC conta com a presença de todos.

Beijos a todos 🙂

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 8 comentários

Tradução de Comunicação Acessivel em Tempo Real  é mais ou menos a tradução do Inglês para o sistema de CART (Communication Access Realtime Translation) ou o famoso closed caption para surdos, mas a diferença do CART é que esse ai não é aquele da TV (que é basicamente a  mesma coisa), esse é aquele que eu previamente disse que usei na faculdade dos Estados Unidos.

Com esse sistema, tudo o que é dito é “captado” e transcrito em tempo real para os surdos e deficientes auditivos. Eu comparo ao Closed Caption, porque a única diferença é que não está sendo televisionado. Pode ser usado em salas de aula, casamentos, igrejas, conferencias, reuniões e mais uma série de eventos e lugares.  A transcrição pode aparecer em uma pequena tela de computador para que apenas uma pessoa surda ou deficiente auditiva possa acompanhar, ou em um telão para que todos possam ler.

O estenotipista, digita rapidamente em um estenótipo (obvio), o teclado do estenótipo possui teclas com códigos, o que permite que o estenotipista possa digitar de maneira mais rápida e fácil. Um estenotipista digita em média 300 palavras por minuto (e você ai achando que digitada rápido), alguns digitam mais, depende da destreza e tempo de experiencia. O estenótipo é conectado à um computador por meio de cabos ou receptores wireless (modelos mais modernos), no computador há um software que interpreta aqueles códigos (criptologia) digitados, e os transforma instantaneamente em palavras. O tempo entre o que foi dito e o que foi digitado é tão pequeno que dá pra achar que ocorreram ambos no mesmo centésimo de segundo.

Esse serviço era previamente usado para tribunais, mas com a tecnologia, a inserção dos surdos no mundo dos ouvintes e também com a necessidade de surdos e deficientes auditivos que usam a língua falada (surdos oralizados), a estenotipia deu origem à transcrição em tempo real para que essas pessoas pudessem ter acesso ao que fosse dito por outras pessoas.

Em países mais avançados, em faculdades, escolas, conferencias, reuniões, basta  pedir ao responsável, e ele é obrigado a prover o serviço para quem precisar. Há também a possibilidade de se contratar um estenotipista fixo para que vá com a pessoa à todos os lugares aonde haverá discursos ou palestras.

Não é uma tecnologia muito conhecida no Brasil, até mesmo o Closed Caption que é obrigatório em todas as emissoras de países como Estados Unidos,  Canadá, Inglaterra e França, não é muito conhecido por aqui. Infelizmente, o Closed Caption em nosso país é obrigatório apenas em uma parcela muito pequena das programações da TV aberta, canais pagos fazem o que bem entenderem.

Mas voltando ao assunto, no exterior há empresas especializadas apenas no serviço de CART. O sistemas faz tanto sucesso, que há empresas que o oferecem online. Por exemplo, se você estiver em uma reunião e não tiver um estenotipista disponível naquele momento, não se preocupe, essas empresas tem estenotipistas online, basta você acesssar o site, digitar as informações necessárias, incluindo cartão de credito, ter um bom microfone, abrir um outro link especifico que te redireciona pra um “chat” com o estenotipista e ele através do seu microfone ouve o que está rolando na reunião e transcreve tudo pra você. Ao fim do evento, o valor de acordo com o tempo é debitado no seu cartão e pronto.

Há também a possibilidade de instalar um software especial no computador do surdo que quiser usar o serviço, ele se conecta por esse software com o estenotipista, e o programa que funciona tipo um Messenger permite que a pessoa do outro lado ouça e transcreva tudo pro cliente.

Lá fora, há escolas especializadas em formar estenotipistas, o diploma tem o mesmo valor de uma faculdade, e além do treinamento no estenótipo a pessoa ainda tem matérias mais complexas que vão de álgebra ao idioma falado no país. Ainda nesses países, a taxa de desistência é alta, por volta de 80%, porque exige muita habilidade. A pessoa sai tão bem treinada, que ela nem precisa olhar pro computador pra saber quando errou. Alguns modelos de estenotipo possui um pequeno visor que exibe a criptologia, o que ajuda o profissional a notar o erro, mas com ou sem o visor não faz diferença alguma.

Os aparelhos e software são bem caros, custam por volta de U$5,000. Fora o laptop e a manutenção de tudo isso, por esse mesmo motivo, o salário desses profissionais é bem alto, o valor médio é de U$500 por dia. Alguns ganham menos, outros bem mais, mas como eu disse, essa é a média. Cada estenotipista costuma ter seu próprio equipamento por questão de conforto e costume.

Infelizmente não consigo me lembrar de toda informação que me passaram na época, porque eu usei o serviço há quase 2 anos e também era coisa demais pra lembrar. Se tiverem dúvidas especificas podem perguntar que procurarei responder.

Acho que seria extremamente interessante se conseguíssemos trazer esse tipo de serviço ao Brasil. Se existem tantas pessoas com vontade de aprender LIBRAS para traduzir pra surdos sinalizados depois, aposto que havia muitas também interessadas em aprender estenotipia, fora que o salário seria bem mais alto. Acho que deveríamos dar inicio a uma campanha rs “Estenotipia Para Surdos Já.”

Esse é um exemplo de Estenotipo

Esse é um exemplo de Estenotipo

Essa é a disposição das teclas do estenótipo

Estenotipista. Ela digita (nem precisa olhar pro computador) e tudo sai na tela

Exemplo de Criptologia. Do lado, está a tradução em inglês do que os codigos significam: (nova linha) esse é um exemplo de criptologia de um teclado de estenotipo com papel (ponto final)

Para mais informações podem visitar esse link no meu antigo blog

Captioning System a 8ª Maravilha do Mundo

Beijos a todos. 🙂

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

Nos EUA foi tudo bem tranqüilo, na casa da Renata e da Janete, elas estavam mais empolgadas do que eu com o fato de n  ao precisarem repetir 10 vezes a mesma coisa pra que eu entendesse.

Eu só tive um pequeno problema na hora de renovar minha carteira de motorista, ainda tenho que ir no Detran de lá em Janeiro fazer um teste com o supervisor geral pra não ter problemas com minha carteira depois, mas o problema alem da surdez, é também o fato de eu estar usando muletas, com tudo isso, querem saber se sou mesmo capaz de dirigir.

Nos lugares, a maioria das pessoas não tinham paciência quando eu pedia pra repetir, mas eu sou menos paciente ainda, então dava logo uma resposta atravessada e explicava sobre a surdez pra então se desmancharem em desculpas e me atenderem direito.l

O que mais gostei, foi a cordialidade de pessoas em certos estabelecimentos como Dunkin Donuts, além de terem sido muito educados e falado bem devagar pra eu entender, ainda me ajudaram a levar minhas rosquinhas e café pro carro, com direito a abrir e fechar portas pra mim.

Quando sai da Florida pra ir pra New Jersey, me leva RAM novamente em cadeira de rodas pro avião, mas na hora de passar pelo raio X pediram que eu saísse da cadeira e fosse andando pelo detector de metais, o que fiz sem problemas.

No avião me colocaram no corredor perto do banheiro pra que eu não andasse muito naquele minúsculo espaço, no avião um comissário de bordo achando que o meu problema fosse não falar inglês deu um grito comigo, e eu sem muita paciência expliquei a situação. Ele pediu desculpas e disse que a intenção não era gritar, mas as vezes gritando e falando mais devagar pessoas que entendem mal o inglês conseguem entender.

Por fim, o vôo pousou, e uma  mulher me ajudou com as malas e empurrou a cadeira até a sala de espera do desembarque, minha mãe se atrasou, e pela primeira vez depois de muitos anos, falei com ela no telefone por alguns segundos pra explicar aonde estava, logo depois me encontraram e fomos pra casa.

Conversei um pouco com minha mãe que ficou muito contente por eu estar ouvindo bem e até conseguir falar com ela estando de rosto virado. Meus amigos de lá também adoraram isso. Eu morei nos EUA por 5 anos escutando mais ou menos e depois escutando NADA, sempre me virei com leitura labial e achava que apanharia do Inglês depois se precisasse ouvir, mas o fato é que as palavras são exatamente como eu achei que fossem e consegui pela primeira vez me comunicar com as pessoas sem muitos problemas, claro que tem gente que fala muito rápido e se atropela, mas 90% do tempo foi tudo bem tranqüilo.

Beijos a todos 🙂

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Categorias: Viagens
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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 4 comentários

Como eu havia postado anteriormente, eu estava de férias. Fui para os EUA visitar minha mãe e resolver alguns problemas pendentes. Não falarei da viagem toda de uma vez, porque afinal de contas foi UM mês, então fica difícil, mas vou começar pela minha saga no aeroporto.

O vôo de ida, era pela companhia aérea Taca (não estou fazendo propaganda), e eu teria escala no Peru. Como de dois meses pra cá eu estou usando muletas (isso fica para um próximo post) as coisas ficaram um pouco mais chatas.

No Check-in fui para a fila preferencial, despachei minha bagagem e foi pedido uma cadeira de rodas, afinal não consigo andar longas distâncias e também expliquei que preciso de assistência pela surdez. Enquanto explicava tudo isso, apareceu um Alemão falando com a moça no balcão e a coitada pedindo pelo amor de Deus ajuda, porque ela não falava alemão  nem inglês (esse foi o idioma que ele tentou usar para se comunicar). Como muita gente sabe, eu não havia ido pros EUA após o implante, meu Inglês estava digamos assim, mais do que enferrujado, mas vá lá, banquei a tradutora, e depois de pedir a ele pra falar devagar umas 3 ou 4 vezes, consegui entender o que ele queria (o sotaque dos Alemães é muito forte).

Sentei no banquinho de espera e aguardei até a hora de precisar embarcar, pois eu embarquei 10 minutos antes dos outros passageiros. Diferentemente da companhia aérea que sempre vôo (Continental) o pessoal da Taca foi muito mais cordial, a moça foi me buscar aonde eu estava, me colocou na cadeira de rodas, me levou até dentro do avião e colocou minhas muletas e mochila no compartimento para bagagem de mão.

No quesito segurança do aeroporto, não tive problema nenhum com meu implante, fui com ele ligado mesmo, passei pelo detector de metais  com cadeira de rodas e tudo, e depois uma das agentes da policia federal passou um detector de metais portátil pelo meu corpo.

Dentro do avião as comissárias fizeram questão de vir até mim e me explicar tudo antes mesmo das outras pessoas começarem a embarcar. De resto, dormi praticamente o vôo todo, ai chegamos em Lima, Peru. Lá em lima, também foram educados, me pegaram com a cadeira de rodas dentro do avião, carregaram minha mochila e muletas. Se meu Inglês estava enferrujado, meu Espanhol então já estava apodrecendo, mas depois de umas engasgadas consegui me comunicar normalmente.

No Peru passei apenas pela revista de bagagem de mão, e trinta minutos depois um rapaz veio me buscar para me levar pra dentro do avião. De Lima à Miami foi um inferno. Na minha frente tinha um casal com uma menininha que era mimada demais, gritava e chorava por pura manha. Eu precisei desligar o implante para poder descansar e ter um pouco de paz.

Quando cheguei em Miami, um moço me buscou no avião novamente. Passamos pela imigração, pegamos minhas bagagens que ele foi empurrando com uma mão enquanto empurrava a cadeira com a outra. Mesmo já estando com a Janete e Renata que foram me buscar, ele continuou empurrando tudo até o carro.

O resto desse dia, eu precisei descansar, mas conto o resto em outros post.

Beijos a todos. 🙂

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Categorias: Viagens
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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 2 comentários

Gente, esse é o novo endereço do blog, está tudo bem cru por enquanto porque eu ainda estou trabalhando no layout e tudo mais, e anda me faltando tempo. Mas eu queria um dominio próprio, então achei melhor migrar pro word press.

Infelizmente, o WordPress não tem como importar os links do zip.net para cá, então os posts antigos permanecerão no Igualmente Diferentes

Beijooooos pra todos

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