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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Como todos sabem, eu sou oralizada, usuária de IC e sei LIBRAS muito porcamente. Recentemente, conheci um aplicativo do iPhone (infelizmente só tem pra iPhone) que você escreve em Português e ele traduz para LIBRAS. Achei muito bacana, não só é uma forma de se comunicar com os usuários da Língua de Sinais Brasileira, como também uma forma de aprender. Há a opção de colocar o Hugo (personagem 3D criado para traduzir as frases) para sinalizar de maneira bem mais lenta e aprender as palavras. Eu baixei e achei muito legal, dou nota 10 pro app.
Falta agora algum grupo desenvolver um BOM aplicativo que transcreva fala para texto de maneira pelo menos 90% satisfatória. Eu pretendo criar algo para projeto de pesquisa e TCC, mas só dá pra fazer disso um app de verdade com um enorme banco de palavras, se eu tiver ajuda de alguma empresa, pois é um projeto muito extenso. Bom, segue um texto sobre o Hand Talk, que foi retirado do próprio site do aplicativo que é http://www.handtalk.me

Hand Talk

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Hand Talk: Uma solução digital para inclusão social

A Hand Talk é uma plataforma de tradução digital do português para LIBRAS, a Língua Brasileira de Sinais, comandada por um simpático intérprete virtual, o Hugo, personagem 3D que torna a utilização da solução interativa e de fácil compreensão. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui quase 10 milhões de pessoas com algum tipo de problema auditivo, entre eles, há uma parcela que não compreende corretamente o português e dependem exclusivamente da LIBRAS para se comunicar.

Diante desse cenário, a solução surge como uma ferramenta para auxiliar a comunicação entre surdos e ouvintes e trazer mais conhecimento para seus usuários, possibilitando uma troca continua de informação entre eles. “Pretendemos oferecer acessibilidade à comunidade surda e as pessoas que de alguma forma necessitam da LIBRAS para se comunicar. Além disso, um dos nossos objetivos é difundir ainda mais a Língua Brasileira de Sinais em nosso país”, comenta Ronaldo Tenório, CEO da Hand Talk.

Aplicativo Hand Talk:

O Hand Talk App é um tradutor mobile para smartphones e tablets, que converte, em tempo real, conteúdos em Português para LIBRAS, seja ele digitado, falado ou até fotografado. Através da opção de tradução de texto, o usuário pode escrever uma frase ou uma simples palavra e o Hugo se encarrega de interpretá-la. Com a opção de conversão de áudio, o aplicativo reconhece a voz e traduz em LIBRAS.

Além dessas opções, o app também consegue converter fotografias. Basta capturar uma foto, por exemplo, de uma frase curta na capa de um livro, e a mensagem é interpretada simultaneamente para a Língua Brasileira de Sinais. O aplicativo, que foi eleito pela ONU o melhor App social do mundo, está disponível para download gratuitamente na App Store (www.handtalk.me/app) e em breve também será lançado para dispositivos Android.

HT Plus

Para oferecer ainda mais acessibilidade aos surdos, a Hand Talk criou o HT Plus, soluções coorporativas de tradução em LIBRAS sob medida. Com esta solução, é possível inserir o tradutor em Totens em eventos ou empresas, como também obter vídeos personalizados com o Hugo interpretando na Língua Brasileira de Sinais. Para conhecer melhor este serviço, acesse www.handtalk.me/plus.

Premiações

Desde sua criação, a empresa vem conquistando destaque e recebendo prêmios no mercado nacional e internacional A solução foi eleita em 2012 a mais inovadora do Brasil na Rio Info, um dos maiores eventos de Tecnologia do país. Em 2013, concorrendo com cerca de 15.000 aplicativos de várias partes do planeta, o Hand Talk foi eleito o melhor app social do mundo, no WSA-mobile, evento organizado pela ONU – Organização das Nações Unidas – realizado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. “Já foi uma vitória participar desse evento. Sabemos de sua importância, afinal, trata-se do “Oscar dos Aplicativos”. Estamos muito felizes em saber que fomos considerados por todos os jurados os melhores do mundo. Isso só nos deixa com mais ânimo para trabalhar cada vez mais”, diz Carlos Wanderlan, CTO da Hand Talk.

Futuro:

Após o evento do WSA-mobile e o lançamento oficial do aplicativo Hand Talk, várias portas se abriram. Foram iniciadas negociações para sua expansão até mesmo para outros países, refletindo a preocupação mundial com a inclusão social e acessibilidade. “Queremos levar nossa ideia para todos os lugares do mundo. Esperamos contribuir para estreitar ainda mais a relação entre surdos e ouvintes”, comenta Thadeu Luz, COO – da Hand Talk.

 

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

Retirado do Blog Antigo:

 

 

Como eu havia prometido eu fiz uma pequena entrevista com a minha captionista e vou postar hoje pra vocês.

Francesca

 

O nome da entrevistada é Francesca DiBella, ela irá completar 42 anos em agosto. Fran (como prefere ser chamada) trabalha com estenografia há 20 anos, mas esse é o seu sexto trabalhando como CART reporter  ( é como eles chamam o  Captionista para surdos e pessoas com problemas de aprendizagem. )

 

Igualmente Diferentes: Para se tornar relator ( esse é o termo correto pra captionista “vice”?) , você precisa de alguma formação acadêmica especifica? Faculdade, curso técnico? Quanto tempo demorou o seu treinamento até que você pudesse trabalhar?

Fran: Para se tornar um relator CART repórter ( prefiro esse termo porque relator é muito feinho CART repórter é mais chique ), você tem que treinar como relator de tribunais. Se você irá receber um diploma ou certificado isso depende de em qual escola você vai. Aqui no nordeste dos EUA, escolas técnicas oferecem um certificado quando se consegue atingir a meta de 225 palavras por minuto. Há também faculdade na Florida e Colorado que oferecem diplomas. Eu terminei a escola em um ano e meio. Eu sei de pessoas que precisaram de cinco anos e pessoas que precisaram somente de 9 meses. Esses curso tem uma grande taxa de abandono, se não estiver errada a taxa de abandono é de 85%. ( uxi é alta hein?)

Igualmente Diferentes: Quais são suas condições de trabalho? Quantas horas você trabalha por dia/ semana? Você está feliz com o seu salário? ( Não perguntei quanto ela ganha não viu gente?Isso seria anti ético)

Fran: Eu trabalho em todos os tipos de locais com horários variados. Eu trabalho em faculdade, reunião de negócios, consultórios médicos, escritórios de advocacia, tribunais e igrejas. Eu relato reuniões de negócios para grandes companhias por causa de um ou dois empregados que são surdos ou deficientes auditivos. Eu relato colações de grau/ formaturas porque o avô/ avó ficaram surdos por causa da idade e querem ver seus netos receberem o diploma. Eu também relato a distancia para estudantes universitários em diferentes estados enquanto eu estou no escritório de casa. Eu trabalho com seminários para o estado de Nova Jérsei. Eu trabalho para grupos que  defendem as causas da comunidade surda e deficientes auditivos. E eu também relato casamentos quando um amigo ou parente não pode mais ouvir.

Eu tenho muito orgulho do meu salário. Eu tenho um salário que é impressionante. O lado ruim é que eu tenho que pagar pelas minhas despesas como gasolina, pedágio, contas do carro, plano de saúde, equipamento, manutenção, telefone, internet que são coisas que eu preciso para trabalhar.

Igualmente Diferentes: Quais as dificuldades que você encontra no seu trabalho?

Fran: Meu trabalho tem dificuldades assim como todos os outros, entretanto eu os considero como desafios e não dificuldades. As vezes chega a ser penoso ter que aceitar um trabalho que está um pouco além do que eu posso fazer; por exemplo, eu tive que relatar um Bar Mitzvah (é o  nome da cerimônia que insere meninos judeus como um membro maduro da comunidade judaica, isso ocorre aos 12 anos e um dia, para meninas o nome é Bat Mitzvah e ocorre aos 13 anos e um dia–  Igualmente Diferentes também é cultura) para uma família de surdos. Aquilo foi um desafio e sinceramente eu acho que eu desapontei a família. Escrever palavras em Iídiche ( que significa Judeu que é um pouco mais atualizado e novo que o Hebraico e tem origem alemã) vai além da minha capacitação.  Outro trabalho foi um casamento Indiano. O noivo era surdo. Esses trabalhos são difíceis porque você tem que se preparar muito antes do tempo e não importa o quanto você se prepare, você nunca sabe tudo que vai acontecer ou está pronto para o que estará fazendo.

Igualmente Diferentes:  O equipamento que você trabalha é seu ou da companhia que você trabalha?

Fran: Eu pago pelo meu próprio equipamento. Uma maquina de esteno nova custa em torno de $5000,00 ( WOW isso sai quase R$ 12000,00). O software é exclusivo- você não pode simplesmente entrar na RadioShack (loja de eletrônicos) e pedir por ele-  e custa uns $ 5000,00 (De novo quase R$12000,00). Depois você também vai precisar de um laptop , os preços variam de acordo com marca e modelo. E então você também pode comprar um projetor e tela mas, esse é opcional, usado para grupos grandes.

Igualmente Diferentes: Porque você escolheu essa profissão?

Fran: Essa pergunta é meio complicada. Eu tenho que explicar essa historia do começo. Quando eu estava no ensino médio, eu queria ir para a faculdade. Minha família são Sicilianos e muito rígidos, e eles não acreditavam que mulheres deveriam ir para a faculdade. Meus pais acharam que era perda de tempo para uma mulher ter diploma universitário porque uma mulher deveria começar uma família e ficar em casa. Era uma mentalidade bem anos 50. Bom, teve então Dia das Profissões na minha escola e um relator de tribunais foi e demonstrou como era o trabalho. Eu fui pra casa e perguntei pro meu pai se era uma boa idéia eu fazer aquilo, e ele AMOU a idéia. Já que ele tinha me autorizado, eu apliquei para a escola e ganhei uma bolsa de estudos, e desde então eu jamais olhei pra trás. Eu me formei na escola de relator de tribunais bem rápido. Logo depois eu comecei a trabalhar na cidade de Nova Iorque. Meu primeiro chefe foi meu mentor e eu amei aprender sob a sua tutela. Quando eu me casei e tive minhas três filhas, essa carreira me deu a flexibilidade de estar em casa pra elas e me dar um pagamento respeitável. Eu amo essa profissão. Tenho orgulho de dizer que foi meu pai quem me deu o bom conselho de escolhe-lha.

 

Bom gente espero que tenham gostado.

Beijos a todos 🙂

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A Cidade de Marília, no Estado de São Paulo, realiza as cirurgias de implante coclear pelo SUS. Não há fila de espera e todos os pacientes avaliados e candidatos ao implante coclear podem se beneficiar desta tecnologia aguardando um curto espaço de tempo entre a primeira avaliação e a cirurgia. O contato deve ser feito com o setor de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Marília, pelo telefone (14) 3402-1704.

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Gente, no dia que embarquei pros EUA, um surdo vendendo chaveiros com aqueles papeizinhos “sou surdo me ajude comprando esse chaveiro por dois reais” apareceu, eu não comprei, mas comentei com minha tia que às vezes compro, porque ser surdo no mercado de trabalho é complicado, pra achar algo é uma labuta, mas que também não confiava em todos que apareciam vendendo essas coisas e acabei citando esse video:

Que é uma surda tentando conseguir um emprego numa cafeteria, mas não consegue por causa da surdez. O cara alega várias coisas e muitos clientes se revoltam saindo da cafeteria ou defendendo a moça. Entretanto, aparece uma falando que pessoas com deficiência tem mais direitos do que qualquer um, e que se ele não aceitasse a aplicação de trabalho dela, poderia ser processado e então a mulher diz “aceite a aplicação, só não ligue depois.” No fim ele passa a aceitar a aplicação e finge que vai ligar.

Uma amiga minha viu o video e ficou revoltada dizendo “Deve ser isso que fazem quando você manda o seu curriculo, isso é ridiculo e ultrajante.”

Pois bem, comentei tudo isso com minha tia e ela disse o seguinte “Às vezes acho que não é nem preconceito, mas desespero, na verdade dá uma certa angustia falar com um surdo, especialmente se ele não foi oralizado ou não usar protese auditiva, porque ai você vai ter a certeza de que a comunicação vai ser dificil e limitada. Você mesma antes do implante, a gente te falava as coisas e se você não dissesse nada a gente ficava naquela coisa de “ai será q ela entendeu?”, porque quando a gente conversa com um cego, ele não está vendo você, mas ele te entende, se comunica, não existem barreiras pra isso, com um surdo não acontee o mesmo, é angustiante não saber se a pessoa tá balançando a cabeça porque entendeu ou se é porque não entendeu e não quer perguntar de novo, ou ver a pessoa sinalizar sem você entender nada. Acredito que no final, pra se livrarem dessa barreira, eles pulam fora e descartam logo quem tiver surdez.”

Pois bem, eu nunca havia pensado dessa forma, que talvez não seja sempre somente por preconceito ou falta de informação, mas angustia pela dificuldade ou limitação na hora de se comunicar. Porque a gente sempre pensa na NOSSA  angustia de não entender os outros, na nossa agonia de querer se comunicar direito sem às vezes conseguir, mas nunca pensei que no lado de lá isso também rolasse. Vivendo e aprendendo.

Beijos a todos 🙂

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 12 comentários

Galera, o igualmente diferentes voltou com mais um sorteio, dessa vez o leitor sorteado vai levar pra casa um super despertador vibratório, o Sonic Bomb

 

Vocês devem lembrar que postei no facebook um video sobre ele:

 

 

Pois é, ele pode ser seu, as regras são simples basta curtir a página do blog no facebook

https://www.facebook.com/equallydifferent

 

E compartilhar essa imagem

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=567486599933079&set=a.567486593266413.147494.567478479933891&type=1&theater

 

Ah não tem facebook? Responda a pergunta “Qual o blog que te dá um Sonic Bomb de Presente?” nos comentários e preencha os campos com seu nome e email e participe.

O sorteio será dia 10 de Janeiro de 2013.

 

Quem quiser comprar um despertador desses é só procurar por Vibrating Alarm Clock no site amazon.com

 

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde é a listagem mínima obrigatória de exames, consultas, cirurgias e demais procedimentos que os planos de saúde devem oferecer aos consumidores. O rol é destinado aos beneficiários de planos novos (contratados a partir de 1º de janeiro de 1999) ou adaptados à lei.  Deve-se observar também a segmentação contratada pelo consumidor (ambulatorial, hospitalar com e sem obstetrícia, odontológico e plano referência).

O Rol é atualizado a cada dois anos. Nas últimas revisões, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) contou com a participação de um Grupo Técnico (GT) composto por representantes da Câmara de Saúde Suplementar, que inclui órgãos de defesa do consumidor, representantes de operadoras e de conselhos profissionais, entre outros. Toda a sociedade também pode contribuir com a elaboração da listagem mínima obrigatória participando das consultas públicas sobre o tema. A última consulta foi durou 36 dias e recebeu contribuições de consumidores, operadoras, gestores, prestadores de serviços e sociedade em geral. Foram computadas 6.522 contribuições, sendo 70% diretamente de consumidores.

Cobertura assistencial

É o conjunto de atendimentos a que você tem direito, previsto na legislação de saúde suplementar e no contrato que você assinou na compra do plano de saúde.
Ao contratar o plano de saúde, você deve observar as segmentações (ambulatorial, hospitalar com e sem obstetrícia, odontológico e plano referência), o tipo de acomodação (apartamento ou enfermaria) e a área geográfica de cobertura de seu contrato (municipal, grupo de municípios, estadual, grupo de estados ou nacional).

Como posso saber quais são as coberturas do meu plano de saúde?

Planos novos

Se seu plano for “novo”, ou seja, contratado a partir de 01/01/1999, a cobertura mínima será a estabelecida pela ANS na lista da cobertura mínima obrigatória pelos planos de saúde, chamada Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, além do que o plano oferecer a mais em seu contrato.

Planos adaptados

Se o seu plano for “adaptado”, ou seja, anterior a essa data e adaptado à Lei, você terá a mesma cobertura dos planos “novos”.

Planos antigos

Se no seu caso o plano tiver sido contratado antes de 01/01/1999 e não tiver sido adaptado à Lei, a cobertura será a que estiver determinada em seu contrato. A qualquer momento, porém, você pode adaptar ou migrar seu plano e passar a ter a cobertura dos planos “novos”.

Atenção: Nos contratos antigos – assinados antes de 01/01/1999, algumas cláusulas são consideradas abusivas e por isso o Poder Judiciário as considera nulas. Se tiver dúvidas, consulte o Ministério Público ou os órgãos de defesa do consumidor.

O seu plano de saúde não é obrigado a cobrir todos os atendimentos de que você precisar. O plano só é obrigado a oferecer o que estiver no contrato, de acordo com a segmentação (referência, ambulatorial, hospitalar, obstetrícia, odontológica e suas combinações) e a cobertura para os procedimentos previstos na lista da cobertura mínima obrigatória pelos planos de saúde estipulada pela ANS, chamada Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.  Se o seu contrato tiver cláusula de cobertura para algum procedimento que não esteja nessa lista, o plano é obrigado a cobri-lo também.

Se não houver serviço disponível quando você precisar

Cobertura de internação

Se o plano só cobrir acomodação em enfermaria e não houver leito disponível nela no momento da internação, você não precisará pagar se a internação for em quarto particular. Nesse caso, o acesso será garantindo em uma acomodação de nível superior, sem custo adicional. Esta regra se aplica aos estabelecimentos próprios ou credenciados pelo plano

Descredenciamento de médicos, hospitais, clínicas e laboratórios

Se o profissional de saúde de sua confiança ou o laboratório onde sempre faz exames forem descredenciados e não atenderem mais pelo seu plano de saúde, não há problema, desde que o plano de saúde mantenha garantido o atendimento a seus beneficiários em outros profissionais médicos, hospitais, clínicas e laboratórios. Além disso, qualquer mudança desse tipo deve ser informada ao consumidor. Em caso de mudanças que reduzam o número de hospitais disponibilizados por um plano, a alteração precisa ser previamente autorizada pela ANS.

Marcação de consultas e exames

Se você contratou um plano de saúde, mas quando precisa só há vaga em médicos e laboratórios muito distantes da sua casa, é preciso verificar o seguinte:

  • O plano de saúde deve garantir as coberturas de assistência à saúde considerando o(s) município(s) e o(s) estado(s) contratado(s).
  • A rede assistencial (hospitais, clínicas, profissionais médicos e laboratórios) de cada plano de saúde é monitorada pela ANS.
  • Se as coberturas não estão sendo garantidas nos locais contratados, isso deve ser comunicado à Agência.

Limites

Não há limites para cobertura para consultas médicas e fisioterápicas, exames e número de dias em internações, mesmo em leitos de alta tecnologia (UTI/CTI). As exceções são somente para sessões de psicoterapia, terapia ocupacional, consultas com nutricionistas e fonoaudiólogos, que podem ser limitadas ao mínimo estabelecido pela ANS.

Também não podem ser limitadas as quantidades de dias para internações hospitalares e em UTI, pois a lei n.º 9.656/98 garante aos beneficiários de planos de saúde a internação sem limite de prazo. Cabe ao seu médico determinar o tempo necessário de internação.

Atenção: Alguns contratos têm previsão de coparticipação (pagamento de uma parte da internação pelo beneficiário) depois de passados 30 dias de internação psiquiátrica em um ano. Isso objetiva evitar internações desnecessárias ou por tempo exagerado de pacientes que possam fazer um bom acompanhamento ambulatorial, de acordo com a Reforma Psiquiátrica no Brasil.

Reembolso

A cobertura e o reembolso de anestesista e intrumentador/auxiliar em cirurgia dependem do contrato do seu plano de saúde. Se o plano de saúde for “antigo”, ou seja, contratado antes de 01/01/1999 e der direito a reembolso ou se não especificar a rede credenciada onde você pode realizar a cirurgia, a operadora de planos de saúde será obrigada a dar reembolso integral ou limitado a uma tabela, conforme constar no contrato. Se o plano de saúde for “novo”, ou seja, contratado a partir de 01/01/1999 e o contrato der direito a reembolso, o mesmo deverá ser integral. Se o seu contrato não tiver essa cláusula, a operadora de planos de saúde deverá garantir todas as coberturas contratadas, inclusive honorários de anestesista, auxiliares e instrumentador, na rede credenciada especificada no contrato. Caso isso não seja feito, a empresa que vendeu o plano estará descumprindo a legislação por não garantir a cobertura contratada e você poderá comunicar à ANS.

Cobertura de acompanhante

Se ficar internado, você terá direito à cobertura de despesas de diária de um acompanhante no local da internação se for menor de 18 anos ou com idade igual ou superior a 60 anos. Portadores de necessidades especiais também têm esse direito, se o médico assistente recomendar. São exceções os casos de CTI – nesse ambiente, não é possível contar com acompanhante. Nos demais casos, verifique atentamente o que está no contrato.

Hospitais, laboratórios e médicos

Você deve notar dois pontos principais sobre a rede de hospitais, laboratórios e médicos conveniados ao seu plano.

O primeiro ponto é que nem todos os planos têm direito à internação hospitalar. Os planos que dão direito à internação hospitalar são os de tipo hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia ou plano referência. Veja no seu contrato qual é o tipo do seu plano.

O segundo ponto é a rede credenciada que seu plano cobre. Avalie bem na hora de contratar o plano de saúde quais são os hospitais, laboratórios e médicos a que você terá direito pelo seu plano. Especificamente sobre os hospitais, fique atento: sua operadora de plano de saúde só poderá descredenciá-los em caráter excepcional. Nesses casos, é obrigatório substituir o hospital descredenciado do plano por outro equivalente e comunicar essa mudança ao consumidor e à ANS com 30 dias de antecedência, exceto nos casos de fraude ou infração sanitária ou fiscal por parte do hospital retirado do convênio. Caso a operadora opte por descredenciar um hospital sem substituí-lo por outro equivalente, só poderá efetivar e comunicar a redução da rede hospitalar aos beneficiários após autorização da ANS.

 

Cobertura a órteses e próteses

Em contratos não regulamentados pela Lei nº 9.656, de 1998, é frequente haver exclusão de cobertura a órteses e próteses.

Órtese é todo dispositivo permanente ou transitório, utilizado para auxiliar as funções de um membro, órgão ou tecido, evitando deformidades ou sua progressão e/ou compensando insuficiências funcionais.

Prótese é todo dispositivo permanente ou transitório que substitui total ou parcialmente um membro, órgão ou tecido.

A Câmara Técnica de Implantes da Associação Médica Brasileira, da qual a ANS participa, realizou o trabalho de classificação destes materiais.

Nos planos regulamentados pela Lei nº 9.656, de 1998 é obrigatória a cobertura às próteses, órteses e seus acessórios que necessitam de cirurgia para serem colocados ou retirados (materiais implantáveis). No entanto, em seu artigo 10, a mesma Lei permite a exclusão de cobertura ao fornecimento de órteses e próteses não ligadas ao ato cirúrgico (ou não implantáveis), tais como óculos, coletes ortopédicos, próteses de substituição de membros.

 

Para quem quiser a lista de órteses e próteses IMPLANTÁVEIS cobertas pelos convênios clique aqui

Para quem quiser a lista de órteses e próteses NÃO implantáveis cobertas pelos convênios clique aqui

Fonte: http://www.ans.gov.br

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 4 comentários

Pontos cairam

Pontos cairam e hematoma foi embora

Fotos só pra atualizar todo mundo, só falta a tontura sumir de vez =D

Beijos a todos 🙂

Ps: Eis que dou de cara com isso num comentario do meu blog no post anterior a esse.

Olá. bom dia! tudo bem?
eu não gosto de audição…
vc não poder HC.. ele é medico errado..
O que há de errado com essas pessoas que não respeitam vontades e escolhar???

 

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 1 comentário

 

Gente eu estava no blog da Cinara e vi ela falando sobre esse assunto e isso me deu um estalo pra fazer um novo post. E sim eu sumi, mas eu ando sem tempo e bom, por mais que eu ame mantê-los informados, eu não respiro net 24/7.

Enfim, para um surdo o que é melhor? Um Apple ou um Samsung? Vejam bem. Antes de criticar, vocês precisam saber que eu tenho um iPhone 4 e um Galaxy Y, mas já usei e testei Galaxy SII e o SIII.

Pois então…tecnicamente falando o Samsung ganha do iPhone por ter flash player, uma câmera com resolução melhor, o som dele (pra ouvir musica sem fone) é bem mais alto, mas o iPhone ganha em velocidade de processamento, raramente dá pau ou trava um aplicativo e todos os Android que tive (foram 3) precisei dar restore umas 3 vezes, ao contrario do iPhone que nunca precisei.

O Android também tem melhor sistema de reconhecimento e transcrição de fala, coisa que o famoso Siri do iPhone peca horrores em fazer. O Android em si, tem a vantagem de haver inúmeros modelos, marcas, celulares de todos os jeitos para você poder usar, mas Apple, é iPhone ou iPhone.

Para quem acessa muito a internet do celular, o iPhone também é mais veloz e conta com um ótimo navegador que é o Safari. Já o Android é mais lerdo, o facebook tem um design relativamente diferente e o navegador deixa a desejar.

Bom, agora vamos para a parte que interessa. Mandar mensagens de texto do iPhone é bem mais confortável, pois no Android as telas ou são pequenas demais e ruim de digitar ou são muito grandes e é impossível usar apenas uma mão. A possibilidade de você errar letras é bem maior usando um Android. Fora que pra mudar de tela e ir pra símbolos e números você precisa clicar em um ícone e depois em outro…coisa que no iPhone é só clicar uma vez pra mudar e acabou.

“Ah Diéfani, mas eu tenho perda leve/moderada/ouço bem com AASI ou Implante e falo no telefone, como faz?” Pois então amiguinhos, o iPhone nesse quesito ganha em disparada. Os celulares com Android, em especial os Samsung que são os mais famosos, tem um áudio bem mais alto, porém DÓI o seu tímpano conversar nele, porque quando a pessoa fala algo num tom mais agudo, ele quase estoura. E se abaixar o volume ai não se ouve mais nada.

Sem contar que Android sofre muita interferência, quer fazer um teste? Pegue um celular qualquer e coloque perto da caixinha de som do PC (tem que ser desktop porque notebook não dá) e você vai notar que a caixinhas fica fazendo ruídos.

Já o iPhone, na hora de conversar é extremamente mais agradável, não incomoda nem um pouco e a interferência é ZERO, ou seja, além de ser bom e compensar pra gente, o preço que paga é JUSTO. Se você fizer o mesmo teste com as caixinhas de som, vai notar que com o iPhone elas não fazem ruído algum.

Bom, além de tudo isso, o iPhone conta com acessibilidades, você pode aumentr o tamanho das letras e ícones que aparecem na tela e o mais importante, usa-lo no modo “Compatibilidade com Aparelho Auditivo” que melhora muito a qualidade do som e não causa interferência nos AASI. Sem contar o famoso facetime, que eu não uso, mas que é uma mão na roda, surdos oralizados podem ler lábios e os sinalizados conversarem sem problemas.

“Tia, mas então, quem ganha?” Queridos, na minha opinião, por mais que e ame os Samsung Galaxy SII e SIII por exemplo, ainda assim, acho que iPhone ganha de 10 a 8, sim 10 a 8 porque como eu disse o Android ainda tem suas vantagens em cima do iPhone. Então eu, apesar de ser usuária dos dois, não desgrudo e não largo o meu iPhone por nadinha nesse mundo e se pifar, vou lá e compro um novo. Não vivo mais sem.

 

Beijo a todos 🙂

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Eu estava no Facebook, quando vi no perfil de uma amiga, a Karla Lima, uma placa de assentos especiais no aeroporto de Paris com a seguinte pergunta: O que quer dizer o simbolo no canto inferior à esquerda?

A placa em questão era essa

 

Bom, como eu tenho amigos com deficiências variadas e muitos deles adoram viajar, fui perguntar no meu perfil se alguém sabia, surgiram várias especulações até eu encontrar o significado correto no Desculpe Não Ouvi, da Lak Lobato. E foi a Sô Ramirez do SULP quem encontrou a informação na época e repassou, mais tarde a Lak fez um post sobre o simbolo e como post dela foi feito em 2011, eu vou repassar a informação encontrada no DNO, para cá.

 

“Symbole d’accueil, accompagnement et accessibilité :
Símbolo de recepção, acompanhamento e acessibilidade:

Ils sont utilisés pour indiquer les lieux ne présentant pas d’obstacles, où les personnes en fauteuil roulant peuvent se déplacer sans avoir besoin d’assistance, les services et aménagements destinés aux personnes déficientes auditives, aux personnes handicapées visuelles.
São usados para indicar que o local não têm obstáculos, em que as pessoas de cadeiras de rodas podem se mover sem necessidade de ajuda, os serviços e facilidades para pessoas deficientes auditivas, visuais.”

Mas, na verdade, essa explicação se referia à junção dos 4 símbolos, tal como na foto que coloquei, que são usados sempre nesse conjunto.

Quem forneceu a resposta completa sobre o significado do tal desenho foi Giseli Ramos, autora do blog CyberGi, que também é usuária do Implante Coclear:

“O símbolo representa acessibilidade às pessoas com deficiência mental. Significa apoio, acolhimento e local acessivel às pessoas com essa deficiência, através de gestos como usar frases simples e dar tempo para que eles posssam responder e entender, de forma que possam usufruir os mesmos serviços que todo mundo.”

Quem quiser ler a explicação completa em francês (ou simplesmente copiar o link e jogar no google translate): http://www.brivemag.fr/?p=7027

 

O para o link completo e original do post é só clicar aqui  e os créditos como eu disse, são da Lak Lobato, só quis dar uma atualizada, porque nem ela e nem a Sô lembravam mais rs.

 

Beijos a todos 🙂

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 2 comentários

PessoaCom Deficiência Auditiva/Surdo: Se quiser interagir com um surdo ou pessoa com deficiência auditiva, chame a atenção dele, sinalizando com a mão ou tocando no seu braço. Enquanto estiverem conversando, fique de frente para a pessoa e cuide para que ela possa ler seus lábios. Se você olhar para outro lado, ela pode pensar que a conversa terminou. Não grite, sua expressão parecerá agressiva. A pessoa com deficiência auditiva/surda não pode ouvir as mudanças de tom da sua voz, que indicam, por exemplo; seriedade e indignação. É preciso que você mostre isso para ele pela sua expressão facial, pelos seus gestos. Se ele estiver acompanhado por um intérprete de língua dos sinais, fale olhando para ele, não para o intérprete.

Pessoas Com Deficiência Física: Seja natural, não tenha receio de usar palavras como “caminhar” ou “correr”. As pessoas com deficiência física também as usam. Quando você estiver conversando com uma pessoa que usa cadeira de rodas, procure se sentar de modo a ficar no mesmo nível do olhar dela. Para uma pessoa sentada, não é confortável ficar olhando pra cima durante um período muito longo de tempo. Quando você e uma pessoa com deficiência física combinarem de sair juntas, preste atenção para eventuais barreiras arquitetônicas no lugar aonde escolheram ir, seja um restaurante, uma casa, um teatro ou qualquer outro lugar. Se você estiver caminhando com uma pessoa que usa muletas, acompanhe o ritmo de sua marcha. É importante adicionar que não se deve sair empurrando a cadeira de rodas de alguém. Eles se sentem invadidos e muitas vezes com medo da pessoa deixa-los cair, se o cadeirante precisar de ajuda, ele irá pedir.

Pessoas Com Deficiência Visual: Nunca exclua uma pessoa com deficiência visual de participar plenamente de algo. Deixe que ela decida o que pode ou não fazer. Para orientar uma pessoa com deficiência visual a atravessar ruas, localizar endereços, subir e descer escadas ou se deslocar em qualquer ambiente, use sempre noções de “direita e esquerda”, “acima e abaixo”, “para frente e atrás”. Quando for sair de perto, avise a pessoa. É muito desagradável para qualquer um ficar falando sozinho. Não evite palavras como “cego”, “olhar” ou “ver”, a pessoa com deficiência visual também as usa. Para indicar uma cadeira, coloque a mão da pessoa com deficiência visual no encosto da cadeira e informe se ela tem braços ou não. Pessoas com deficiência visuail também se sentem invadidos se alguém chega lhes ajudando sem avisar, pergunte sempre ” quer ajuda?” Se ele realmente precisar vai lhe pedir, do contrário é melhor deixa-lo fazer sozinho.

Pessoas Com Deficiência Intelectual: Geralmente a pessoa com deficiência intelectual é bem disposta, carinhosa e gosta de se comunicar. Seja natural, enquanto for criança trate-a como criança. Quando for adolescente ou adulto, trate-a como tal. Cumprimente a pessoa com deficiência intelectual de maneira respeitosa, não se esquecendo de fazer o mesmo ao se despedir. Dê-lhe atenção. Qualquer pessoa gosta de ouvir frases como: “que bom que você veio”, “gostamos quando você vem nos visitar”. Evite a super proteção, ajude-a somente quando for realmente necessário.

 

Espero que tenham curtido o post, foi retirado do meu blog antigo, mas como muitos nunca nem entraram nele, estou repassando pra esse.

Beijos a todos 🙂

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