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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 2 comentários

Como muitos sabem, eu dei entrada para o IC bilateral, o convênio liberou e bom, agora estou esperando. Acredito que até o fim do mês eu estarei Bi-implantada, pois o médico disse que está tentando agendar para o dia 23/10, pois a fono responsável precisa estar disponível e o convênio precisa liberar os papéis pro pagamento do aparelho.

Sabe o que me deixa mais ansiosa e animada agora? O fato d que hoje foi a primeira vez que consegui falar com uma completa estranha no telefone e compreender tudo que ela disse. Não que tenha sido uma conversa complexa, era apenas a secretaria da minha psicologa, avisando que o meu horario havia passado para amanhã às 15: 00.

Mas enfim, essas são coisas simples e bobar, mas que me fazem imensamente feliz, enchem meu coração de alegria e alimenta minha alma. Coisas que apenas o IC pode proporcionar, tecnologia é ou não é uma maravilha???

Beijos a todos 🙂

Ps: O meu lindo, Guilherme Goldstein Chazan foi hoje fazer o seu IC bilateral, e eu estou enviando muitas energias positivas pois eu tenho certeza que vai dar tudo certo e que o segundo IC dele será um sucesso tão grande quanto o primeiro.

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

 

Bom hoje eu vou falar de algo que gera brigas por ai, que é o isolamento de certos grupos de pessoas. Nesse caso irei me abster ao isolamento de surdos usuários de LIBRAS. Muitos surdos sinalizados se isolam criando o que eles mesmos chamam de “Cultura Surda”. Esses grupos são considerados radicais e não aceitam em seu meio surdos oralizados, implantados ou com aparelhos auditivos e é claro que muito menos ouvintes.

Esses grupos, chegam a fazer exigências mil ao governo, algumas extremamente esdrúxulas que chegam a me irritar. Querem que LIBRAS seja obrigatória para todos os surdos em fase de alfabetização – isso tiraria o direito de escolha dos pais e da criança – querem concursos publico e vestibulares 100% em LIBRAS e – pasme – chegaram a pedir pra que para surdos a LIBRAS substituisse até mesmo a forma escrita da Lingua Portuguesa. Esse pedido foi negado, pois o idioma oficia, do país é esse, mas agora me respondam, isso é, ou não  coisa de gente preguiçosa e xiita? Poxa, se você nasceu, cresceu e vive em um país, porque diabos você não vai aprender e ser fluente na forma escrita do idioma oficial? LIBRAS pode ter sido elevada ao patamar de Língua e perdido o status de linguagem, mas ainda assim, precisa de um idioma base pra sua  comunicação, e isso serve pra Lingua de Sinais de qualquer país.

Se você usa unica e exclusivamente LIBRAS, só poderá se comunicar com quem o sabe e isso te isola, te limita, te atrapalha. Eu respeito a liberdade de escolha dos pais e das crianças. Porque honestamente? Todo surdo de um jeito ou de outro tem que se relacionar com ouvintes e para crianças é complicado. Ser diferente é sempre um problema. A criança gordinha é zoada, a magricela tambem, a de óculos tem apelido de “4 olhos”, a menina que sobe em arvore é chamada de “macheira” e o menino que brinca de casinha é “boiola”, essas crianças crescem traumatizadas e se sentindo peixes fora d’água, porque outras crianças conseguem ser bem crueis quando querem.

E a criança surda? Ela também corre o risco de ser zoada, seja na escola inclusiva, por vizinhos, por outras crianças em qualquer local publico como um banco ou loja quando estiver com os pais. Se ela usa Língua de Sinais, com certeza vai ser alvo de olhares e comentários extras, se usar aparelhos, provavelmente também o será, mas cabe à familia e à criança, escolherem o que é mais confortavel.

Meus pais nunca me impuseram nem em qual escola eu deveria ir, me colocaram em uma particular, não gostei, deu o fim do ano fui pra outra, mudei mais de escola do que filhos de ciganos, mas nunca me impuseram ficar em um lugar onde eu não me sentia confortavel e respeitada (e digo isso porque sempre fui molecona e me zoavam por isso)

Bom, quando perguntados o motivo para a segregação em guetos, os integrantes desses grupos afirmam se isolarem porque preferem conviver com aqueles que como eles se aceitam e não tentam fugir do que são ou fingir algo que não são. Fico com uma dúvida constante dentro da minha cabeça que é “Se essas pessoas lutam tanto  por seus direitos para serem vistos como iguais e conhecem como  ninguém o preconceito porque fazem isso?”.

Do ponto de vista psicológico esses grupos se isolam não porque se aceitam, mas bem pelo contrário. Eles se isolam em comunidades criando uma “Cultura Surda” onde as pessoas têm os mesmos medos e não ficarão questionando os seus medos e escolhas. Todos defendem ferrenhamente que aquilo é bom e verdade absoluta pra todos os surdos do planeta. Chegam a fazer afirmações absurdas como “estão querendo impor implante coclear às criançs e acabar com LIBRAS” ou “surdos oralizados são suicidas em potencial.”

Certa vez comentei sobre esse assunto com pessoas formadas em psicologia e elas me disseram a mesma coisa “Pessoas que se isolam do mundo lá fora não se aceitam como são e usam isso como mecanismo de defesa, porque se conviverem com seus semelhantes darão a impressão de que realmente aceitam quem são e assim se veem livres da pressão e questionamento do mundo afora”.

Quanto aos surdos sinalizados não posso dizer por mim, mas na época um dos bacharéis em psicologia com quem conversei me mostrou uma revista sobre estudos psicológicos e tinha uma artigo que falava exatamente sobre esse assunto. O artigo dizia que havia sido feito um estudo com surdos sinalizados em várias escolas especiais nos Estados Unidos. Com o passar do tempo e conforme os alunos iam ganhando confiança nos terapeutas a maioria deles disseram que eles teem muita vontade de se oralizarem, aprenderem leitura labial, implantarem ou usarem aparelhos auditivos mas, que não o fazem porque sabem que isso não vai torna-los ouvintes ou menos surdos, e que eles tem medo de se tornarem aberrações entre os amigos sinalizados e aberrações no mundo dos ouvintes, passando a serem odiados por ambos.

Existe um mundo lá fora independente do isolamento ou não, e que cedo ou tarde eles terão que viver nesse mundo e precisarão aprender a lidar com os problemas que vierem. Muitas pessoas os questionarão mas, muitos os apoiarão. Surdos sinalizados devem entender que ouvintes, implantados ou oralizados não são diferente deles e os tem como semelhantes não como pessoas diferentes por usarem sinais. O unico problema e algo que se torna irritante é o levantamento da bandeira do orgulho surdo e tentativa de segregação em massa e IMPOSTA, quando brigamos, não é porque somos contra LIBRAS, somos a favor, 100% a favor, só que ela deve ser escolhida e não imposta e o mesmo vale pra oralização e implante coclear, devem ser escolhidos. Não sou contra nenhum método de comunicação, sou contra a segregação.

 

Beijos a todos 🙂

 

06
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

Eu fui privada de ouvir por anos, não muitos, mas foram o suficiente pra me fazer perceber o quão valioso o sentido da audição é. Só aqueles que foram privados do privilégio de ouvir podem saber o que digo. Há 1 ano e 7 meses, tive meu implante ativado. A emoção foi grande, e as descobertas não param nunca.

Ontem, dia 05/06/2012 eu estava assistindo Grey’s Anatomy foi espetacular poder ouvir os sons e dialogos do seriado, ainda mais sendo o ultimo episodio da temporada. Pude degustar cada sonzinho saído das caixas de som do computador. Preciso confessar que chorei muito, não que eu não chorasse antes, mas quando se tem a oportunidade de ouvir berros e choros de desespero em uma obra de ficção, a emoção é quintuplicada.

As surpresas não se restringem somente à TV, cada dia que passa minha audição melhora, claro que tenho as minhas dificuldades, e agora com o novo mapeamento, estou apanhando pra processar coisas mais complexas, mas consigo falar no telefone, com direito a ouvir minha tia me chamando de folgada porque ainda não fui pra casa e “já é uma da manhã.”

Consigo ouvir barulhos que me soam até irritantes, mas que pelo simples prazer de ouvir, eu não desligo o implante, como por exemplo, o registro do chuveiro está quebrado, então por mais que feche, o chuveiro continua pingando. O som da água pingando é irritante, mas pelo simples prazer de ouvir, eu aturo o som.

Às vezes ainda durmo com ele ligado, por descuido ou por querer, minha vizinha tem um cachorro insuportavel que late demais, sabe há quanto tempo eu não conseguia ouvir o que se passava na rua? Tempo o suficiente pra adorar o cachorro chato latindo.

Mas nada se compara, ao prazer enorme de ouvir as vozes das pessoas que amo, algumas pessoas extremamente importantes na minha vida, só apareceram depois da surdez, eu não fazia ideia de como eram suas vozes, mas com o implante pude saber, e nada no mundo é tão valioso quanto isso.

Essas pequenas conquistas e descobertas, embora singelas e até bobas, representam muito pra mim. Representam a devolução de um sentido perdido, a devolução da minha audição. Antes do implante, a minha alma sedenta por sons, se sentia presa em um corpo surdo, agora não mais. Nunca, as palavras contidas em “Todo som é música” fizeram tanto sentido como agora.

Beijos a todos 🙂

 

14
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

Não é novidade pros meus leitores de longa data e amigos, que eu morei nos EUA por 6 anos, que foi onde eu perdi minha audição completamente. Como muitos sabem, eu tenho neuropatia, então a compreensão das falas e do som, mesmo quando ainda ouvia um pouco, era de uma qualidade absurdamente baixa.

Muitos me perguntam como fiz pra aprender inglês, em primeiro lugar, eu já tinha uma base de quando ouvia,  mas era mais por conta de vídeo games, filmes e séries, na verdade, eu sabia um pouco de gramática e vocabulário, mas não falava porcaria alguma. Também fiz aulas particulares um tempo, mas depois fiquei mais de um ano parada sem estudar.

Quando cheguei nos EUA, minha audição já estava se deteriorando, fui pra escola e lá me mandaram pras salas de aula de ESL ( English as Second Language), os professores falavam inglês mais devagar, o que dava a chance de captar melhor a leitura labial, em 3 meses fui transferida para salas regulares, foi onde a tormenta começou.

Nas salas regulares, eu não conseguia entender muito bem, por causa da velocidade em que falavam, quando falei que tinha um pouco de dificuldade auditiva, me mandaram pra fazer exames no médico autorizado da escola, que disse que estava tudo bem…mas bom, na época eu ouvia, o problema era discriminar a fala e sons.

Inglês não é um idioma muito bem articulado, o que conta na língua inglesa, é o movimento da língua, não dos lábios…se alguém falar a palavra “Love” por exemplo, pode-se muito bem falar bem articulado pra Deus e o mundo compreender, ou pode nem mexer a boca direito, mas se o movimento da língua estiver certo, ela sai perfeita.

Foi com a ajuda de professores extremamente pacientes e prestativos, assim como excelentes amigos e vizinhos, que consegui superar os obstáculos e ir aprendendo. Todos articulavam bem pra que eu pudesse entender e captar como se falava a palavra, as vezes eu ficava repetindo até eles dizerem “pronuncia está perfeita.”

Mas a atenção deve ser dobrada, porque não vale apenas prestar atenção no movimento dos lábios, é preciso ficar atento ao movimento da língua. Se é fácil? Não, mas não é impossível. Eu sugiro aulas com professores particulares, porque assim fica mais fácil ele prestar atenção e ajudar com a pronuncia, numa sala com vários alunos fica difícil fazer isso.

“ Ah Diéfani, mas quero fazer em um escola porque recebe certificado.” Vá a uma escola então, mas converse com o professor e os colegas da sala de conversação, honestamente? Seria uma aventura até boa, pois assim você vai se acostumando com diferentes pessoas falando além do professor, e se acostuma também com os diferentes sotaques.

Para os surdos usuários de IC e próteses que ouvem legal, eu sugiro que assistam DVDs com legendas em inglês, isso ajuda MUITO.

Se alguém quiser perguntar algo mais especifico, só deixar comentário com email que respondo no comentário e no email depois.

Beijos a todos 🙂

12
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 1 comentário

Embora muitos achem que ser associado da ADAP não compense, por favor, quem usar os implantes da Med-EL associe-se. Eu mandei email perguntando sobre seguro de perda e roubo e recebi o seguinte email da responsavel por isso na Phonak:

Ola Diéfani, desculpe a demora pra responder, estava fora da Empresa.
A MEDEL não tem a garantia extendida, porem para casos de perda e roubo nos nunca deixamos os pacientes sem ouvir. Temos um acordo com a ADAP no qual o paicente contribui com uma parte, e nós da Phonak/ MEDEL junto com a associação doamos o restante para que o paciente não seja prejudicado.
Todos os pacientes que tiveram o processador roubado foram beneficiados com a doação.

Caso tenha alguma dúvida por favor me avise.

Estou a disposição

Obrigada
Abraço

Elidiane

 

Por si só já é um roubo já que o usuário tem que arcar com uma parte, mas já é algo, considerando que não se tem que pagar o valor TOTAL. Então associem-se para não haver surpresas caso seja roubado ou perdido.

 

Beijos a todos 🙂

25
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Hoje, dia 25 de fevereiro de 2012, comemora-se o Dia Internacional do Implante Coclear, foi ha exatos 55 anos, que o primeiro implante coclear foi realizado. A gente para pra pensar e parece ser uma tecnologia tao nova, tao pouco divulgada, mas o fato é que 55 anos é bastante coisa. O primeiro Implante foi realizado pelos médicos franceses Andre Djourno e Charles Eyriès, era monocanal, e bom, de la pra ca, inumeras coisas mudaram, e chegamoa aos nossos atuais modelos…em mais 55 anos, aposto que os implantes cocleares alem de minusculos, terao apenas uma parte interna e nada do lado de fora aparecendo, mas de qualquer maneira, estou muito feliz com o meu, sendo visivel ou nao.

De qualquer maneira, me sinto imensamente feliz, em poder comemorar esse dia, em poder ouvir, nao ha nada no  mundo que pague a sensaçao de se sentir livre e plena. Muitos sons para todos nos implantados. Comemorem o dia se deliciando com os sons que so o IC é capaz de nos dar.

 

Beijos a todos 🙂

Ps: Sim, ainda havera o post sobre como aprendi Ingles, e desculpesm pela falta de acentls, mas detest ficar acentuando as coisas no iMac,

 

 

22
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 36 comentários

Todos que lêem meu blog sabem que pra mim o IC é indispensável e que ouvir pra mim, é tudo. Até mesmo o som mais irritante do mundo, acaba se tornando música…é só depois de implantada e ter redescoberto tantos sons que eu posso entender a frase “Todo som é música” usada pelo pessoal do Fórum do Implante Coclear.

Mas claro, que nem tudo são flores e nem tudo é perfeito. O meu implamte tem garantia de 3 anos para processador e antena (acabei de cofirmar por email isso) e os fios, bateria DACAPO e outros componentes, tem garantia de 3 meses. Acontece, que eu tenho cabelo comprido, passo o dia todo com o IC por baixo das madeixas e quando vou tirar, tem kilos de cabelo enroscado no fio. Por mais que eu tome cuidado, acabo mexendo mais do que deveria no fio, conclusão? Quebrou, ainda bem que vem com um reserva, mas também preciso de outro pra deixar reservado, então aproveitei que estava em São Paulo e fui  na Phonak/MED-EL para encomendar um.

GENTE quando ela me falou o valor daquela bostinha, eu quase cai pra trás, 247 reais, ai ela disse “Mas associados da ADAP tem desconto, então vamos checar com a ADAP e se você estiver registrada, vai sair uns 195 reais.” Ok ela encomendou, vai chegar na sexta-feira. Me peguei pensando que o valor de um cabo da Cochlear deve ser o dobro, porque os implantes da Cochlear é tudo mais caro.

Fui então entrar em contato com a Phonak e perguntar sobre garantia estendida e seguro (caso de roubos, pq isso a ADAP deixa claro no contrato que não cobre), por hora a única informação recebida é de que a garantia estendida fica por conta da ADAP mesmo, mas ela ainda não me respondeu sobre o seguro. Se não tiver, fodeu, porque o valor da parte externa sozinha é de 30 mil reais, precisaria cuspir dinheiro pra isso. É o valor de um carro.

Fico aqui pensando, eu tenho sorte de ter uma família que pode bancar, porque sinceramente, se precisar pagar a parte externa em caso de furto, o pessoal aqui se vira nos 30 pra pagar, junta a família toda e paga, mas e pessoas que não tem condições? Quebra um cabo, a vida útil das baterias recarregáveis termina, o compartimento de pilha quebra, o implante é furtado ou perdido, como essas pessoas vão bancar isso se não tiver condições de pagar um seguro, uma garantia estendida, entre outras coisas?

Infelizmente, por mais maravilhoso que seja o IC, ainda não acredito que seja uma tecnologia acessível a todos os surdos de todas as classes sociais. Infelizmente, se você não tiver um pouquinho de grana no bolso, é melhor nem arriscar. Sintam-se livres para discordar, mas é triste que uma tecnologia tão maravilhosa, não possa ser financeiramente acessível para todos.

 

Beijos a todos 🙂

 

Ps: Só pra deixar avisado, como muita gente me pergunta e tem duvidas sobre como eu fiz pra aprender inglês sendo surda, meu proximo post será sobre isso.

23
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Pensando em atitudes alheias que magoam uma pessoa que tem deficiência auditiva, várias me ocorreram. Porém, como tudo na vida, dói mais quando vem das pessoas que gostamos. Não é verdade? Quando um estranho tem uma atitude dessas, a gente nem dá bola, afinal, não vale o gasto de energia. Mas quando alguém próximo nos magoa (mesmo sem intenção), chega a parecer traição. E das graves.

Duas coisas me tiram do sério – por 5 minutos, mas tiram. Primeiro, quero estrangular a pessoa, depois, esqueço. Mas meu sangue ferve, porque sou humana, né?

PRIMEIRA: Quando alguém que você adora (pode ser mãe, irmão, amigo, namorado, filho, marido, etc) age como um idiota completo que nada sabe sobre surdez apesar dos longos anos de convivência com você e solta a maldita frase:

– Mas você não está de aparelho???

Aaaargh!! Pra completar, só se a pessoa em questão dá aquela olhadinha para as suas orelhas pra confirmar a suspeita. Meu Deus!! Me considero uma pessoa sensata e calma na medida do possível mas, quando isso acontece, minha reação primitiva é a de querer tirar meus AASI e fazer a pessoa engolir. E a triste verdade é que isso acontece MUITO. Acho que a gente se acostuma a a abafar o caso e não surtar quando se trata de familiares e pessoas próximas. Com eles, temos 1.000x mais paciência do que com estranhos. O trágico é que eles deveriam ter 1.000x mais paciência e respeito conosco do que efetivamente têm.

SEGUNDA: Quando estou numa conversa com alguém próximo ou, outra opção, quando estou distraída e a pessoa fala algo que não entendo. A questão é não entender o que foi dito. Aí, a(o) bendita(o) solta a pérola:

– Deixa. Esquece. Não é nada. Não importa.

Jesus!! A reação primitiva é sentir vontade de pegar o interlocutor pelos cabelos como faziam na Idade da Pedra e arrastá-lo pelo chão dizendo “importa siiiiiiiiiimmmm!”.

Do fundo do coração, não acho que eles façam isso de propósito, com a intenção de nos deixar mal, de magoar, de ferir. Mas é tremendamente irritante a desatenção de quem mais convive conosco para coisas básicas. De quantos anos a família, os amigos, os colegas, etc precisam pra entender de uma vez por todas que estar de aparelho auditivo não é garantia de que vamos entender tudo o que é dito e que é horrível quando não entendemos e eles não querem repetir??

E vocês? Que tipo de atitude das pessoas próximas os magoa pra valer??

Até aqui o Texto foi escrito pela Paula e o texto original pode ser encontrado no Crônicas da Surdez. Mas já que a ultima frase dela foi uma pergunta, vou aproveitar pra acrescentar o que me magoa ou deixa brava.

– Falar quando obviamente estou sem o IC

Eu acabo de sair do banho, com o cabelo pingando, e alguém vem falar comigo, e depois ficam extremamente bravos porque eu estava sem o IC e não entendi, porque ao invés de virem e falarem comigo frente a frente, ou falam de costas ou falam quando não estou olhando. Já cansei de discutir aqui em casa e falar que o IC não funciona Wi-FI como a internet, que o processador precisa estar na minha cabeça pra funcionar, que ele não é a prova d’água o que me obriga a tirá-lo pra tomar banho, e que quando eu acordo – embora às vezes durma com ele –  eu não o coloco imediatamente, porque meu mau humor precisa de uma meia hora pra ficar bom e ai sim posso ligar.

– Achar que sei técnicas Ninja de leitura labial

Eu leio lábios muitissimo bem, mas dai achar que consigo entender TUDO que TODO MUNDO fala, em qualquer velocidade, articulação, tipos diferentes de lábios, com barbas e bigodes e outros obstáculos, é demais pra minha cabeça. Não eu não sei nenhuma técnica ninja de leitura labial, sou humana, erro, não entendo, muitas palavras a articulação é parecida, fora outros fatores, então não fiquem achando que tenho obrigação de entender tudo.

– Todo mundo falando ao mesmo tempo

DE NOVO não, eu não tenho técnicas ninja de leitura labial e MUITO MENOS consigo ler os lábios de 3/4 ou mais pessoas ao mesmo tempo – pra quem usa LIBRAS e diz que seria vantagem a LIBRAS em cima disso, se poupe do trabalho, eu tenho dois olhos e não da pra ficar um em cada direção, então mesmo LIBRAS não me salvaria – então me dá nos nervos quando estou falando com alguém e mais dez pessoas falando junto e depois todo mundo reclama que eu não prestei atenção, me sobe o sangue pra cabeça.

– Sair andando pelo cômodo enquanto fala comigo

Não tem coisa que me tira mais do sério do que a pessoa estar conversando comigo e sair andando pelo cômodo em que estamos, ou sair andando pela casa mesmo, pior ainda se estivermos na cozinha e além de sair andando aindar vai lavar louça pra fazer mais barulho e me atrapalhar mais.

– O pior de tudo

Não importa o que aconteça, quem sabe que você usa IC ou AASI e escuta relativamente bem com eles, ou até muito bem, SEMPRE fará questão de retornar a um tópico anterior citado pela Paula e dizer “você tá sem aparelho?” ao que respondo “não ele tá aqui” e dizem “então não tá ouvindo por que? Não tá funcionando direito?”….eu geralmente fico quieta e balanço a cabeça só….mas SIM tá funcionando, mas eu fiquei SETE ANOS sem ouvir, não é rápido assim que vou entender TODAS as palavras que sairem falando pra mim, especialmente porque o pessoal aqui em casa fala rápido demais, embolado demais e dependendo da pessoa, adora falar errado propositalmente, e acham que tenho obrigação de entender. Tem hora que parece que o cidadão está de BRINCADEIRA com a minha cara.

 

Essas são as coisas que me deixam extremamente frustrada. Agora, faço a mesma pergunta que a Paula, o que mais magoa/irrita vocês? 

 

Beijos a todos 🙂

30
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Bom, muita gente tem notado que de uns tempos pra cá eu tenho postado vídeos, fotos e estado meio obcecada por um grupo musical de Coreanas. “Ah não, mas até aqui no blog você vai falar delas?” sim, vou, porque quero explicar o motivo da minha obsessão.

Desde que fiz o implante e melhorei a minha audição, eu ouvia as mesmas musicas, bandas e tudo mais de sempre. Foi quando descobri Girl’s Generation, dia 18 de Outubro pra ser mais exata. Foi uma amiga que me mandou. De primeira pensei “menina bonitas que parecem todas iguais”, continuei assistindo, e conforme e música começou e foi passando, tive mais um momento “é isso”, percebi que as vozes delas são bem claras, e que o idioma coreano é bem carregado de fonemas que eu tenho dificuldade em ouvir, então pensei “serão minhas terapeutas.”

Primeiro percebi que cada membro do grupo, tem uma voz bem diferente da outra e bem fácil de diferenciar enquanto cantam. Depois vendo as letras, percebi que o idioma é carregado de fonemas m//l//n//g//j//b//t//b//k que são os que mais tenho dificuldade pra entender.

O que decidi fazer? Passar hora e horas ouvindo os vídeos e musicas sem letra, e com a letra na mão pra depois ver se tinha acertado. Obvio que não sabia a palavra, mas o exemplo, no começo da musica “The Boys” que diz “Keobi naseo hijakjocha anhae bwahtdamyeon Geudaen tudeoldaeji mara jom,” eu ficava prestando atenção pra ver se eu ouvia como p ou b, como n ou m, como j ou g. Embor não saiba as palavras, o som é forte e bem fácil de ouvir. Então fico aqui com um papel do lado ouvindo as musicas e anotando os fonemas que eu ouço, depois comparo com a letra e vejo o que acertei ou errei.

O mesmo faço com os vídeos de entrevistas e reality shows, a maioria tem legendas em inglês ou algo do tipo, então presto atenção, comparo, checo, traduzo, pergunto. E acreditem ou não, tem me ajudado muito. Há também, o fato de elas terem vozes bem diferentes umas das outras, e elas não são 1, 2, 3 ou 5 como eram as Spice Girls, elas são 9. Na internet as letras geralmente tem escrito, na frente quem é que está cantando qual pedaço da música, ou nos vídeos da pra ver, então ouço com atenção as musicas, ou deixo os vídeos passando sem assistir, e fico com o papel ali anotando os nomes quando ouço os solos. Depois vou conferir.

Tem sido um ótimo treino auditivo e tenho notado uma melhora depois disso, uma grande melhora pra ser honesta. É que nesse processo, acabei notando que elas não agem como “super stars,” elas agem como seres humanos. Garotas com seus 20/22 anos, sendo elas mesmas, brincando, fazendo piadas, cometendo gafes, falando besteira sem pensar. Não agem como se estivessem no topo do mundo. Elas são pé no chão, e muito simpáticas, então acabei me apaixonando rs.

De resto, fico usando os vídeos e as musicas pra treinar, ouvir, tentar perceber, tem dado certo. Foi uma maneira alternativa e divertida que descobri de treinar a minha audição.  E eu recomendo esse tipo de treinamento, descobrir um idioma que use bastante fonemas que se tem dificuldade e ficar ouvindo, pra depois ver se acertou ou não. Alemão, russo, chinês, japonês, coreano, inglês, francês, italiano e até mesmo o português com seus NH e LH, por que não? Espero que agora parem de dizer que estou possuída e preciso ser exorcizada kkkkkkk.

Beijos a todos 🙂

09
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

Pessoal em 2000 foi lançado um documentário (filmado em 1999), chamado Som e Fúria, que relatava parte da vida da família Artinian. O casal Peter e Nita Artinian são surdos e todos seus filhos também são surds. A mais velha, Heather Artinian, diz que gostaria de fazer implante coclear. No vídeo ela diz que gostaria dele porque gostaria de ouvir um acidente de carro, televisão, pessoas falando, alarmes, buzinas entre outros.

A família após muito pesquisar, e conhecer algumas famílias com crianças implantadas, optam por não implatarem a sua filha. O que aconteceu, foi que os pais de Heather, conheceram uma família de ouvintes com filha surda, a menina, ainda muito pequena, tinha implante coclear e não sabia língua de sinais. Nem ao menos sabia o que era língua de sinais, e Nita, mãe de Heather, se sentiu ultrajada por isso, dando inicio a uma briga homérica na família por causa disso. Pois os avós de Heather eram a favor do implante.

Nesse meio, há também o irmão de Peter, que tem um filho surdo e opta por implantar o filho, todos da comunidade surda acham um absurdo, criticam, falam mal, dizem “viva a cultura surda” ou “a cultura surda existirá para sempre”. O bebê é implantado e mais tarde ativado e percebe-se a emoção dos pais no vídeo. O documentário termina e Heather então com 5 anos, não é implantada. Segue abaixo um pedaço do primeiro documentário com legenda.

Então, 6 anos depois o diretor procura a família novamente, e faz Som e Fúria – 6 Anos Depois. Mostra Heather, então com 12 anos Implantada. Os pais decidiram que ela faria o implante quando ela estava com 9 anos. Aos 12, Heather já ouvia e falava muito bem. Qual não foi a surpresa, quando vi que todos os irmãos e primos surdos de Heather também estavam implantados, e quase entrei em choque, quando vi que a mãe dela, que estava totalmente contra o IC e ultrajada por outra criança não conhecer a cultura surda, também havia se submetido ao implante.

Heather é uma menina muito falante, com vários amigos, frequenta escola comum, aonde ela era a única aluna surda, participa de esportes, faz tudo normalmente e com um sorriso nos lábios. É também possível ver a felicidade dela por conseguir falar e ouvir. Percebe-se que é algo que a faz muito feliz. Ela faz aulas de italiano na escola, e para eventuais problemas, tem uma interprete a disposição. Abaixo segue o segundo documentário completo, mas dividido em 3 partes. Infelizmente as poucas legendas que tem são em inglês, quem souber LIBRAS vai entender algumas coisas também, porque ASL é de certo modo parecido.

Partes do Documentário com CC em Português

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9

Parte 10

Agora mais 6 anos depois, me passaram o link de uma entrevista atual com Heather, que está atualmente com 18 anos. Segue abaixo a entrevista

Heather Atualmente

Agora que você tem o seu Implante Coclear por 9 anos, como você se sente o tendo hoje, como adulta?

Uau, eu nunca pensei nisso. Eu acabei de completar 18 anos. Acho que agora sou adulta. Eu acho que me sinto um pouco nervosa, porque vou embora para ir à faculdade, e lá todos os alunos são ouvintes. Estou feliz que tenho o IC comigo, porque definitivamente vai me ajudar a me entender com o mundo. Estou também nervosa qye as pessoas não vão me entender ou eu não as entenderei em situações que serão agora de grande importância (como adulta)

Se você estava no colegial, em uma escola aonde os estudantes eram ouvintes, porque você se sente mais nervosa indo para a faculdade?

Os alunos no colegial estava comigo desde os 13 anos, eles sabem que sou surda e eles sabem que as vezes cometerei erros ou os interpretarei de maneira errada. Eles aprenderam a aceitar isso. Já na faculdade, eu ainda tenho medo que eles não entenderão o fato de eu ser surda.

Como o Implante Coclear fez diferença na sua vida até agora?

Definitivamente mudou tudo. Eu fui de estar exclusivamente na cultura surda, para estar nas duas. Eu aprendi a como me comunicar com ouvintes. Eu fui capaz de assumir posições de liderança na escola, bom, por causa do IC eu fui capaz de freqüentar uma escola comum para ouvintes. Eu estou mais preparada para o mundo ouvinte. Eu sinto como se eu fosse ambos surda e ouvinte.

Quais posições de liderança você assumiu na escola?

Eu fui presidente do DECA, que era um programa de negócios e serviço comunitário. Fui presidente da minha turma do 2º colegial e fui capitã dos times de vôlei, basquete e lacrosse.

Nessas atividades em que você liderava, você poderia dar alguns exemplos de atividades onde era necessário que você usasse suas habilidades de fala e audição?

Para o DECA eu tinha que fazer reuniões com aproximadamente 130 membros toda segunda-feira, e fazer uma reunião com a diretoria do DECA com 13 pessoas toda sexta-feira. E eu também precisava conversar com pessoas de negócios e pessoas que estavam ajudando. Para a posição de presidente da turma do 2º colegial, eu tinha que participar de reuniões com o pessoal da administração e reuniões com toda a turma. Como capitã eu precisava conversar com juízes e colegas de times. E para o DECA eu não poderia ter feito nada sem a melhor conselheira do mundo, a Sra. Pearson.

O que a Sra. Pearson fez por você? Eu imagino que ela era uma pessoa que compreendia bem a sua perda auditiva?

A Sra. Pearson me tratou como uma filha. Ela me motivou muito quando eu precisei, e ela se importava comigo. Eu me sentia muito confortável pra conversar perto dela, como se ela fosse minha melhor amiga. E sim, ela era muito compreensiva e sempre me disse para não me importar tanto quando cometesse um erro e simplesmente repetir o que eu havia errado.

Por causa da perda auditiva, você encarou muitos obstáculos nessas suas posições de liderança?

Pessoalmente eu não os chamaria de obstáculos. Eu os chamaria de situações “ah tá”. Porque é sempre o que eu digo. As vezes muitas pessoas estarão falando ao mesmo tempo, e ai eu não saberei o que aconteceu. Ou em reuniões, eu ainda estava falando e um monte de gente começava a falar e eu não notava, então a Sra. Pearson me pedia pra parar por um segundo e esperar para que todos ficassem quietos. Eu não fico triste por causa disso, é somente parte da minha vida e eu tive grandes amigos que me contavam depois tudo que tinha acontecido.

Você se lembra como foi a ativação do seu implante coclear?

Só um pouquinho. Eu lembro que eu estava saindo do prédio e indo pro carro e dizendo “o que é esse barrulho?” e minha avó dizia que era um carro buzinando e meu sorriso ia de orelha a orelha. Todo mundo estava muito emocionado, mas eu estava muito feliz.

Você tem alguma lembrança do motivo que te fez querer um implante coclear?

Quando eu tinha 5 anos eu não me lembro de fato, mas no filme eu disse que era porque eu queria ouvir uma batida de carro e pessoas falando na na Florida, mas aos 9, pra ser honesta, foi porque meu irmão disse que ele queria, e eu não podia deixa-lo fazer antes de mim.

Agora que você é adulta, eu imagino que você veria o filme, Som e Fúria, de maneira diferente de quando você tinha 5 anos. Quais são seus pensamentos sobre o filme como uma jovem adulta?

Eu realmente nunca assisti o filme mais do que uma vez. Eu fico envergonhada assistindo, pois na conferencia de Massachusetts as pessoas chegavam em mim e diziam o quanto eu e o filme tínhamos feito diferença em suas vidas, e minha família estava obviamente brigando o tempo todo, muitas emoções estavam envolvidas. Eu fico feliz porque eu sinto como se eu realmente tivesse feito diferença.

Há ainda controvérsias em ambos os lados do mundo surdo, há aqueles que ainda se dizem contra o implante coclear e aqueles que são contra o uso de língua de sinais. Como você se sente em relação a isso?

Como uma pessoa que usa ambos língua de sinais e o implante como grande parte da minha vida, eu acho que eles são burros, e digo isso por não conseguir achar uma palavra melhor. Eu acho que é problema de cada um o que eles querem fazer. Se é que isso faz sentido.

Você acha que acha que há muita falta de informação em ambos os lados?

Às vezes, mas para aqueles que são grandes defensores de qualquer lado, eles geralmente procuram se manter muito informados sobre aquilo por razões especificas. Um lado, e não o outro. Eu acho que há muito preconceito e falta de compaixão.

Voltando aos seus envolvimentos no colegial, eu vejo que você estava sempre muito envolvida com esportes. Você pode explicar como é  experiência de praticar esportes como usuária de implante coclear?

Esportes sempre foram a minha maneira de me integrar ao mundo ouvinte. Eu amo pratica-los, então eu sempre treinei. Eu não estou tentando ser a “boazuda” ou elevar meu ego, mas por ser boa, meus amigos quando tínhamos 13 anos ou 14 viram algo além da surdez. Houve incidentes nos quais os juízes não me deixaram usa-lo, ou quando eu recebia uma penalidade por me mover antes do apito, mas foram raros. E eu aprendi com eles. Quando alguém cai, os outros caem junto.

Eu sei que o colegial é uma correria e empolgante para muitos, você poderia compartilhar algumas das suas melhores memórias e conquistas no colegial?

Eu tenho que dizer, sair com meus amigos, sair para jantar, para festas e ir à conferencias do DECA. Tudo isso, era o melhor e mais divertido! Eu me formei com 9 premios, toneladas de amigos e professores maravilhosos, e eu sentia que fui reconhecida pelo que fiz no colegial independente da minha surdez. O colegial foram os melhores anos da minha vida até agora.

Você usou alguma acomodação? Se sim, qual?

Eu usei uma interprete para minhas aulas e terapia de fala em casa. E se precisasse, ela fazia hora extra nos dias de prova, mas normalmente não precisava.

Eu sei que muitos adolescente não gostam de ter terapia de fala porque eles acham que não e divertido e que não sobra tempo para outras atividades, mas o que te fez manter as terapias de fala?

Eu os entendo perfeitamente. Entretanto, minha terapeuta de fala, Betty tem sido parte fundamental da minha vida. Eu quero ter a melhor fala possível. Claro que fiquei um pouco sem tempo para outros atividades, mas agradeço muito minha fala e agradeço muito a Betty. Sem isso, eu não estaria aonde estou hoje.

O que influenciou na sua decisão de ir para Georgetown (Universidade)? Você tem planejado usar alguma acomodação por lá?

Georgetown…simplesmente pisei no campus e pensei “é isso”. Eu simplesmente soube que era a faculdade que eu queria ir. E sim, tenho planos de acomodações. Eu tenho conversado com o pessoal do centro acadêmico sobre ter um interprete e eles estão sendo maravilhosos.

Através de pessoas que ouviram seu discurso em Sturbridge (Cidade), eu fiquei sabendo que você disse que sua família se mudou para Rochester e você ficou com sua avó em Nova York. Eu imagino que foi uma decisão dificil certo? O que fez você optar por ficar em Nova York com sua avó?

Na verdade, meus pais sabiam que eu queria ficar porque eu estava terminando o 2º ano do colegial e eu tinha trabalhado duro para chegar aonde cheguei na escola. Eles então me disseram “você pode ficar” e eu fiquei.

Eu fico muito feliz em ouvir que você teve pais que te apoiaram. Eu percebo que no filme você parecia bem próxima da sua avó. Eu imagino que ela. Sra. Pearson e Betty, foram pessoas muito importantes na sua vida?

Betty, Sra. Pearson, vovó. Tia Jeanette. Tio Jay, meus pais, todo mundo que considero importante na minha vida. Todos eles de alguma maneira me deram algum tipo de suporte e encorajamento. E minha melhor amiga Alison.

Quais são seus objetivos, alguma aspiração para o futuro? Onde você gostaria de se ver nos próximos 10 anos?

Meu objetivo é me formar em direito, me tornar uma advogada. Ainda não se qual área, talvez direito constitucional. E sair da escola o mínimo de debito possível. E em 30 anos, gostaria de me tornar juíza da do supremo tribunal.

Heather na sua formatura do Colegial

Pessoal, espero que tenham gostado do post de hoje. Eu adorei a história da Heather, tanto que quis compartilhar com vocês.

Beijos a todos. 🙂

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