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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 1 comentário

1. ESPERA, MAS SE VOCÊ CONSEGUE ME OUVIR, ENTÃO VOCÊ NÃO É SURDO DE VERDADE

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TRADUÇÃO DA IMAGEM: “VOCÊ NÃO SABE NADA SOBRE MIM”

– SURDO, DEFICIENTE AUDITIVO…TANTO FAZ

 

2. QUANDO ALGUÉM TE DIZ ALGO SEM SOM

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VOCÊ É TÃO ESPERTO E ENGRAÇADO!,

 

3. POSSO EXPERIMENTAR SEUS APARELHOS AUDITIVOS?

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TRADUÇÃO DA IMAGEM (EMBORA ÓBVIA): NÃO! 

 

4. SE VOCÊ MURMURA

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TRADUÇÃO DA IMAGEM: ADEUS!!!

NÓS NÃO PODEMOS SER AMIGOS.

 

5. VOCÊ É CURDO?

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NÃO SÃO APENAS AS PESSOAS SURDAS QUE PRECISAM QUE VOCÊ TENHA UM BOM ENUNCIADO.

 

6. QUANDO ALGUÉM SUGERE JOGAR “TELEFONE MUDO”

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7.  SE VOCÊ NÃO OUVE, PORQUE NÃO SABE LÍNGUA DE SINAIS?

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EU SEI SIM, VIU?

 

8. A MAIORIA DAS MINHAS CONVERSAS

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TRADUÇÃO DA IMAGEM: MULHER: VOCÊ DISSE OLÁ? 

MINHOCA: NÃO EU DISSE “ROLA”, MAS PASSOU PERTO.

 

9. OU ENTÃO SIMPLESMENTE

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TRADUÇÃO DA IMAGEM: DO QUE VOCÊ TÁ FALANDO?

 

10. MEU AVÔ USA APARELHO AUDITIVO

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TRADUÇÃO DA IMAGEM: EU TENHO UMA OPINIÃO BEM CLARA SOBRE ISSO…EU NÃO ME IMPORTO!

 

11. QUANDO AS PESSOAS RECLAMAM DA LEGENDA DO FILME ESTAR LIGADA

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12. TENTANDO TER UMA SIMPLES CONVERSA COM ALGUÉM

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TRADUÇÃO DA LEITURA LABIAL DA IMAGEM: EU NÃO ESTOU TE OUVINDO

 

13. QUANDO ALGUÉM FICA SEM PACIÊNCIA POR TER QUE REPETIR ALGO VÁRIAS VEZES

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TRADUÇÃO DA IMAGEM: OH! EU NÃO ME IMPORTO. 

 

14. O QUE EU DIGO PARA MIM MESMO QUANDO ESTOU PERDENDO UMA CONVERSA APARENTEMENTE INTERESSANTE

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TRADUÇÃO DA IMAGEM: SEMPRE AS MESMAS PESSOAS DE MENTE FECHADA, AS MESMAS CONVERSAS SEM SENTIDO. 

 

15. QUANDO ALGUÉM ME PERGUNTA SE EU ÀS VEZES FINJO NÃO OUVI-LO

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FONTE: BUZZFEED

 

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 1 comentário

Todo mundo que tem perda auditiva, acaba de certa forma criando um certo medo de algumas tecnologias. De todas, eu acredito que telefone, interfone e drive-thru automatizados, são os 3 piores.

 

Como vocês sabem, eu uso telefone. Eu confesso que não ligo em SAC, até porque me falta paciência, pra isso, nunca tive. O meu uso porém é sempre cheio de ansiedade. Normalmente são conversas rápidas com algum parente. A primeira vez que falei mais tempo ao telefone, foram 30 minutos com uma amiga e não houve nenhum problema de comunicação entre a gente. E não foi por facetime, só pra deixar claro. Pra ser honesta, comprei iPhone usando desculpa do facetime, mas nunca usei a tecnologia. O uso do telefone por mim no entanto, sempre gera um pouco de ansiedade dependendo de pra quem eu preciso ligar. Eu no entanto, não uso telefone fixo, eu tinha um aparelho para deficiente auditivo que quebrou, desde então só uso celular. Hoje mesmo liguei pra marcar horário com meu ortopedista e embora eu tenha ficado um pouco ansiosa por causa do barulho no consultório, foi tudo bem, sem repetições e eu marquei com ele numa boa.

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Em relação aos interfones, o problema não é só o fato da deficiência auditiva atrapalhar, mas é que a qualidade dos aparelhos, em sua maioria, são HORRIVEIS. Quem está tocando o interfone, tem pra piorar, carros passando na rua, bicicleta, criança, som alto, enfim, tudo que pode atrapalhar até o melhor dos ouvintes. Eu acabei “desenvolvendo uma técnica”. Por exemplo, no pilates, preciso tocar interfone e a rua é movimentada e o estudio/academia, fica em frente a uma Escola Municipal de ensino fundamental. A barulheira é constante, mas geralmente chego bem perto do interfone e espero parar de passar carros e toco. Ao atenderem, já estou próxima do aparelho e prestando atenção, sem correr risco de ficar sem ouvir. Na casa da minha prima no entanto, eu sofro, porque a cachorra dela vai no portão latir, por fim eu berro o nome dela e ela sabe que sou eu.

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Ah, os benditos drive-thru automatizados rs. Nos EUA eu usava pouco, porque lá conheci os prazeres do pedido online, então tudo que precisava, eu pedia online. Até os 16 eu não dirigia, então nunca ia sozinha aos drive-thrus e quando comecei a dirigir, eu conseguia ouvir quando alguém começava a falar, mas não sabia o que, mas sabia que era hora de pedir, pedia, aparecia na tela, eu confirmava e pronto, pagava, pegava e ia embora, mas na maioria das vezes eu entrava na lanchonete e ia comer lá mesmo, era mais prático, tinha refil de bebidas e se eu quisesse, pedia sobremesa depois de comer. Aqui no Brasil na maioria dos lugares o costume é ter um atendente numa janela, então a leitura labial era o que eu usava e depois com o IC, eu ouvia numa boa. Porém, agora começaram as automatizações e a primeira vez que usei, faz até pouco tempo e pra minha surpresa, foi tudo imensamente bem. Eu não só falei com atendente pela máquina, como estava no telefone com minha tia vendo o que ela ia querer e com o rádio do carro ligado. Sai de lá mais do que satisfeita.

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Porém, entretanto, contudo, nada disso seria possível, se não fosse pela maravilhosa tecnologia chamada implante coclear, que me permite driblar essas coisas. O IC não é a cura para a surdez, pelo contrário, quem tem um pouco de audição residual, por minima que seja, acaba a perdendo quando se submete ao implante, pois as células ciliadas morrem no processo e são substituidas pelos eletrodos, então tecnicamente, você fica ainda mais surdo, mas quando ativado, o IC é um recurso que me auxilia e me ajuda a ouvir com clareza. Eu uso ele o tempo todo, só não durmo com ele, porque pode quebrar o cabo e acaba doendo a orelha, mas já dormi algumas vezes. Amo o que essa tecnologia me proporciona, que é a sensação de ser plena e CAPAZ.

Beijos 🙂

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

Pessoas, eu sumi, mas é que por aqui anda tudo muito corrido e eu até tenho assunto, mas falta um pouco de tempo. Depois de passar alguns dias nos EUA, voltei com aquela sensação de sempre: “ONDE DIABOS ESTÁ A ACESSIBILIDADE PARA SURDOS NO BRASIL?”

Deve estar escondida em algum buraco, alguma gaveta de parlamentar, porque não é possível. Quando comparado com os EUA, o Brasil parece um “bichinho estranho e gosmento” nesse quesito. A acessibilidade está lá pra todos. Os museus possuem cadeiras de rodas, elevadores, rampas. Só fica em casa quem quer.

O fantástico mesmo pra mim é a acessibilidade para surdos e olha que eu nem uso nada quando vou lá. Dessa vez só fiz uso das cadeiras nos museus, mas onde eu procurei, tinha acessibilidade para surdos. No cinema, todos os filmes e horários possuíam closed caption, bastava pedir ao atendente. Show da Broadway? Eu queria ver O Rei Leão (acabei não indo) e fui checar se tinha algo pra mim, porque eu tinha medo de perder alguma parte ou fala interessante já que estaria sentada mais pro fundo porque é mais barato. Bom, tinha closed caption. ONDE tem closed caption em um musical no Brasil? Se souberem me digam, porque eu preciso ver pra crer. TV? No Brasil estão dublando tudo enquanto nos EUA é obrigatório.

Nos museus eles tem  cinema 4D, algumas exibições especiais com video ou palestras e tudo tem closed caption, basta fazer a solicitação. Os trens e metrôs tem um sinal luminoso que diz “This station X”, “Next station Y”. Os aeroportos tem telão pra todo lado informando portões, mudanças de portões, atrasos e coisas do tipo.

Sério, é tão dificil dar acessibilidade para quem precisa? Gente, não custa caro. Se falarem que sai caro é mentira. Eu falo com conhecimento de causa, que colocar closed caption e legendas em filmes e afins, sai infinitamente mais barato do que pagar dubladores e demora 1/4 do tempo ou menos. Isso é descaso e preguiça dos governantes.

Enfim “respira fundo”, eu espero viver pra ver o Brasil acessível, mas gente, às vezes parece que a semente plantada não vai brotar nunca. Enquanto isso, continuo levantando a bandeira e mostrando o que tem lá fora, pra ver se ajuda. Segue pra vocês imagens de como são os aparelhos de closed caption em cinemas e teatros.

 

 

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Beijos a todos

🙂

 

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 4 comentários

mot1 – VOCÊ PODE ABAIXAR O VOLUME EM SHOWS COM SOM MUITO ALTO

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2 – VOCÊ TEM BOTÃO PARA DESLIGAR OS OUVIDOS QUANDO SEUS PAIS OU PARCEIROS COMEÇAM A GRITAR

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3 – VOCÊ TEM ORELHAS MUITO FASHION (E QUE PODEM SER ESTILIZADAS)

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4 – VOCÊ TEM UM CHIP DE COMPUTADOR NO SEU CRÂNIO

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5 – VOCÊ PODE FAZER TRUQUES DE MÁGICA, GRUDANDO COISAS NO IMÃ

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6 – VOCÊ PODE COLOCAR O VOLUME TÃO ALTO QUANTO QUISER E NÃO SE PREOCUPAR EM PERDER AUDIÇÃO OU PERTURBAR OS OUTROS (QUANDO USANDO ALGUM ACESSÓRIO OU TELE COIL LOOP)

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7 – VOCÊ PODE DESLIGAR SEUS OUVIDOS E DORMIR EM PAZ (ESPECIALMENTE EM AVIÕES COM BEBÊS CHORANDO)

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8 – VOCÊ PODE IR À CONVENÇÕES FANTÁSTICAS

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9 – VOCÊ PERTENCE AOS GRUPOS SOCIAIS MAIS LEGAIS DAS REDES (RELACIONADOS AO IMPLANTE COCLEAR) E FAZ ÓTIMOS AMIGOS

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10 – QUANDO VOCÊ FICAR VELHO, NÃO VAI PERDER SUA AUDIÇÃO

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11 – VOCÊ PODE APROVEITAR TODOS OS SONS MARAVILHOSOS AO SEU REDOR

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Post traduzido de: 11 Reasons Why Cochlear Implants Make You Life Awesome

Beijos a todos 🙂

06
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 1 comentário

Desde que comecei a ter contato com outros surdos, eu noto divergências de pensamentos. Veja bem, quando digo divergências, eu me refiro ao radicalismo de alguns surdos usuários de LIBRAS e de outros tantos surdos usuários de Língua Portuguesa. Existe uma grande parcela que ou é bilíngue ou respeita a escolha do próximo, mas é TRISTE a quantidade de radicais que existem em ambos os lados.

Para falar desse assunto de forma mais aprofundada, vou voltar muitas décadas na história. Durante mais da metade do século XX (vou me ater ao século que nasci) os surdos passaram por diversos problemas. Primeiro existia aquele conceito de que surdo deveria ficar em hospitais psiquiátricos a vida inteira. Naquela época chamavam de hospício mesmo. Muitas famílias não sabiam que seus filhos surdos eram perfeitamente normais e inteligentes e por falta de conhecimento, essas crianças eram enviadas para essas instituições, onde eram maltratadas e viviam em condições péssimas de higiene.

Para as famílias que não enviavam seus filhos para esses lugares, muitas vezes sobrava a vergonha e uma vida inteira tentando esconder seus filhos da sociedade. Logo depois a Língua de Sinais foi tomando mais espaço, as escolas para surdos começaram a surgir e um mundo novo se abriu. Acontece que essas crianças e adolescentes que iam para essas escolas, acabavam ficando segregadas em guetos, não conseguiam se comunicar com a família, nem com o mundo lá fora.

Acredito que foi baseado no fato de estarem se segregando, que alguém, em meados do século XX começou a proibir que Língua de Sinais fosse usada. A criança deveria aprender a ler lábios e a falar. A criança que OUSASSE usá-la, era castigada. Naquela época era permito alunos apanharem na escola, logo, essas crianças sofriam violência física única e simplesmente por estarem se comunicando com a língua que conheciam.

Alguns anos mais tarde, língua de sinais voltou a ser permitida e essas pessoas podiam se comunicar livremente. Mas já adentravam uma década cheia de aparelhos auditivos, métodos de oralização e outras tecnologias. As famílias e muitas pessoas que os conheciam ficavam empurrando aquilo goela abaixo e com isso, começaram a se sentir oprimidos. Passaram muito tempo sendo castigados, hostilizados e violentados por tentarem se comunicar e com tanta novidade, é como se estivessem sendo proibidos disso novamente, especialmente quando alguém dizia “Você não quer fazer parte do mundo e ter uma vida boa? Então, use aparelho, aprenda a falar.”

O que aconteceu, é que muitos já haviam passado da idade adequada para uma oralização eficiente ou uso também eficiente de aparelhos auditivos. As terapias de fala e de audição causavam extrema frustração, cansaço e tristeza. Queriam ser aceitos como são, não queriam que impusessem como deveriam se comunicar. Essa frustração às vezes levava à depressão. Eles percebiam o desapontamento dos familiares ao ver que seus filhos não progrediam como esperado. Era um estado de ansiedade extrema e crônica.

Por tal opressão, frustração com o que lhes foi imposto durante tanto tempo e depois pressão para falarem e ouvirem, eles começaram a lutar pelos seus direitos e o movimento surdo foi ganhando cada vez mais espaço, ganhando mais adeptos e conseguiram até que língua de sinais fosse considerada como uma língua oficial ao invés de uma mera linguagem. Para aqueles que estudavam em escolas regulares, havia a lei que deixava claro que um interprete deveria ser disponibilizado, entre outras coisas.

Mas enquanto esses surdos sinalizantes conquistavam seu espaço, a turma surda de usuários de Língua Portuguesa foi esquecida. Muitos se sentiam ouvintes, mas presos em um corpo surdo. Outros tantos se sentiam excluídos do mundo ouvinte, porque sabiam falar, sabiam ler lábios, mas era muito difícil e cansativo fazer parte desse mundo. Participar de uma conversa com 10 pessoas ao mesmo tempo, assistir uma aula com professor virado de costas em serem dependentes da família para telefone e várias outras coisas causava ansiedade, stress e depressão.

Muitas vezes esses surdos procuravam seus semelhantes, e acabavam encontrando surdis usuários de LIBRAS e acabavam aprendendo a língua de sinais, dessa forma se tornando bilíngues, mas esses surdos faziam parte de uma singela parcela de sortudos que foram aceitos pelos surdos sinalizante. Havia os que se sentiam excluídos da comunidade surda, porque não sabiam usar língua de sinais, eram maltratados e hostilizados pelos surdos usuários de Língua dos Sinais. Outros muitos queriam mesmo fazer parte do mundo ouvinte, mas era estressante e frustrante não conseguir compartilhar plenamente das mesmas sensações.

Ainda hoje, para a maioria das pessoas no mundo, um surdo é sinônimo se Língua dos Sinais. Acham que surdos são mudos e outros conceitos adquiridos de forma errônea. É chato precisar ficar o tempo todo falando da diferença entre surdos e ressaltando que você fala e entende porque lê lábios. É chato também a pessoa precisar ficar explicando que não precisa gritar, que isso não fará diferença e ainda atrapalhará na leitura labial, mas se tornou ainda mais cansativo ter que ficar explicando na escola “não, eu não preciso de  um interprete de LIBRAS, eu preciso de respeito do professor e colegas e um pouco de paciência.” Mais chato e estressante ainda é o fato de que muitas pessoas, incluindo familiares e professores, tentavam a todo custo insistir para que aquele surdo oralizado, usuário de Língua Portuguesa, aprendesse LIBRAS.

Chegou um ponto em que muitas escolas incluíram na grade curricular a aprendizagem de LIBRAS para alunos surdos e suas famílias. E isso era imposto, o aluno tinha obrigação de ir, mas não era aquilo que queria, ele queria falar, ouvir o que conseguisse com suas próteses e ler lábios em paz, mas era difícil.

Na década de 80, começaram a ser comercializados os implantes cocleares. Uma tecnologia inovadora e que tinha uma promessa: FAZER UM SURDO OUVIR. Devagar o implante coclear foi tomando mais espaço e mais e mais pessoas começaram a passar pelo procedimento cirúrgico para poder ouvir. O sucesso foi grande, não que todos tivessem a mesma resposta ao procedimento, mas em sua maioria, foram bem sucedidos.

Anos 80, anos 90, a tecnologia indo cada vez mais longe e a partir de 2000 houve um estouro e uma grande popularização dos implantes cocleares. Pais de crianças surdas enviavam seus filhos ainda bebês para fazerem o procedimento, adolescentes e adultos querendo fazer. O fato é que o implante estava se tornando popular não pela promessa, mas porque cumpria exatamente o que prometia. Com essa popularização e com a possibilidade de ter seus filhos ainda bebês implantados para crescerem ouvindo, as instituições para surdos começaram a entrar em declínio. Muitas foram fechadas e muitas viraram escolas bilíngues.

Quando um bebê nasce e é diagnosticado com surdez é muito comum que ao ser enviado ao otorrinolaringologista ou à fonoaudióloga, esses profissionais indiquem o implante coclear, pois pela alta taxa de sucesso, é provável que seus pais vão querer que os filhos façam parte do mundo com plenitude. Acontece que isso foi mal visto pela comunidade dos surdos sinalizantes, como os profissionais não indicavam LIBRAS e muitos pais nem procuravam saber e pesquisar sobre surdez, eles começaram a achar que uma nova ditadura estava sendo imposta, a dos implantes cocleares e que essa ditadura ameaçava o que eles haviam conquistado até agora.

Desde então, o que se vê, é uma briga constante de surdos usuários de Língua dos Sinais e surdos usuários de Língua Portuguesa. Não todos, claro, apenas os mais radicais, mas e fato que a guerra parece nunca cessar. Os usuários de LIBRAS inventam mentiras sobre aparelhos, sobre oralização, sobre implantes e do outro lado, os que são usuários de Língua Portuguesa, atacam falando do português ruim, da “burrice” e outras ofensas.

O que se vê, é um desrespeito infinito de ambas as partes, porque nenhum dos radicais se coloca no lugar do outro. Ao invés de aprenderem a se unir e lutarem juntos, agem como se fossem raças diferentes. Como se não fossemos todos humanos e fizéssemos parte da mesma escala evolutiva.

Porém, os surdos usuários de Língua Portuguesa, não tentam exterminar e acabar com os direitos que já foram adquiridos pelos surdos usuários de Língua dos Sinais. Esse grupo não é a favor da LIBRAS, se alguém vier e perguntar o que acha melhor, esses radicais dirão “próteses, oralização, leitura labial e implantes cocleares.” E junto dos surdos não radicais que usam a mesma língua, tentam conseguir direitos como aulas transcritas em tempo real, closed caption e legenda em todos os programas de TV e cinemas (mesmo dublados e nacionais), entre outras coisas, mas nunca se teve noticia de que algum surdo usuário de Língua Portuguesa, quisesse que LIBRAS fosse extinta.

Já os surdos usuários de Língua dos Sinais, não só continuam lutando pelos direitos, como fazem alguns pedidos descabidos. Por que descabidos? O mais atual e que tem gerado mais debate atualmente é: Querem que vestibulares e concursos públicos passem a ser 100% em LIBRAS. Ai varia um pouco, porque alguns pedidos enviados ao Ministério Público pedem que os usuários de LIBRAS tenham as perguntas dadas em forma de vídeo e que ela seja respondida por eles usando a Língua de Sinais, com algum interprete escrevendo a resposta no papel. Outros projetos pedem que as provas sejam em conferencias de vídeo e outros pedem que a prova seja dada em LIBRAS, mas em sua forma escrita (sim existe uma forma escrita cheia de símbolos ao invés de palavras).

Além do citado acima, eles lutam para que LIBRAS seja obrigatório nas escolas para TODOS os alunos (até os ouvintes). A luta deles é por Língua de Sinais em todo lugar a todo custo e obrigatória. É impressão minha, ou isso parece um pouco similar ao que esses usuários de Língua dos Sinais viveram quando eram obrigados a falar e a ler lábios ao invés de usar as mãos para se comunicar? Eu respondo, não é impressão, a situação é exatamente a mesma, mas invertida. Parece que criaram de alguma forma, um medo de que aquilo vá acontecer novamente, então tentam impor que seus direitos virem obrigação de todos.

Para todos os pedidos feitos, os juízes negaram os pedidos. Alegaram que é inconstitucional e que a própria lei que reconhece LIBRAS como uma língua, diz que ela não pode substituir a forma escrita da Língua Portuguesa. Porque eles são surdos e usam LIBRAS, mas são cidadãos brasileiros e devem aprender a escrever o idioma do país em que nasceram e domina-lo.

Bom, além de tudo isso, eles alegam que o governo gasta um valor ridiculamente alto para implantes cocleares e nada na educação para surdos. Outros ainda criam comunidades e grupos como “Sou Contra o Implante Coclear” e ficam falando que dá choque, que causa retardamento cognitivo entre outras mentiras.

Eu particularmente acho que o uso de aparelhos, LIBRAS, Língua Portuguesa, Implante Coclear e seja lá o que for, deve ser opção e não imposição, e que a escolha das pessoas e dos pais deve ser respeitada. Nenhum pai envia um filho pra fazer implante porque quer o mal dele, assim como nenhum adulto vai fazer o implante achando que vai morrer. Todos querem qualidade de vida. Também não acho que LIBRAS seja péssima escolha, acredito que o que falta é um bom apoio e uma boa base educacional nas escolhas por eles frequentadas, para que aprendam a dominar a escrita da Língua Portuguesa. Infelizmente a educação em nosso país é falha para a maioria da população seja ela ouvinte ou não.

Nessa história toda, não existe o mocinho e o vilão. Existe apenas pessoas com medo. Não podemos no entanto, deixar que o medo cegue a todos. Eu proponho novamente que nós, surdos, bilíngues, usuários de Língua dos Sinais, usuários de Língua Portuguesa, devemos nos unir e lutar por uma causa em comum, lutar para que independente das escolhas, todos tenham seus direitos atendidos para viver com dignidade de acordo com aquilo que faz bem para a alma de cada um. Somados, somos mais de 9 milhões de surdos, acho que a luta de todos seria bem mais valida se houvesse união.

E peço encarecidamente aos amigos usuários de LIBRAS ou Língua Portuguesa que fazem parte dos radicais, que  por favor, parem de brigar. Aos amigos usuários de LIBRAS, não tentem fazer com os outros o que por tanto tempo fizeram com vocês e causou tanto sofrimento, não é correto. Aos amigos usuários de Língua Portuguesa, peço paciência e tolerância, vocês sabem o quanto foi difícil dominar o idioma e aprender certas coisas, então não desmereçam o esforço dos outros. Somos todos humanos, somos todos iguais e todos queremos dignidade e respeito. Digam NÃO à imposição, seja ela qual for.

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Beijos a todos.

🙂

08
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Há um tempo atrás um amigo gravou um vídeo falando sobre ele, sobre ser oralizado e sobre o implante coclear e muita gente fez, e eu disse que quando eu fosse implantada bilateralmente eu também faria. Bom, 11 meses depois, segue o vídeo pra vocês. Closed Caption em Português e Inglês disponível, basta trocar o idioma na opção onde liga o CC.

 

 

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

A Cidade de Marília, no Estado de São Paulo, realiza as cirurgias de implante coclear pelo SUS. Não há fila de espera e todos os pacientes avaliados e candidatos ao implante coclear podem se beneficiar desta tecnologia aguardando um curto espaço de tempo entre a primeira avaliação e a cirurgia. O contato deve ser feito com o setor de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Marília, pelo telefone (14) 3402-1704.

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde é a listagem mínima obrigatória de exames, consultas, cirurgias e demais procedimentos que os planos de saúde devem oferecer aos consumidores. O rol é destinado aos beneficiários de planos novos (contratados a partir de 1º de janeiro de 1999) ou adaptados à lei.  Deve-se observar também a segmentação contratada pelo consumidor (ambulatorial, hospitalar com e sem obstetrícia, odontológico e plano referência).

O Rol é atualizado a cada dois anos. Nas últimas revisões, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) contou com a participação de um Grupo Técnico (GT) composto por representantes da Câmara de Saúde Suplementar, que inclui órgãos de defesa do consumidor, representantes de operadoras e de conselhos profissionais, entre outros. Toda a sociedade também pode contribuir com a elaboração da listagem mínima obrigatória participando das consultas públicas sobre o tema. A última consulta foi durou 36 dias e recebeu contribuições de consumidores, operadoras, gestores, prestadores de serviços e sociedade em geral. Foram computadas 6.522 contribuições, sendo 70% diretamente de consumidores.

Cobertura assistencial

É o conjunto de atendimentos a que você tem direito, previsto na legislação de saúde suplementar e no contrato que você assinou na compra do plano de saúde.
Ao contratar o plano de saúde, você deve observar as segmentações (ambulatorial, hospitalar com e sem obstetrícia, odontológico e plano referência), o tipo de acomodação (apartamento ou enfermaria) e a área geográfica de cobertura de seu contrato (municipal, grupo de municípios, estadual, grupo de estados ou nacional).

Como posso saber quais são as coberturas do meu plano de saúde?

Planos novos

Se seu plano for “novo”, ou seja, contratado a partir de 01/01/1999, a cobertura mínima será a estabelecida pela ANS na lista da cobertura mínima obrigatória pelos planos de saúde, chamada Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, além do que o plano oferecer a mais em seu contrato.

Planos adaptados

Se o seu plano for “adaptado”, ou seja, anterior a essa data e adaptado à Lei, você terá a mesma cobertura dos planos “novos”.

Planos antigos

Se no seu caso o plano tiver sido contratado antes de 01/01/1999 e não tiver sido adaptado à Lei, a cobertura será a que estiver determinada em seu contrato. A qualquer momento, porém, você pode adaptar ou migrar seu plano e passar a ter a cobertura dos planos “novos”.

Atenção: Nos contratos antigos – assinados antes de 01/01/1999, algumas cláusulas são consideradas abusivas e por isso o Poder Judiciário as considera nulas. Se tiver dúvidas, consulte o Ministério Público ou os órgãos de defesa do consumidor.

O seu plano de saúde não é obrigado a cobrir todos os atendimentos de que você precisar. O plano só é obrigado a oferecer o que estiver no contrato, de acordo com a segmentação (referência, ambulatorial, hospitalar, obstetrícia, odontológica e suas combinações) e a cobertura para os procedimentos previstos na lista da cobertura mínima obrigatória pelos planos de saúde estipulada pela ANS, chamada Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.  Se o seu contrato tiver cláusula de cobertura para algum procedimento que não esteja nessa lista, o plano é obrigado a cobri-lo também.

Se não houver serviço disponível quando você precisar

Cobertura de internação

Se o plano só cobrir acomodação em enfermaria e não houver leito disponível nela no momento da internação, você não precisará pagar se a internação for em quarto particular. Nesse caso, o acesso será garantindo em uma acomodação de nível superior, sem custo adicional. Esta regra se aplica aos estabelecimentos próprios ou credenciados pelo plano

Descredenciamento de médicos, hospitais, clínicas e laboratórios

Se o profissional de saúde de sua confiança ou o laboratório onde sempre faz exames forem descredenciados e não atenderem mais pelo seu plano de saúde, não há problema, desde que o plano de saúde mantenha garantido o atendimento a seus beneficiários em outros profissionais médicos, hospitais, clínicas e laboratórios. Além disso, qualquer mudança desse tipo deve ser informada ao consumidor. Em caso de mudanças que reduzam o número de hospitais disponibilizados por um plano, a alteração precisa ser previamente autorizada pela ANS.

Marcação de consultas e exames

Se você contratou um plano de saúde, mas quando precisa só há vaga em médicos e laboratórios muito distantes da sua casa, é preciso verificar o seguinte:

  • O plano de saúde deve garantir as coberturas de assistência à saúde considerando o(s) município(s) e o(s) estado(s) contratado(s).
  • A rede assistencial (hospitais, clínicas, profissionais médicos e laboratórios) de cada plano de saúde é monitorada pela ANS.
  • Se as coberturas não estão sendo garantidas nos locais contratados, isso deve ser comunicado à Agência.

Limites

Não há limites para cobertura para consultas médicas e fisioterápicas, exames e número de dias em internações, mesmo em leitos de alta tecnologia (UTI/CTI). As exceções são somente para sessões de psicoterapia, terapia ocupacional, consultas com nutricionistas e fonoaudiólogos, que podem ser limitadas ao mínimo estabelecido pela ANS.

Também não podem ser limitadas as quantidades de dias para internações hospitalares e em UTI, pois a lei n.º 9.656/98 garante aos beneficiários de planos de saúde a internação sem limite de prazo. Cabe ao seu médico determinar o tempo necessário de internação.

Atenção: Alguns contratos têm previsão de coparticipação (pagamento de uma parte da internação pelo beneficiário) depois de passados 30 dias de internação psiquiátrica em um ano. Isso objetiva evitar internações desnecessárias ou por tempo exagerado de pacientes que possam fazer um bom acompanhamento ambulatorial, de acordo com a Reforma Psiquiátrica no Brasil.

Reembolso

A cobertura e o reembolso de anestesista e intrumentador/auxiliar em cirurgia dependem do contrato do seu plano de saúde. Se o plano de saúde for “antigo”, ou seja, contratado antes de 01/01/1999 e der direito a reembolso ou se não especificar a rede credenciada onde você pode realizar a cirurgia, a operadora de planos de saúde será obrigada a dar reembolso integral ou limitado a uma tabela, conforme constar no contrato. Se o plano de saúde for “novo”, ou seja, contratado a partir de 01/01/1999 e o contrato der direito a reembolso, o mesmo deverá ser integral. Se o seu contrato não tiver essa cláusula, a operadora de planos de saúde deverá garantir todas as coberturas contratadas, inclusive honorários de anestesista, auxiliares e instrumentador, na rede credenciada especificada no contrato. Caso isso não seja feito, a empresa que vendeu o plano estará descumprindo a legislação por não garantir a cobertura contratada e você poderá comunicar à ANS.

Cobertura de acompanhante

Se ficar internado, você terá direito à cobertura de despesas de diária de um acompanhante no local da internação se for menor de 18 anos ou com idade igual ou superior a 60 anos. Portadores de necessidades especiais também têm esse direito, se o médico assistente recomendar. São exceções os casos de CTI – nesse ambiente, não é possível contar com acompanhante. Nos demais casos, verifique atentamente o que está no contrato.

Hospitais, laboratórios e médicos

Você deve notar dois pontos principais sobre a rede de hospitais, laboratórios e médicos conveniados ao seu plano.

O primeiro ponto é que nem todos os planos têm direito à internação hospitalar. Os planos que dão direito à internação hospitalar são os de tipo hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia ou plano referência. Veja no seu contrato qual é o tipo do seu plano.

O segundo ponto é a rede credenciada que seu plano cobre. Avalie bem na hora de contratar o plano de saúde quais são os hospitais, laboratórios e médicos a que você terá direito pelo seu plano. Especificamente sobre os hospitais, fique atento: sua operadora de plano de saúde só poderá descredenciá-los em caráter excepcional. Nesses casos, é obrigatório substituir o hospital descredenciado do plano por outro equivalente e comunicar essa mudança ao consumidor e à ANS com 30 dias de antecedência, exceto nos casos de fraude ou infração sanitária ou fiscal por parte do hospital retirado do convênio. Caso a operadora opte por descredenciar um hospital sem substituí-lo por outro equivalente, só poderá efetivar e comunicar a redução da rede hospitalar aos beneficiários após autorização da ANS.

 

Cobertura a órteses e próteses

Em contratos não regulamentados pela Lei nº 9.656, de 1998, é frequente haver exclusão de cobertura a órteses e próteses.

Órtese é todo dispositivo permanente ou transitório, utilizado para auxiliar as funções de um membro, órgão ou tecido, evitando deformidades ou sua progressão e/ou compensando insuficiências funcionais.

Prótese é todo dispositivo permanente ou transitório que substitui total ou parcialmente um membro, órgão ou tecido.

A Câmara Técnica de Implantes da Associação Médica Brasileira, da qual a ANS participa, realizou o trabalho de classificação destes materiais.

Nos planos regulamentados pela Lei nº 9.656, de 1998 é obrigatória a cobertura às próteses, órteses e seus acessórios que necessitam de cirurgia para serem colocados ou retirados (materiais implantáveis). No entanto, em seu artigo 10, a mesma Lei permite a exclusão de cobertura ao fornecimento de órteses e próteses não ligadas ao ato cirúrgico (ou não implantáveis), tais como óculos, coletes ortopédicos, próteses de substituição de membros.

 

Para quem quiser a lista de órteses e próteses IMPLANTÁVEIS cobertas pelos convênios clique aqui

Para quem quiser a lista de órteses e próteses NÃO implantáveis cobertas pelos convênios clique aqui

Fonte: http://www.ans.gov.br

11
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 4 comentários

Pontos cairam

Pontos cairam e hematoma foi embora

Fotos só pra atualizar todo mundo, só falta a tontura sumir de vez =D

Beijos a todos 🙂

Ps: Eis que dou de cara com isso num comentario do meu blog no post anterior a esse.

Olá. bom dia! tudo bem?
eu não gosto de audição…
vc não poder HC.. ele é medico errado..
O que há de errado com essas pessoas que não respeitam vontades e escolhar???

 

 

06
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

Eu fui privada de ouvir por anos, não muitos, mas foram o suficiente pra me fazer perceber o quão valioso o sentido da audição é. Só aqueles que foram privados do privilégio de ouvir podem saber o que digo. Há 1 ano e 7 meses, tive meu implante ativado. A emoção foi grande, e as descobertas não param nunca.

Ontem, dia 05/06/2012 eu estava assistindo Grey’s Anatomy foi espetacular poder ouvir os sons e dialogos do seriado, ainda mais sendo o ultimo episodio da temporada. Pude degustar cada sonzinho saído das caixas de som do computador. Preciso confessar que chorei muito, não que eu não chorasse antes, mas quando se tem a oportunidade de ouvir berros e choros de desespero em uma obra de ficção, a emoção é quintuplicada.

As surpresas não se restringem somente à TV, cada dia que passa minha audição melhora, claro que tenho as minhas dificuldades, e agora com o novo mapeamento, estou apanhando pra processar coisas mais complexas, mas consigo falar no telefone, com direito a ouvir minha tia me chamando de folgada porque ainda não fui pra casa e “já é uma da manhã.”

Consigo ouvir barulhos que me soam até irritantes, mas que pelo simples prazer de ouvir, eu não desligo o implante, como por exemplo, o registro do chuveiro está quebrado, então por mais que feche, o chuveiro continua pingando. O som da água pingando é irritante, mas pelo simples prazer de ouvir, eu aturo o som.

Às vezes ainda durmo com ele ligado, por descuido ou por querer, minha vizinha tem um cachorro insuportavel que late demais, sabe há quanto tempo eu não conseguia ouvir o que se passava na rua? Tempo o suficiente pra adorar o cachorro chato latindo.

Mas nada se compara, ao prazer enorme de ouvir as vozes das pessoas que amo, algumas pessoas extremamente importantes na minha vida, só apareceram depois da surdez, eu não fazia ideia de como eram suas vozes, mas com o implante pude saber, e nada no mundo é tão valioso quanto isso.

Essas pequenas conquistas e descobertas, embora singelas e até bobas, representam muito pra mim. Representam a devolução de um sentido perdido, a devolução da minha audição. Antes do implante, a minha alma sedenta por sons, se sentia presa em um corpo surdo, agora não mais. Nunca, as palavras contidas em “Todo som é música” fizeram tanto sentido como agora.

Beijos a todos 🙂

 

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