22 de agosto de 2011

Continuando a saga pelos EUA….

Viagens
Por Diéfani Favareto Piovezan

Nos EUA foi tudo bem tranqüilo, na casa da Renata e da Janete, elas estavam mais empolgadas do que eu com o fato de n  ao precisarem repetir 10 vezes a mesma coisa pra que eu entendesse.

Eu só tive um pequeno problema na hora de renovar minha carteira de motorista, ainda tenho que ir no Detran de lá em Janeiro fazer um teste com o supervisor geral pra não ter problemas com minha carteira depois, mas o problema alem da surdez, é também o fato de eu estar usando muletas, com tudo isso, querem saber se sou mesmo capaz de dirigir.

Nos lugares, a maioria das pessoas não tinham paciência quando eu pedia pra repetir, mas eu sou menos paciente ainda, então dava logo uma resposta atravessada e explicava sobre a surdez pra então se desmancharem em desculpas e me atenderem direito.

O que mais gostei, foi a cordialidade de pessoas em certos estabelecimentos como Dunkin Donuts, além de terem sido muito educados e falado bem devagar pra eu entender, ainda me ajudaram a levar minhas rosquinhas e café pro carro, com direito a abrir e fechar portas pra mim.

Quando sai da Florida pra ir pra New Jersey, me leva RAM novamente em cadeira de rodas pro avião, mas na hora de passar pelo raio X pediram que eu saísse da cadeira e fosse andando pelo detector de metais, o que fiz sem problemas.

No avião me colocaram no corredor perto do banheiro pra que eu não andasse muito naquele minúsculo espaço, no avião um comissário de bordo achando que o meu problema fosse não falar inglês deu um grito comigo, e eu sem muita paciência expliquei a situação. Ele pediu desculpas e disse que a intenção não era gritar, mas as vezes gritando e falando mais devagar pessoas que entendem mal o inglês conseguem entender.

Por fim, o vôo pousou, e uma  mulher me ajudou com as malas e empurrou a cadeira até a sala de espera do desembarque, minha mãe se atrasou, e pela primeira vez depois de muitos anos, falei com ela no telefone por alguns segundos pra explicar aonde estava, logo depois me encontraram e fomos pra casa.

Conversei um pouco com minha mãe que ficou muito contente por eu estar ouvindo bem e até conseguir falar com ela estando de rosto virado. Meus amigos de lá também adoraram isso. Eu morei nos EUA por 5 anos escutando mais ou menos e depois escutando NADA, sempre me virei com leitura labial e achava que apanharia do Inglês depois se precisasse ouvir, mas o fato é que as palavras são exatamente como eu achei que fossem e consegui pela primeira vez me comunicar com as pessoas sem muitos problemas, claro que tem gente que fala muito rápido e se atropela, mas 90% do tempo foi tudo bem tranqüilo.

Beijos a todos 🙂

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