8 de junho de 2016

A Dificil Tarefa de Educar as Pessoas sobre a Surdez

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Por Diéfani Favareto Piovezan

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Uma das maiores dificuldades que uma pessoa com surdez tardia ou diagnosticada tardiamente, é de fazer com que as pessoas que estão ao seu redor não somente compreendam o que está acontecendo e acreditem nisso mas acredito que a maior dificuldade está em educa-las sobre a surdez.

É bastante comum que as pessoas que convivem com o deficiente auditivo, fiquem desacreditadas. Professores, colegas de trabalho, colegas de escola, família, todos aqueles que deveriam dar suporte, acabam interpretando as dificuldades de comunicação como desinteresse ou falta de atenção.

Sem o apoio daqueles que deveriam estar ao seu lado, se a deficiência auditiva ainda não tiver sido diagnosticada, é muito provável que o individuo irá adiar a sua ida ao médico e acreditará que todos ao seu redor estão certos. Há casos em que as pessoas procuraram médicos somente após a situação ter se tornado extremamente crítica. Se já diagnosticada, muitos passam a ter vergonha da deficiência auditiva e passam a evitar situações sociais.

Uma vez compreendida e aceita pela família e amigos próximos, começa a tarefa de ensina-los todas as necessidades do deficiente auditivo. Falar sempre de frente, não falar enquanto está em outro cômodo, mandar mensagem ao invés de ligar, pedir pra sentar na ponta de uma mesa pra conseguir acompanhar uma conversa lendo lábios. A lista é infindável e varia de acordo com o DA.

No ambiente acadêmico, vem a necessidade de educar professores e colegas sobre como lidar. Não falar enquanto está virado para o quadro, não deixar a sala completamente escura se for passar vídeos ou slides, não andar pela sala enquanto fala, reservar cadeira na frente para que o aluno DA se sente e consiga acompanhar. Pedir aos alunos para fazer silêncio para não atrapalhar aqueles que ouvem com próteses, ensina-los que atirar objetos para chamar atenção não é legal, em vez disso, toque no ombro e fale olhando diretamente.

No ambiente de trabalho tudo funciona mais ou menos da mesma forma como no ambiente acadêmico e familiar. Os colegas e superiores precisam entender que às vezes a pessoa não participa de uma discussão por não ouvir, precisam aprender que em uma reunião, é preciso estar sentado em um lugar da mesa onde se possa olhar para todos e que se a pessoa usa próteses, isso não significa automaticamente que ela consiga acompanhar tudo, especialmente conferências pelo telefone ou vídeo, havendo a necessidade de que alguém os atualize presencialmente.

No ambiente acadêmico e profissional, também há a necessidade de entender que talvez aquela pessoa use Língua de Sinais e precisa de um intérprete mas não apenas isso, se ela tem um intérprete, isso não significa que você deva falar com ele. Fale diretamente com o surdo, olhando para ele, o interprete irá traduzir tudo o que você falar e depois o contrário. Muitos usuários de Língua de Sinais, relatam que as pessoas se dirigem ao intérprete e não a elas, tornando a conversa não somente desconfortável e muito impessoal como passa a impressão de que a pessoa ouvinte não se importa com o DA

Em todos os meios, fazer com que as pessoas entendam que nem todo DA é igual. Existe aquele que é oralizado, aquele que usa Língua de Sinais, aquele que usa próteses. Temos ainda o surdo que não se identifica com a Língua de Sinais e não quer aprende-la, tem o que não se identifica com a oralização e não queira passar pelo processo. O DA que que usa próteses e que não usa, aquele que se dá bem com as próteses que usa e aquele não. Tem aquele surdo que usa prótese, ouve bem, fala bem e usa Língua de Sinais, tem aquele que usa, não ouve bem, fala e não usa Língua de Sinais mas lê lábios muito bem. A diversidade é infinita, porque até mesmo quando se acha que conheceu todos os tipos de DA, aparece um que é diferente.

Em todos esses meios, as pessoas também precisam entender que às vezes a pessoa não precisa de nenhum desses recursos e em todos os casos, seja do DA que precisa de recursos ou não, há a necessidade de que todos entendam que ter necessidades diferentes das de um ouvinte, não significa que devemos ter tratamento especial.

Algo que há muito venho tentado explicar para as pessoas é que não existe “necessidades especiais”, existe apenas necessidades. Uma necessidade não é mais ou menos importante. A necessidade de um intérprete não é menos importante do que a necessidade de um colega que precisa de um apoio de punho para usar o seu mouse pois tem tendinite, por exemplo.

Então entramos no âmbito mais complexo e difícil ao se educar alguém sobre a deficiência auditiva, que é a de fazer com que as pessoas deixem de ver o DA/surdo como especial e passem a vê-lo como um ser humano qualquer, um ser humano que poderia necessitar de apoio de punho ou para os pés mas ao invés disso precisa de um intérprete, precisa de ler lábios, precisa de uma prótese auditiva.

Tornar as pessoas conscientes de que todos temos necessidades e que o fato de uma necessidade ser conhecida por todos e outras não, não as torna mais ou menos especiais é talvez a mais difícil de todas as tarefas.

 

Beijos a todos

11 de Maio de 2016

Acessórios Para IC – Capas a Prova d’Água

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Por Diéfani Favareto Piovezan

Acessórios – Capa a prova d’água

 

Eu prometi anterior que falaria novamente sobre acessórios para IC e aparelhos auditivos e tem muita gente perguntando sobre as capas a prova d’água. Antes de mais nada, cada marca possui a sua capa, não existe uma capa que seja universal, portanto, você deve entrar em contato com a empresa responsável pelos acessórios da sua marca, para solicitar o seu.

Todas as informações abaixo foram retiradas dos sites de seus respectivos fabricantes.

 

MED-EL

A MED-EL possui as capas WaterWear para Rondo, Opus 2 e Sonnet. A capa é reutilizável e é auto adesiva. A do Rondo é obviamente diferente das usadas nos modelos BTE (atrás da orelha). Elas têm como objetivo, garantir o conforto do usuário, de forma que não sejam incomodas.

Vale lembrar que o Sonnet apesar de ser resistente a água, não é submergível, ou seja, se você tomar chuva, não vai precisar ficar preocupado com seus processadores mas praticar surf e mergulho por exemplo, sem a capa, fará com que você corra risco de danificar o processador.

Como as capas selam completamente os processadores, eles não funcionam com baterias descartáveis que são Zinc Air e precisam de circulação de ar para funcionar, se quiser usar descartáveis, precisará comprar as do tipo alcalina, do contrário, use as recarregáveis.

As capas ficam bem justinhas e não alteram em praticamente nada o tamanho do IC. Elas custam por volta de R$ 100,00 (esse foi o preço no lançamento, atualmente acho que subiu um pouco), ao meu ver, é um valor justo para se ter a oportunidade de ouvir enquanto está na piscina ou na praia.

O pacote vem com 3 capas e cada uma delas, se usadas corretamente, podem ser usadas até 3 vezes, durante até 16 horas cada vez.

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WaterWear para Rondo

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WaterWear para Sonnet e Opus 2

Cochlear

Assim como o Sonnet da MED-EL, o Nucleus 5 e o Nucleus 6, são processadores resistentes a água mas a empresa deixa claro que para submersão, o Kit Aqua+ é necessário. Além disso, vapor também pode ser um problema para os processadores, então se for em uma sauna, já sabe.

A capa também sela completamente o implante, portanto ou usa pilha descartável alcalina ou recarregável. O Kit Aqua+ contém uma capa e uma antena especial, um imã também especial e um clipe de segurança para que possa ser preso a roupa de banho.

O preço do kit é R$ 1100,00 pois ele também vem com antena própria mas para quem pratica muitas atividades aquáticas, acredito que o preço seja justo. A capa pode ser usada até 3 metros de profundidade e permanecer submersa por até 2 horas.

Caso você não disponibilize do valor para o kit Aqua+, existe uma capa, a Aqua, bem mais simples que é tipo zip-lock, custa apenas R$ 77,00 e é também reutilizável. O problema com a capa mais barata é mais a questão do conforto, mas funciona muito bem. O preço é bem mais em conta.

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Capinha Aqua, estilo ZipLock

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Capa Aqua+

Advanced Bionics

A Advanced Bionics tem um processador que é 100% a prova d’agua e não necessita de nenhum tipo de capa, o Neptune. No entanto, o Neptune não é usado atrás da orelha. Ele é uma caixinha bem pequena que pode ser presa na roupa, uma faixa no braço ou até mesmo no elástico do cabelo.

Para o Naida, a empresa tem a AquaCase. Que é uma caixinha de acrílico, muito bem selada, que você coloca o processador dentro e é preciso comprar separadamente o AquaMic que é o microfone a prova d’agua. Eu não consegui achar os preços no Brasil mas nos EUA, sem impostos e taxas, custa aproximadamente R$ 1800,00.

Tanto o Neptune quanto o AquaCase podem ser usados sem preocupações até 3 metros de profundidade.

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Neptune da Advanced Bionics, 100% a prova d’Água

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AquaCase

 

26 de Fevereiro de 2016

Pesquisa – Por favor respondam

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Por Diéfani Favareto Piovezan

Pessoal, venho pedir para que todos que são deficientes auditivos ou parentes próximos de DA, respondam esse questionário por favor. Por questão de tempo para desenvolvimento e afins, as opções para meu TCC foram reduzidas e está entre duas opções, então preciso que vocês respondam as questões, pois depois que for apresentado, será lançado.

Questionário – Pesquisa de Campo – Tecnologias Assistivas

19 de Janeiro de 2016

11 Desgostos Para Jovens com Deficiência Auditiva

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Por Diéfani Favareto Piovezan

1 – Quando alguém lhe faz um elogio…

 1
“O seu cabelo fica sexy puxado para trás” 

Mas você entende algo completamente diferente.

2

“O que você disse? Meu cabelo parece obra de Satanás?”

2- Quando alguém não faz uma pergunta…

3
“Oh, eu te amo tanto” 

Mas você responde de qualquer jeito.

4

“Não faço ideia”

3- Quando um amigo conta um segredo muito importante…

5

 Tipo, MUITO importante

E fica claro para todo mundo que você não tem ideia do que te falaram.

6

*Boiando totalmente*

4 – Quando alguém está fazendo muito barulho…

7

 

E para você soa como se fosse o peidinho de um bebê.

8

 

5 – Quando uma ambulância passa, seus amigos ficam tipo…

9

E você pensa que é puro exagero deles.

10

 

6 – No intervalo, quando seus amigos estão rindo feito loucos…

11

 

 

E você perdeu tudo…

DE NOVO…

wtf

“O que está acontecendo?”

7 – Quando você está falando com um amigo mas não responde a tudo que estão te dizendo…

13
“Qual é o seu problema?”

Mas você está prestando atenção.

14

8 – Quando você está no telefone com alguém muito irritado…

15

Mas para você eles parecem estar normais.

16

9 – Quando alguém está falando algo em qualquer direção…

17

Que não seja diretamente na direção do seu canal auditivo.

18

 

10 – Quando alguém te conta seus mais obscuros segredos…

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“Eu não posso mais culpar ninguém. É por minha culpa, tudo por minha culpa”

E você não faz nem ideia de que perdeu o fio da meada.

20

 

11 – Quando alguém pergunta se você consegue ouvi-lo…

 21
“Tu me compreendes?”

E você é sincero.

22

“Não consigo”

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