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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 6 comentários

Não é novidade pros meus leitores de longa data e amigos, que eu morei nos EUA por 6 anos, que foi onde eu perdi minha audição completamente. Como muitos sabem, eu tenho neuropatia, então a compreensão das falas e do som, mesmo quando ainda ouvia um pouco, era de uma qualidade absurdamente baixa.

Muitos me perguntam como fiz pra aprender inglês, em primeiro lugar, eu já tinha uma base de quando ouvia,  mas era mais por conta de vídeo games, filmes e séries, na verdade, eu sabia um pouco de gramática e vocabulário, mas não falava porcaria alguma. Também fiz aulas particulares um tempo, mas depois fiquei mais de um ano parada sem estudar.

Quando cheguei nos EUA, minha audição já estava se deteriorando, fui pra escola e lá me mandaram pras salas de aula de ESL ( English as Second Language), os professores falavam inglês mais devagar, o que dava a chance de captar melhor a leitura labial, em 3 meses fui transferida para salas regulares, foi onde a tormenta começou.

Nas salas regulares, eu não conseguia entender muito bem, por causa da velocidade em que falavam, quando falei que tinha um pouco de dificuldade auditiva, me mandaram pra fazer exames no médico autorizado da escola, que disse que estava tudo bem…mas bom, na época eu ouvia, o problema era discriminar a fala e sons.

Inglês não é um idioma muito bem articulado, o que conta na língua inglesa, é o movimento da língua, não dos lábios…se alguém falar a palavra “Love” por exemplo, pode-se muito bem falar bem articulado pra Deus e o mundo compreender, ou pode nem mexer a boca direito, mas se o movimento da língua estiver certo, ela sai perfeita.

Foi com a ajuda de professores extremamente pacientes e prestativos, assim como excelentes amigos e vizinhos, que consegui superar os obstáculos e ir aprendendo. Todos articulavam bem pra que eu pudesse entender e captar como se falava a palavra, as vezes eu ficava repetindo até eles dizerem “pronuncia está perfeita.”

Mas a atenção deve ser dobrada, porque não vale apenas prestar atenção no movimento dos lábios, é preciso ficar atento ao movimento da língua. Se é fácil? Não, mas não é impossível. Eu sugiro aulas com professores particulares, porque assim fica mais fácil ele prestar atenção e ajudar com a pronuncia, numa sala com vários alunos fica difícil fazer isso.

“ Ah Diéfani, mas quero fazer em um escola porque recebe certificado.” Vá a uma escola então, mas converse com o professor e os colegas da sala de conversação, honestamente? Seria uma aventura até boa, pois assim você vai se acostumando com diferentes pessoas falando além do professor, e se acostuma também com os diferentes sotaques.

Para os surdos usuários de IC e próteses que ouvem legal, eu sugiro que assistam DVDs com legendas em inglês, isso ajuda MUITO.

Se alguém quiser perguntar algo mais especifico, só deixar comentário com email que respondo no comentário e no email depois.

Beijos a todos :smile:

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 5 comentários

Como eu havia postado anteriormente, eu estava de férias. Fui para os EUA visitar minha mãe e resolver alguns problemas pendentes. Não falarei da viagem toda de uma vez, porque afinal de contas foi UM mês, então fica difícil, mas vou começar pela minha saga no aeroporto.

O vôo de ida, era pela companhia aérea Taca (não estou fazendo propaganda), e eu teria escala no Peru. Como de dois meses pra cá eu estou usando muletas (isso fica para um próximo post) as coisas ficaram um pouco mais chatas.

No Check-in fui para a fila preferencial, despachei minha bagagem e foi pedido uma cadeira de rodas, afinal não consigo andar longas distâncias e também expliquei que preciso de assistência pela surdez. Enquanto explicava tudo isso, apareceu um Alemão falando com a moça no balcão e a coitada pedindo pelo amor de Deus ajuda, porque ela não falava alemão  nem inglês (esse foi o idioma que ele tentou usar para se comunicar). Como muita gente sabe, eu não havia ido pros EUA após o implante, meu Inglês estava digamos assim, mais do que enferrujado, mas vá lá, banquei a tradutora, e depois de pedir a ele pra falar devagar umas 3 ou 4 vezes, consegui entender o que ele queria (o sotaque dos Alemães é muito forte).

Sentei no banquinho de espera e aguardei até a hora de precisar embarcar, pois eu embarquei 10 minutos antes dos outros passageiros. Diferentemente da companhia aérea que sempre vôo (Continental) o pessoal da Taca foi muito mais cordial, a moça foi me buscar aonde eu estava, me colocou na cadeira de rodas, me levou até dentro do avião e colocou minhas muletas e mochila no compartimento para bagagem de mão.

No quesito segurança do aeroporto, não tive problema nenhum com meu implante, fui com ele ligado mesmo, passei pelo detector de metais  com cadeira de rodas e tudo, e depois uma das agentes da policia federal passou um detector de metais portátil pelo meu corpo.

Dentro do avião as comissárias fizeram questão de vir até mim e me explicar tudo antes mesmo das outras pessoas começarem a embarcar. De resto, dormi praticamente o vôo todo, ai chegamos em Lima, Peru. Lá em lima, também foram educados, me pegaram com a cadeira de rodas dentro do avião, carregaram minha mochila e muletas. Se meu Inglês estava enferrujado, meu Espanhol então já estava apodrecendo, mas depois de umas engasgadas consegui me comunicar normalmente.

No Peru passei apenas pela revista de bagagem de mão, e trinta minutos depois um rapaz veio me buscar para me levar pra dentro do avião. De Lima à Miami foi um inferno. Na minha frente tinha um casal com uma menininha que era mimada demais, gritava e chorava por pura manha. Eu precisei desligar o implante para poder descansar e ter um pouco de paz.

Quando cheguei em Miami, um moço me buscou no avião novamente. Passamos pela imigração, pegamos minhas bagagens que ele foi empurrando com uma mão enquanto empurrava a cadeira com a outra. Mesmo já estando com a Janete e Renata que foram me buscar, ele continuou empurrando tudo até o carro.

O resto desse dia, eu precisei descansar, mas conto o resto em outros post.

Beijos a todos. :smile:

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