7 de Janeiro de 2015

Voltei!!!

Acessibilidade Como agir Deficiência Auditiva Deficiencia Fisica Deficiencia Intelectual Deficiencia Visual Implante Coclear Informações LIBRAS Língua Portuguesa Oralização Pessoas com Deficiencia Tecnologia Treino Auditivo Variadas Viagens
Por Diéfani Favareto Piovezan

Queridos leitores, pois é eu sumi. Confesso que foi um pouco de preguiça, mas a faculdade tomou conta da minha vida no semestre passado, foi uma correria do caramba, muitos trabalhos pra serem entregues (e trabalhos dificeis) e acabei largando o blog jogado pras traças mas estou de volta e com várias coisas pra contar.

maddison

“Surpresa!!! Aposto que acharam que não me veriam mais” (tradução não literal e sem o palavrão rs)

No ínicio do ano passado, fiz processo seletivo pra me tornar membro de uma ONG e depois fui promovida ao cargo de Diretora de Recursos Humanos e Supervisora de TI, sendo assim, minhas responsabilidades aumentaram, controle de membros, processos seletivos, procurar novos membros, agendar reuniões, agendar salas para eventos, organizar eventos com o resto do pessoal, enfim, uma correria, mas uma correria extremamente prazerosa, pois eu detesto ficar parada e todos sabem disso. Gosto de me sentir util.

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29 de agosto de 2014

Mascotinho

Deficiência Auditiva Filmes Implante Coclear Pessoas com Deficiencia Variadas
Por Diéfani Favareto Piovezan

Os leitores mais atentos devem ter notado que eu fiz uma ligeira mudança na imagem do cabeçalho. Troquei imagens, tirei o velho coração formado por um aparelho auditivo e um implante coclear e troquei por um formado com meus dois implantes cocleares que ao invés de ficarem no canto, ficam no centro da imagem. Porque é ali o lugar que ele deve ficar. E devem ter notado que eu adicionei um elefantinho ali. Poucos sabem, mas ele é o mascotinho da Med-EL, marca dos meus implantes.

A Med-EL o chama de Med-Elephant, mas o meu, coloquei o nome de Dumbo. Ai vão pensar “nossa, que cliché, todo mundo pensaria nesse nome logo de cara para dar a um elefante”. A questão é que eu escolhi o nome não porque o Dumbo (do desenho) é também um elefante, mas pela história do personagem.

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21 de agosto de 2014

A Voz de Cada Um

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Por Diéfani Favareto Piovezan

vo

Para quem convive com pessoas que nasceram surdas ou ficaram surdas muito jovens e que foram oralizadas, é comum se acostumarem com o sotaque do deficiente auditivo. Normalmente a voz desses indivíduos, é meio nasalada, meio rouca, meio fanha. Como ela é, depende um pouco de cada um. Cada pessoa tem seu tempo e ritmo.

Como a maioria dos meus amigos, seguidores, leitores e companhia limitada sabem, eu passei metade da minha vida nos EUA e metade no Brasil. O período mais critico da minha perda auditiva foi vivido nos Estados Unidos. Comecei a perder audição aos 14 anos e aos 18 havia perdido completamente.
Assim como no Português, eu não conheço todas as palavras que existem em Inglês e muita coisa eu aprendi por pura leitura labial, o que também aconteceu com palavras em Português quando voltei ao Brasil para fazer a cirurgia do Implante Coclear. Além de falar Inglês e Português, eu sei um pouco de Italiano, pois meu bisavô materno ensinava aos netos e bisnetos e nos Estados Unidos aprendi Espanhol com 17 anos (era a minha idade quando freqüentei as aulas).

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6 de novembro de 2013

Diga NÃO à imposição!

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Por Diéfani Favareto Piovezan

Desde que comecei a ter contato com outros surdos, eu noto divergências de pensamentos. Veja bem, quando digo divergências, eu me refiro ao radicalismo de alguns surdos usuários de LIBRAS e de outros tantos surdos usuários de Língua Portuguesa. Existe uma grande parcela que ou é bilíngue ou respeita a escolha do próximo, mas é TRISTE a quantidade de radicais que existem em ambos os lados.

Para falar desse assunto de forma mais aprofundada, vou voltar muitas décadas na história. Durante mais da metade do século XX (vou me ater ao século que nasci) os surdos passaram por diversos problemas. Primeiro existia aquele conceito de que surdo deveria ficar em hospitais psiquiátricos a vida inteira. Naquela época chamavam de hospício mesmo. Muitas famílias não sabiam que seus filhos surdos eram perfeitamente normais e inteligentes e por falta de conhecimento, essas crianças eram enviadas para essas instituições, onde eram maltratadas e viviam em condições péssimas de higiene.

Para as famílias que não enviavam seus filhos para esses lugares, muitas vezes sobrava a vergonha e uma vida inteira tentando esconder seus filhos da sociedade. Logo depois a Língua de Sinais foi tomando mais espaço, as escolas para surdos começaram a surgir e um mundo novo se abriu. Acontece que essas crianças e adolescentes que iam para essas escolas, acabavam ficando segregadas em guetos, não conseguiam se comunicar com a família, nem com o mundo lá fora. Continue Lendo

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