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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

Prezados leitores, recebi diretamente da assessoria de imprensa da MED-EL essa notícia super legal de que foi lançada no Spotify a primeira playlist desenvolvida especialmente para usuários de implante coclear. E sim, ela foi desenvolvida para usuários de todas as marcas e não apenas MED-EL.

O Spotify para quem não sabe, é uma plataforma para computadores e dispositivos móveis que disponibiliza músicas online e de forma grátis, claro que existe algumas opções como ouvir músicas off-line que requerem pagamento mas online é de graça.

Pensando nessa maravilhosa ferramenta disponível, a MED-EL fez a combinação perfeita entre arte e ciência, a playlist foi criada com base em estudos e pesquisas chave sobre música e implante coclear.

A musicologista e pesquisadora, Johanna Pãtzold, precisou utilizar alguns critérios na montagem da playlist para identificar o que mais agradaria os pacientes:

  • As músicas precisavam ser populares pois os usuários de implante reconhecem mais facilmente as músicas que lhe são familiares ou que ouviram várias vezes.
  • Arranjos simples com ênfase no vocal.
  • Quantidade controlada de efeitos para não intimidar o ouvinte
  • Representar um grande e variado espectro de gêneros e décadas para promover maior variedade e para que seja agradável para todas as faixas etárias.
  • Músicas sem letras explícitas.
  • Músicas cujas letras estão disponíveis no Spotify para que o usuário possa acompanhar caso queira.

Então a partir de agora, todos os usuários de implante coclear estão convidados a seguir

a playlist MED-EL Music for Cochlear Implant, bem como compartilha-la com a galera. Para acessar, entre no Spotify, faça o login ou crie uma conta gratuita com seu e-mail e em Pesquisar digite medelcochlearimplants e pronto, basta clicar, seguir e começar a ouvir as músicas selecionadas com tanto carinho e especialmente para nós usuários de implante coclear.

Vale lembrar que por enquanto a playlist contém apenas músicas na língua inglesa mas possui uma grande variedade e mais de 100 músicas no repertório. Assim que soube da novidade, fui correndo ouvir e tirar alguns prints para mostrar para vocês. As músicas são extremamente agradáveis e são músicas que conheço e gêneros que me agradam bastante. Boa diversão pra vocês.

 

Beijos a todos.

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 1 comentário

Todo mundo que tem perda auditiva, acaba de certa forma criando um certo medo de algumas tecnologias. De todas, eu acredito que telefone, interfone e drive-thru automatizados, são os 3 piores.

 

Como vocês sabem, eu uso telefone. Eu confesso que não ligo em SAC, até porque me falta paciência, pra isso, nunca tive. O meu uso porém é sempre cheio de ansiedade. Normalmente são conversas rápidas com algum parente. A primeira vez que falei mais tempo ao telefone, foram 30 minutos com uma amiga e não houve nenhum problema de comunicação entre a gente. E não foi por facetime, só pra deixar claro. Pra ser honesta, comprei iPhone usando desculpa do facetime, mas nunca usei a tecnologia. O uso do telefone por mim no entanto, sempre gera um pouco de ansiedade dependendo de pra quem eu preciso ligar. Eu no entanto, não uso telefone fixo, eu tinha um aparelho para deficiente auditivo que quebrou, desde então só uso celular. Hoje mesmo liguei pra marcar horário com meu ortopedista e embora eu tenha ficado um pouco ansiosa por causa do barulho no consultório, foi tudo bem, sem repetições e eu marquei com ele numa boa.

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Em relação aos interfones, o problema não é só o fato da deficiência auditiva atrapalhar, mas é que a qualidade dos aparelhos, em sua maioria, são HORRIVEIS. Quem está tocando o interfone, tem pra piorar, carros passando na rua, bicicleta, criança, som alto, enfim, tudo que pode atrapalhar até o melhor dos ouvintes. Eu acabei “desenvolvendo uma técnica”. Por exemplo, no pilates, preciso tocar interfone e a rua é movimentada e o estudio/academia, fica em frente a uma Escola Municipal de ensino fundamental. A barulheira é constante, mas geralmente chego bem perto do interfone e espero parar de passar carros e toco. Ao atenderem, já estou próxima do aparelho e prestando atenção, sem correr risco de ficar sem ouvir. Na casa da minha prima no entanto, eu sofro, porque a cachorra dela vai no portão latir, por fim eu berro o nome dela e ela sabe que sou eu.

interfone

Ah, os benditos drive-thru automatizados rs. Nos EUA eu usava pouco, porque lá conheci os prazeres do pedido online, então tudo que precisava, eu pedia online. Até os 16 eu não dirigia, então nunca ia sozinha aos drive-thrus e quando comecei a dirigir, eu conseguia ouvir quando alguém começava a falar, mas não sabia o que, mas sabia que era hora de pedir, pedia, aparecia na tela, eu confirmava e pronto, pagava, pegava e ia embora, mas na maioria das vezes eu entrava na lanchonete e ia comer lá mesmo, era mais prático, tinha refil de bebidas e se eu quisesse, pedia sobremesa depois de comer. Aqui no Brasil na maioria dos lugares o costume é ter um atendente numa janela, então a leitura labial era o que eu usava e depois com o IC, eu ouvia numa boa. Porém, agora começaram as automatizações e a primeira vez que usei, faz até pouco tempo e pra minha surpresa, foi tudo imensamente bem. Eu não só falei com atendente pela máquina, como estava no telefone com minha tia vendo o que ela ia querer e com o rádio do carro ligado. Sai de lá mais do que satisfeita.

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Porém, entretanto, contudo, nada disso seria possível, se não fosse pela maravilhosa tecnologia chamada implante coclear, que me permite driblar essas coisas. O IC não é a cura para a surdez, pelo contrário, quem tem um pouco de audição residual, por minima que seja, acaba a perdendo quando se submete ao implante, pois as células ciliadas morrem no processo e são substituidas pelos eletrodos, então tecnicamente, você fica ainda mais surdo, mas quando ativado, o IC é um recurso que me auxilia e me ajuda a ouvir com clareza. Eu uso ele o tempo todo, só não durmo com ele, porque pode quebrar o cabo e acaba doendo a orelha, mas já dormi algumas vezes. Amo o que essa tecnologia me proporciona, que é a sensação de ser plena e CAPAZ.

Beijos 🙂

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 4 comentários

mot1 – VOCÊ PODE ABAIXAR O VOLUME EM SHOWS COM SOM MUITO ALTO

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2 – VOCÊ TEM BOTÃO PARA DESLIGAR OS OUVIDOS QUANDO SEUS PAIS OU PARCEIROS COMEÇAM A GRITAR

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3 – VOCÊ TEM ORELHAS MUITO FASHION (E QUE PODEM SER ESTILIZADAS)

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4 – VOCÊ TEM UM CHIP DE COMPUTADOR NO SEU CRÂNIO

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5 – VOCÊ PODE FAZER TRUQUES DE MÁGICA, GRUDANDO COISAS NO IMÃ

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6 – VOCÊ PODE COLOCAR O VOLUME TÃO ALTO QUANTO QUISER E NÃO SE PREOCUPAR EM PERDER AUDIÇÃO OU PERTURBAR OS OUTROS (QUANDO USANDO ALGUM ACESSÓRIO OU TELE COIL LOOP)

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7 – VOCÊ PODE DESLIGAR SEUS OUVIDOS E DORMIR EM PAZ (ESPECIALMENTE EM AVIÕES COM BEBÊS CHORANDO)

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8 – VOCÊ PODE IR À CONVENÇÕES FANTÁSTICAS

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9 – VOCÊ PERTENCE AOS GRUPOS SOCIAIS MAIS LEGAIS DAS REDES (RELACIONADOS AO IMPLANTE COCLEAR) E FAZ ÓTIMOS AMIGOS

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10 – QUANDO VOCÊ FICAR VELHO, NÃO VAI PERDER SUA AUDIÇÃO

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11 – VOCÊ PODE APROVEITAR TODOS OS SONS MARAVILHOSOS AO SEU REDOR

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Post traduzido de: 11 Reasons Why Cochlear Implants Make You Life Awesome

Beijos a todos 🙂

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Queria compartilhar uma coisa com vocês (não é pra ninguém sentir dózinha e nem peninha). A ideia do post foi depois de eu comentar em um post do facebook da Lak Lobato (Sim a dona do Desculpe Não Ouvi) Aos 14 anos eu comecei a perder a audição e fiquei completamente surda aos 18. A ultima vez que falei ao telefone foi exatamente no meu aniversário de 18 anos e a ultima pessoa com quem falei foi a minha tia Rita. Nessa época descobri que havia o implante coclear, que poderia me fazer ouvir novamente, mas bom eu queria esperar e ver se era o caso mesmo. Usei aparelhos auditivos e o ganho com eles era zero. Em 2009 aos 20 anos, decidi que voltaria ao Brasil para fazer aqui o implante coclear, pelo SUS e com um médico muito competente.
Em janeiro de 2010 deu-se inicio à uma saga que ainda não terminou e eu honestamente não sei quando termina. Eu iria fazer o implante coclear, mas a questão era “de onde veio a surdez?”. Em outubro de 2010 recebi o primeiro IC e foi um sucesso, mas também foi nesse mês que deu inicio à uma investigação genetica para saber a causa da surdez. Nesse processo de investigação genetica, foi descoberto que o problema “era um pouco mais embaixo”. O problema era no sistema nervoso central, mas o que? Bom estou desde então alternando entre médico particular em São Paulo e o HC…dizem que a possibilidade devido aos sintomas fisicos que incluem mobilidade reduzida, falta de equilibrio, falta de coordenação motora, reflexos abolidos, surdez e etc e aos resultados de exames, pode ser uma doença genetica rarissima (em 100 anos ouviu-se falar de pouco menos de 100 casos) chamada Sindrome de Brown Vialetto Van Laere.
Bom ano passado fiz o segundo implante coclear, também em outubro e também foi um sucesso. Uso o telefone (não sem alguma dificuldade, mas uso) consigo ver TV sem legenda ou closed caption, consigo ouvir musicas, enfim tirando o fato de que preciso dele pra ouvir, estou feliz e plena. Claro que nem sempre fui tão positiva, mas isso ai não importa, todo mundo quando descobre que está com algum problema de saude mais sério passa pelas fases do luto.
Bom, minha saga ainda não terminou, estou fazendo meus tratamentos, mas ainda não tem um diagnostico fechado, só precisei compartilhar um pouco disso tudo com vocês porque eu estava ouvindo a música Aquarela, do Toquinho. Sim, aquela música da propaganda da Faber Castell, e poder ouvir essa música novamente, depois de tantos anos e depois de ter passado por tanta coisa (inclusive a perda do meu avô no começo do ano, que agradeço imensamente pelo apoio dos amigos) faz TANTO sentido. Eu sempre amei a música, mas é só agora depois de um LONGO e arduo caminho que as palavras “E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar. Não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar, sem pedir licença muda a nossa vida e depois convida a rir ou chorar…” fazem TANTO sentido e estão carregadas de tanto significado. É uma música linda, simples, mas que me toca na alma e me convida a chorar.

Claro que eu não sei o que o futuro me reserva, mas uma coisa é fato, com o apoio da minha familia, dos meus amigos, dos amigos surdos que me apoiam demais e da pessoa que amo, tem tudo ficado imensamente mais facil e leve. E eu agradeço à Deus, todos os dias por tê-los em minha vida. Bom segue a música.

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 4 comentários

Ok, o blog é sobre deficiência auditiva e assuntos relacionados, então o que diabos tem Rock in Rio a ver com isso? TUDO.

Essa semana, no sábado pra ser mais especifica, completarei um ano de implantada, desde a ativação, são momentos e mais momentos de emoção auditiva.

Para quem me conhece antes da surdez, ou pra quem já leu meus perfis do Facebook e Orkut inteiros ou pra quem me aturou postando sobre Rock In Rio esses dias, sabe ou deve ter notado, que eu sou apaixonada por música e que Rock é meu estilo favorito, independente do tipo de Rock.

Lá em 2003 quando comecei a perder audição, minha família achava que era por causa de shows de Rock que eu ia, ou música alta que ouvia. Bom não foi esse  o motivo e pelo menos não preciso ouvir uns “eu te avisei” hoje em dia.

Música pra mim sempre significou muito na minha vida, eu sou o tipo de pessoa que não consegue se expressar. Eu acho difícil às vezes até falar que preciso de algo, acho difícil falar dos meus problemas, e através da música sempre consegui me expressar.
Tanto que até hoje, há certos tipos de músicas que ouço quando estou triste, feliz, brava e por ai vai, e quem me conhece bem sabe quais são e já vem perguntando o que aconteceu.

Em 2007, foi quando minha audição saiu de moderada/severa para severa/profunda, a partir desse ano eu não conseguia mais ver TV, ouvir músicas ou falar ao telefone.

Pra conseguir ter o mínimo de sensação musical, eu gravei um CD com minhas 130 músicas preferidas, e colocava ele no carro com o volume no ultimo, como o carro era fechado e eu não ouvia nada que vinha de fora, aliado à vibração causada pelas caixas de som, eu conseguia saber exatamente que música era, que parte estava (isso fez com que minha mãe re-afirmasse que achava que minha surdez era psicológica, porque ela achava que eu ouvia a música de fato) e assim acompanhar.

Uns 6 meses antes de implantar eu havia meio que desistido de ouvir músicas. E quando ativei o implante a primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi ouvir um CD da Avril Lavigne.

Porém TV ainda estava sendo um grande desafio pra mim e só agora estou ouvindo relativamente bem, então resolvi me aventurar assistindo Rock in Rio que trouxe várias das minhas bandas preferidas. Elton John, Red Hot Chilli Peppers, Coldplay, Pitty, Evanescence e Gun’n Roses.

A minha primeira emoção foi com Elton, na verdade eu deixei a TV ligada e não estava prestando muita atenção, quando de repente, ouvi a melodia lenta e suave do piano tocando a introdução de “Tiny Dancer”, que é a minha música favorita no mundo. Pra quem é fã já é de emocionar, mas pra uma fã que recebeu de volta a audição há menos de um ano foi muito mais emocionante. Chorei muito, feito uma louca, e acompanhei a musica do começo ao fim.

Depois foi a fez de me emocionar com Red Hot Chilli Peppers no sábado dia 24. Estava no MSN e não estava prestando muita atenção no show, porque na verdade eu tinha perdido o comecinho então acabei optando por ficar na net. Estava no auge de um assunto quando ouço a introdução de “Californication”, que além de ser uma das minhas músicas favoritas dele, me trazem muitas lembranças. Eu não contive o choro, e acompanhei a música toda, que foi seguida por “By The Way” a qual também acompanhei chorando, por gostar e pelas boas memórias que o prazer de ouvi-la me trazia.

Coldplay me emocionou com “Clocks”, essa musica me lembra muita coisa, e eu estava vendo o show quase dormindo e ouvi o piano e já fiquei bem acordada ouvindo o show. Pitty me emocionou com quase todas as músicas, mas em especial “Máscara” e “Equalize” que tem pra mim uma carga de lembranças muito grande. No show de Evanescence as músicas “My Immortal”, “Bring me to Life” e “Going Under” me fizeram chorar feito um bebê.

A grande surpresa da noite, foi com o show do Gun’n Roses, que me fez chorar com todas as músicas exceto as do álbum “Chinese Democracy”, mas ao ouvir “Welcome to the Jungle”, “Brownstone”, “It’s so easy”. “Live and Let Die”, “Sweet Child O’Mine”, “November Rain”, “Knocking on Heaven’s Door”, “Patience” e outras (foram mais de 30) meus olhos se encheram de lágrimas, foi choradeira do começo ao fim, minha alma estava em extase.

Todas essas bandas e especialmente as músicas citadas fizeram parte da minha vida enquanto ouvinte, embalaram os melhores momentos da minha vida, são carregadas de lembranças, coisas que espero nunca esquecer e das quais sinto muita saudade. Poder ouvi-los tocando ao vivo mesmo que pela TV me emocionou muito.
Um dos meus maiores medos era nunca mais poder apreciar uma música da mesma maneira, mas hoje, depois de tantos anos eu posso. E só tenho a agradecer ao IC por isso. Estou feliz, porque embora pareça extremamente piegas, minha alma se aquieta com música. Estou feliz, porque minha alma sedenta de sons, já não se encontra mais enclausurada em um corpo surdo, hoje ela é livre.

Elton John

Red Hot Chilli Peppers

Chris Martin do Coldplay

Pitty

Amy Lee do Evanescence

Axl Rose do Guns'n Roses

Beijos cheio de músicas pra todos 🙂

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