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Uma das maiores dificuldades que uma pessoa com surdez tardia ou diagnosticada tardiamente, é de fazer com que as pessoas que estão ao seu redor não somente compreendam o que está acontecendo e acreditem nisso mas acredito que a maior dificuldade está em educa-las sobre a surdez.

É bastante comum que as pessoas que convivem com o deficiente auditivo, fiquem desacreditadas. Professores, colegas de trabalho, colegas de escola, família, todos aqueles que deveriam dar suporte, acabam interpretando as dificuldades de comunicação como desinteresse ou falta de atenção.

Sem o apoio daqueles que deveriam estar ao seu lado, se a deficiência auditiva ainda não tiver sido diagnosticada, é muito provável que o individuo irá adiar a sua ida ao médico e acreditará que todos ao seu redor estão certos. Há casos em que as pessoas procuraram médicos somente após a situação ter se tornado extremamente crítica. Se já diagnosticada, muitos passam a ter vergonha da deficiência auditiva e passam a evitar situações sociais.

Uma vez compreendida e aceita pela família e amigos próximos, começa a tarefa de ensina-los todas as necessidades do deficiente auditivo. Falar sempre de frente, não falar enquanto está em outro cômodo, mandar mensagem ao invés de ligar, pedir pra sentar na ponta de uma mesa pra conseguir acompanhar uma conversa lendo lábios. A lista é infindável e varia de acordo com o DA.

No ambiente acadêmico, vem a necessidade de educar professores e colegas sobre como lidar. Não falar enquanto está virado para o quadro, não deixar a sala completamente escura se for passar vídeos ou slides, não andar pela sala enquanto fala, reservar cadeira na frente para que o aluno DA se sente e consiga acompanhar. Pedir aos alunos para fazer silêncio para não atrapalhar aqueles que ouvem com próteses, ensina-los que atirar objetos para chamar atenção não é legal, em vez disso, toque no ombro e fale olhando diretamente.

No ambiente de trabalho tudo funciona mais ou menos da mesma forma como no ambiente acadêmico e familiar. Os colegas e superiores precisam entender que às vezes a pessoa não participa de uma discussão por não ouvir, precisam aprender que em uma reunião, é preciso estar sentado em um lugar da mesa onde se possa olhar para todos e que se a pessoa usa próteses, isso não significa automaticamente que ela consiga acompanhar tudo, especialmente conferências pelo telefone ou vídeo, havendo a necessidade de que alguém os atualize presencialmente.

No ambiente acadêmico e profissional, também há a necessidade de entender que talvez aquela pessoa use Língua de Sinais e precisa de um intérprete mas não apenas isso, se ela tem um intérprete, isso não significa que você deva falar com ele. Fale diretamente com o surdo, olhando para ele, o interprete irá traduzir tudo o que você falar e depois o contrário. Muitos usuários de Língua de Sinais, relatam que as pessoas se dirigem ao intérprete e não a elas, tornando a conversa não somente desconfortável e muito impessoal como passa a impressão de que a pessoa ouvinte não se importa com o DA

Em todos os meios, fazer com que as pessoas entendam que nem todo DA é igual. Existe aquele que é oralizado, aquele que usa Língua de Sinais, aquele que usa próteses. Temos ainda o surdo que não se identifica com a Língua de Sinais e não quer aprende-la, tem o que não se identifica com a oralização e não queira passar pelo processo. O DA que que usa próteses e que não usa, aquele que se dá bem com as próteses que usa e aquele não. Tem aquele surdo que usa prótese, ouve bem, fala bem e usa Língua de Sinais, tem aquele que usa, não ouve bem, fala e não usa Língua de Sinais mas lê lábios muito bem. A diversidade é infinita, porque até mesmo quando se acha que conheceu todos os tipos de DA, aparece um que é diferente.

Em todos esses meios, as pessoas também precisam entender que às vezes a pessoa não precisa de nenhum desses recursos e em todos os casos, seja do DA que precisa de recursos ou não, há a necessidade de que todos entendam que ter necessidades diferentes das de um ouvinte, não significa que devemos ter tratamento especial.

Algo que há muito venho tentado explicar para as pessoas é que não existe “necessidades especiais”, existe apenas necessidades. Uma necessidade não é mais ou menos importante. A necessidade de um intérprete não é menos importante do que a necessidade de um colega que precisa de um apoio de punho para usar o seu mouse pois tem tendinite, por exemplo.

Então entramos no âmbito mais complexo e difícil ao se educar alguém sobre a deficiência auditiva, que é a de fazer com que as pessoas deixem de ver o DA/surdo como especial e passem a vê-lo como um ser humano qualquer, um ser humano que poderia necessitar de apoio de punho ou para os pés mas ao invés disso precisa de um intérprete, precisa de ler lábios, precisa de uma prótese auditiva.

Tornar as pessoas conscientes de que todos temos necessidades e que o fato de uma necessidade ser conhecida por todos e outras não, não as torna mais ou menos especiais é talvez a mais difícil de todas as tarefas.

 

Beijos a todos

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1 – Quando alguém lhe faz um elogio…

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“O seu cabelo fica sexy puxado para trás” 

Mas você entende algo completamente diferente.

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“O que você disse? Meu cabelo parece obra de Satanás?”

2- Quando alguém não faz uma pergunta…

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“Oh, eu te amo tanto” 

Mas você responde de qualquer jeito.

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“Não faço ideia”

3- Quando um amigo conta um segredo muito importante…

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 Tipo, MUITO importante

E fica claro para todo mundo que você não tem ideia do que te falaram.

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*Boiando totalmente*

4 – Quando alguém está fazendo muito barulho…

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E para você soa como se fosse o peidinho de um bebê.

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5 – Quando uma ambulância passa, seus amigos ficam tipo…

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E você pensa que é puro exagero deles.

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6 – No intervalo, quando seus amigos estão rindo feito loucos…

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E você perdeu tudo…

DE NOVO…

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“O que está acontecendo?”

7 – Quando você está falando com um amigo mas não responde a tudo que estão te dizendo…

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“Qual é o seu problema?”

Mas você está prestando atenção.

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8 – Quando você está no telefone com alguém muito irritado…

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Mas para você eles parecem estar normais.

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9 – Quando alguém está falando algo em qualquer direção…

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Que não seja diretamente na direção do seu canal auditivo.

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10 – Quando alguém te conta seus mais obscuros segredos…

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“Eu não posso mais culpar ninguém. É por minha culpa, tudo por minha culpa”

E você não faz nem ideia de que perdeu o fio da meada.

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11 – Quando alguém pergunta se você consegue ouvi-lo…

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“Tu me compreendes?”

E você é sincero.

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“Não consigo”

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Pessoal, eu ando meio sumida por diversos motivos mas vim aqui falar de um assunto importante para as mamães, especialmente as de primeira viagem. Quando o bebê nasce, são realizados vários exames mas algumas vezes e por um motivo ou outro, os profissionais deixam de realiza-los (embora seja obrigatorio por lei)

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É importante que ao nascer, seja realizado o teste a orelhinha no bebê. A audição é um dos primeiros sentidos a serem desenvolvidos pelo ainda no utero, mesmo antes de nascer, o bebê consegue ouvir o mundo ao seu redor e é a partir dai que começa o desenvolvimento da linguagem.

O teste da orelhinha (Triagem auditiva neonatal – exame de emissões otoacusticas evocadas) é bem simples, rápido e não faz mal algum. É colocado um fone na orelha do bebê, esse fone está acoplado a um computador e emite sons de intensidade fraca e recolhe as respostas que a orelha interna do bebê produz.

O exame logo ao nascer é imprenscindivel para todos os bebês mas em especial para aqueles que nascem com deficiência auditiva. É comprovado por estudos, que se o bebê tiver intervenção fonoaudiologica até os 6 meses de vida, ele desenvolverá linguagem muito próxima a de uma criança ouvinye.

A maioria das crianças tem o diagnóstico muito tardio, quando já estão com 3 ou 4 anos de idade e já causou certo prejuizo cognitivo, social e de linguagem. Por isso a importância de saber desde o nascimento, se a criança possui alguma deficiência auditiva.

O exame é rápido, feito enquanto o bebê está dormindo (sono normal, não induzido). A deficiência auditiva é a mais comumente encontrada durante o neonatal quando comparada com outras patologias.

É um teste muito importante para que seu bebê tenha desde o nascimento uma melhor qualidade de vida. Se for optado pel oralização, próteses auditivas ou LIBRAS, não interessa, o importante é saber para que o bebê de alguma forma desenvolva a linguagem e tenha bom desenvolvimento cognitivo e social.

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Beijos a todos

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Minha gente, falta menos de 15 dias para o nosso I Encontro de Usuários de IC, AASI e Deficientes Auditivos de Ribeirão Preto. Será no dia 4 de Julho, das 14:00 hrs as 18:00 hrs no Ribeirão Shopping, em frente ao Yogen Fruz.
Para chegar é MUITO SIMPLES basta entrar pela entrada D (praça de alimentação) e pronto, é a primeira coisa que vai aparecer, o Yogen Fruz.
Esse nosso Encontro será mais informal, para nos conhecermos e trocarmos ideia, então cada um fica livre pra ir comer onde quiser, fazer compras e por ai vai.

Eu, Tainara Barbosa e Barbara Vassimon somos as responsáveis pela organização e ansiosas pela sua presença!!!! Mais informações na página do evento no facebook I Encontro de Usuários de Implante Coclear, AASI e Deficientes Auditivos de Ribeirão Preto
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Como citei em um post anterior, fui testar o Roger Pen e acabou sendo amor à primeira ouvida e eu comprei um para mim. Há muito tempo eu queria comprar um acessório que me auxiliasse e embora eu ainda não tivese testado os sistemas FM, eu sabia do problema de interferências e ficava com pé atrás. Isso mudou quando conheci o Roger Pen, que funciona por meio de frequência digital.

O meu Roger chegou ponto antes do Carnaval, motivo pelo qual eu não tive o prazer de vir compartilhar minahs deliciosas experiências antes. Minhas aulas começaram dia 14/02 e na outra semana imendados tudo, portanto eu preferi postar após ter tido o prazer de testar com todos os professores.

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Na segunda-feira testei o Roger em modo de conferência com meu professor de Banco de Dados, ele dá aula quase toda sentado, então não houve necessidade de pedir para ele colocar o Roger no pescoço como eu fiz com os outros. Consegui entender 100% da aula, mesmo quando eu estava distraída fazendo anotações no caderno (coisa que antes era impossível). As 4 aulas foram com o mesmo professores e tudo correu perfeitamente bem.

Terça-feira eu testei com dois professores diferentes, ambos colocaram o Roger no pescoço e mais uma vez pude acompanhar perfeitamente as aulas. O engraçado é que o laborátorio em que eu estava na terça, era perto do banheiro, quando eu precisava ir, sai da sala e continuava ouvindo o professor falando. Foi uma experiência um tanto diferente, nem mesmo um ouvinte sai da sala e continua ouvindo o professor.

Na quarta-feira o professor usou o Roger só para passar instruçõe e depois não precisou mais, ficamos fazendo trabalhos e estávamos em duas turms (3º e 4º anos), já as duas últimas aulas, embora eu não as tenha, pois são de matérias aproveitadas quando me transferi, eu frequentei, mas não pedi para a professora usar o Roger, essa semana irei pedir, pois as discussões em sala eram bastante interessantes, mas consegui acompanhar parcialmente, na hora nem me toquei apenas pensei “Vou ver a matéria pois gosta de interpretação e produção de textos, então se perder coisas não faz mal” mas descobri que ela levanta assuntos muito interessantes, a partir dessa semana usarei.

Na quinta-feira foi dia de usar com professores com quem já havia testado mas dessa vez em um laboratório ainda mais próximo do banheiro, então cada vez que eu saia, a aula continuada “ecoando” na minha cabeça. Isso é uma vantagem que não tenho desde quando possuia estenotipista nos EUA, pois quando eu saia da sala ela continua fazendo a transcrição da aula e depois eu podia reler tudo, a diferença é que agora saio e continuo ouvindo, sem perder nada, especialmente do professor de Grafos, ele fala baixo rs, nunca consegui entende-lo 100%.

Sexta-feira usei na aula de Cálculo Numérico II. Meu maior desafio sempre foram as aulas com turma Poli, pois essas aulas tem por volta de 5 ou 6 turmas diferentes, são mais de 100 alunos de diferentes áreas de exatas e é simplesmente um INFERNO conseguir ouvir o professor e compreender. Eu fiz o Ensino Médio nos EUA e minha base de matemática é bem ruim, então tenho bastante dificuldade, acho que agora com o Roger ficará mais fácil, a bagunça da turma continua, mas a voz do professor se sobressai. Já para a última aula, o professor me dá aula em outros dias, mas ele estava passando alguns videos e o Roger permitiu que o som do video não atrapalhasse o que ele falava.

Eu estou simplesmente morrendo de amores pelo Roger Pen, eu confesso, teve gente que teve problemas com ele, conexão caindo, mas comigo funcionou tudo perfeitamente bem. Não tenho do que reclamar, minha única decepção, é que essa tecnologia não estava disponível em 2012 quando decidi trocar de instituição, pois assim teria me salvado desde o início. Eu uso ele na TV também, mas sem o cabo, apenas coloco o microfone em modo de conferência e coloco ele do ladinho da TV. É uma maravilha.

Ele tem alguns contras como gastar bastante bateria do IC, especialmente se você NUNCA tirar o receptor, é importante que você retire os receptores quando não estiver usando o Roger, senão o gasto com baterias será muito alto. Ele precisa ser carregado todos os dias, pois a bateria dele dura por volta de 7 horas, para mim está perfeito e eu não me importo, mas tem gente que pode achar ruim se for comparar com sistemas FM e tem aquele probleminha da distância, ele funcionou bem quando eu estava no banheiro, com várias paredes entre microfone e receptores mas tem gente que diz que ele não pega mesmo próximo se houver uma barreira e que o limite é 10 metros no máximo, quanto à isso, entrei em contato com a Phonak e me esclareceram que basta levar lá para fazer um ajustes.

O Roger PEN é uma tecnologia nova, eu não tenho dúvida de que em breve teremos algo imensamente mais avançado mas na minha opinião valeu o investimento. Quando comprei, os leitores do Crônicas da Surdez estavam tendo 30% de desconto no Roger Pen, em tods as lojas Audium do Brasil e agora a promoção voltou, leitores do Crônicas terão 30% de desconto até o final de março. Vale MUITO pena.

Quero apenas fazer uma observação, alguns processadores de fala não são compatíveis com a tecnologia Roger Pen, PORTANTO, antes de compra o seu e depois ir dar dor de cabeça para o pessoal reclamando e pedindo reembolso, MARQUE UM TESTE, o teste é de graça e 100% livre de compromisso, você não precisa comprar só porque testou.

Agora quero fazer outras observações referentes ao Roger, pois muita gente anda com preguiça de ler o manual de instruções.

1 – O Bluetooth não serve para ouvir música, ele serve somente para realizar/atender chamadas telefônicas, se quiser ouvir música, basta conectar no Roger e no dispositivo de audio, aquele cabo de aúdio que vem no Kit, com o cabo dá para ouvir música no iPod, no computador, no smartphone e até ouvir o audio da TV (nesse caso só você ouve, bloqueando o som para o resto da família).

2 – O microfone possui 3 modos (por ordem em que acontecem) : O de apontar (você liga ele, sincroniza e basta apontar para quem ou o que quer ouvir e pronto) e quando ele está ativado, a luz lilás do microfone piscará UMA VEZ (com intervalos). O modo de conferência é para quando você quer ouvir várias pessoas ao mesmo tempo OU alguém que não vai sair de onde está, para ativa-lo, basta apertar o botão com o símbolo do microfone apenas UMA vez e rápido, a luz lilás piscará DUAS VEZES indicando que esse modo está ativo ai basta deixar em cima da mesa e pronto. Caso o som ambiente esteja muito alto e atrapalhando, basta colocar no modo microfone, para usar ele, basta você apertar o botão do microfone uma vez e rápido e a luz lilás piscará TRÊS VEZES indicando que está ativo, ai basta colocar ele preso naquele cordãozinho ou na lapela do locutor. É importante que ele esteja a mais ou menos 20 cm de distância da boca para não ficar cortando o som.

3 – Luz lilás ligada direto sem piscar, indica microfone MUDO. Luz verde indica dispositivo com bateria carregada, laranja indica mais ou menos carregada e vermelha descarregada.

4 – É importante que o microfone nunca esteja obstruído para não haver microfonia OU o usuário não ficar sem ouvir.

5 – Se usá-lo com telefone via bluetooth, não atenda o telefone DIRETAMENTE NO APARELHO, aperte o botão dom o simbolo de um telefone para atende-lo, senão você atenderá direto pelo celular e não pelo Roger.

6 – Deixem de preguiça, leiam o manual e perguntem TUDO para a profissional durante o teste.

7 – A bateria dele carrega surpreendentemente rápido, no máximo 1:30 hora para carga completa via USB no computador.

O Roger Pen é uma tecnologia nova e ainda é bastante cara, mas as lojas Audium possuem vários métodos de pagamento e parcelamento que ACREDITO caberem em quase todos os bolsos. Vale a pena testar, vale mais a pena ainda o investimento e mais uma coisa, o Roger Pen não funciona somente com implantes cocleares, ele funciona também com AASI e outras próteses que possuem entrada para FM mas como eu disse anteriormente, nem todos são compatíveis, por isso é muito importante que você antes marque testes.

Queria agradecer especialmente a Bianca Silva e Camila Barata que além de amigas queridas da Audium de Ribeirão Preto, me apresentaram o Roger, me tiraram todas as dúvidas no dia do teste e até mesmo depois, a Roberta também da Audium de Ribeirão Preto que foi quem me entregou o Roger e me tirou muitas 0utras dúvidas e a Marília Botelho que SEMPRE me atualiza das tecnologias e novidades que vão surgindo. Vocês são nota 10!!!!

E em suma o Roger é PERFEITO!!!!!!

Beijos a todos!

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Eu havia dito que testaria o sistema Roger Pen na sexta, mas eu estava indisposta e remarquei para hoje e finalmente pude ter o prazer de experimenta-lo.

Antes de mais nada, devo ressaltar que eu nunca fiz um teste decente com sistemas FM, o teste que fiz foi quando eu era implantada unilateral e estava no segundo ou terceiro mapeamento.

Embora eu tenha feito teste com sistema FM apenas uma vez (e achado bom) uma coisa é fato, a maior desvantagem desse tipo de sistema são as interferências. Se houver dois ou mais sinais de FM emitidos na mesma frequência, o receptor FM irá responder ao sinal de maior protência e ignorar os restantes, além de ter váriações de frequências de acordo com q distância, podendo oscilar em lugares mais altos e baixos. E sim, essa frequência FM é a mesma FM dos rádios, ou seja, interferência é o que não falta.

Logo que cheguei na Phonak/Audium de Ribeirão, as meninas foram me introduzindo ao dispositivo. Tem o microfone que dá pra usar pendurado na blusa e é pequeno e meio quadrado e tem o em formato de caneta, que além de tudo, é super leve. Quando olhei para o dispositivo que mais se parecia com aquelas canetas com ponteira laser, não levei muita fé. Quando se trata de tecnologia, só acredito no resultado depois de testar.

 

 

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Coloquei os receptores e precisei trocar a bateria do IC porque ela não estava boa o suficiente pro “negócio” conectar. Minha primeira boa impressão foi a rapidez pra conectar. É questão de 1 segundo e pronto, está funcionando. A segunda boa impressão foi a leveza dos receptores, os de sistema FM são bem mais pesados. Ai começamos a testar, batemos papo, conversaram enquanto eu estava de costas, até ai beleza, funcionando muito bem.

“Vamos fazer uma ligação? Liga o bluetooth do seu celular”

Liguei o bluetooth, pareei e liguei pra minha tia, porque precisava de um favor e ia ligar de todo jeito. Ouvi perfeitamente o que ela falava e ouvi perfeitamente a televisão, o problema é que a televisão estava ridiculamente alta e ELA não me ouvia nem quando eu pedia pra desligar a TV pra eu poder falar (depois que eu falo que ela ouve TV nas alturas, sou exagerada).

Ai fui testar ouvir música, como o iTunes fez o favor de desligar o iMatch, eu não tinha músicas no celular, fiz o teste com alguns videos, alguns gravados com smartphones e outros que me mandaram mas foram baixados do youtube. A única diferença entre falar no telefone e ouvir música com ele, é que ligações são 100% bluetooth, já músicas precisa conectar um cabo no dispositivo e ele é conectado na saída de audio do iPod, smartphone e seja lá mais o que for, mas é um cabo bem curtinho e dessa forma, eu ouço a música pelo Roger Pen e os sons ambientes pelo IC normalmente. Bem legal isso e o MELHOR, não preciso usar cabos extremamente longos e um duplicador pra poder conectar os dois cabos de audio que vem com os ICs rs. Ficava um emaranhado de fios sem fim.

Tudo testado, tudo lindo, bora pra rua ver como fica o som lá e eis a maior vantagem do Roger Pen, o microfone vai captar melhor o som de onde ele estiver direcionado, portanto, enquanto o microfone estava apontado pra Camila, eu ouvia a voz dela e nenhum ruído absurdo de carro e estavamos na esquina de uma das Avenidas mais lotadas de Ribeirão Preto e em pleno horário de almoço, só passei a ouvir os carros quando direcionei o microfone para a rua. Ele bloqueia muitissimo bem os ruidos do ambiente, de forma que o som seja focado onde o microfone estiver “mirando”.

Pra mim, a maior vantagem do Roger em cima dos sistemas FM, é o fato de que ele é uma caneta. Não é algo que chama atenção, dá pra levar pra qualquer lugar porque não ocupa espaço e com os olhos famintos da bandidagem, ele passa despercebido aos olhos dos ladrões e assaltantes (sim, me chamem de neurótica). Porque pagar uma pequena fortuna em algo pra ser assaltado depois, é pedir pra sumir do mundo.

Outra enorme vantagem dele em cima dos FMs convêncionais, é o fato de que ele NÃO precisa ficar o tempo todo pendurado no pescoço do locutor, o usuário pode simplesmente pegar o dispositivo e mirar o microfone pra quem estiver falando e pronto, ele consegue ouvir. Isso facilita em conversas com várias pessoas, pois o FM não dá pra ficar tirando de uma pessoa e colocando na outra, dá pra por em cima da mesa do restaurante e acompanhar conversa com a galera numa boa e ele possui “zoom” para vozes mais fracas ou distantes.

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Ele possui algumas limitações como a bateria dele aguentar o uso por 7 horas “apenas” ou 5 horas com o bluetooth ativado, mas não é como se ele fosse realmente necessário por mais tempo que isso durante o dia. Ele também gasta um pouco mais de bateria do IC, testei com as descartáveis, mas acredito que as recarregaveis não aguentem muito tempo. A faixa de operação dele varia entre 10 e 20 metros, mas se você pensar bem, 10 metros já é uma BOA distância e eu não fico a menos de 5 dos meus professores da faculdade.

O saldo do teste foi que eu achei o Roger Pen um dispositivo EXCELENTE e vou comprar o meu. Mês passado ele estava com 50% de desconto e eu perdi a promoção, porque estava super enrolada, mas o pessoal da Audium está com uma parceria com o blog Crônicas da Surdez e sendo leitor do blog, você pode adquirir o seu Roger Pen com 30% de desconto, mas a promoção é válida somente até o dia 31/02/2015 (como já perdi uma, estou aproveitando essa), então se tiver interesse, marque um teste, pode apostar que não vai se decepcionar, ele funciona com implantes cocleares e aparelhos auditivos.

Para mais informações (técnicas) sobre o Roger Pen, acesse: http://www.phonak.com/br/b2c/pt/products/wireless-accessories.html

 

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Para quem convive com pessoas que nasceram surdas ou ficaram surdas muito jovens e que foram oralizadas, é comum se acostumarem com o sotaque do deficiente auditivo. Normalmente a voz desses indivíduos, é meio nasalada, meio rouca, meio fanha. Como ela é, depende um pouco de cada um. Cada pessoa tem seu tempo e ritmo.

Como a maioria dos meus amigos, seguidores, leitores e companhia limitada sabem, eu passei metade da minha vida nos EUA e metade no Brasil. O período mais critico da minha perda auditiva foi vivido nos Estados Unidos. Comecei a perder audição aos 14 anos e aos 18 havia perdido completamente.
Assim como no Português, eu não conheço todas as palavras que existem em Inglês e muita coisa eu aprendi por pura leitura labial, o que também aconteceu com palavras em Português quando voltei ao Brasil para fazer a cirurgia do Implante Coclear. Além de falar Inglês e Português, eu sei um pouco de Italiano, pois meu bisavô materno ensinava aos netos e bisnetos e nos Estados Unidos aprendi Espanhol com 17 anos (era a minha idade quando freqüentei as aulas).

A questão é que: Nos Estados Unidos ou no Brasil a pergunta que nunca cala é “de onde você é?”
Aqui no Brasil, muitos acham que meu sotaque é meio americanizado, pois apesar de ser do interior de São Paulo, eu puxo mais o “R” do que o normal e exalto muito o “L” nas palavras. Nos Estados Unidos sempre me perguntam “Você é de algum estado do Sul?” pelo mesmo motivo.
Minha família e amigos que são acostumados com meu jeito de falar, dizem que não notam diferença, mas quando comecei a fazer fonoterapia (fiz apenas um ano e na base do esculacho) elas disseram que eu tinha uma deterioraçãozinha na fala para alguns fonemas. Sempre me perguntei se isso seria de fato uma deterioração ou se seria causado por viver metade da vida em cada país e eu literalmente penso em dois idiomas ao mesmo tempo, não consigo falar algo em Português sem pensar em Inglês e vice-versa, é muito comum eu misturar os idiomas ao conversar.

Acho que de fato, nunca vou descobrir se o meu sotaque é deterioração, se é “caipirês” como meus amigos Paulistanos chamam ou se é por causa desse “metade cá e metade lá”, o que importa é: Aonde quer que eu vá, entendo e sou entendida.

Tenho aqui no Brasil, muitos amigos surdos oralizados com sotaque. Eu particularmente adoro o da Lak Lobato, autora do Desculpe Não Ouvi. É uma voz rouca, porém não é forçada (muitos surdos a gente percebe que forçam pra falar, por causa da dificuldade), é suave, sai quase deslizando, misturada com um leve sotaque carioca (Lak é do RJ) e unido ao fato dela falar Francês perfeitamente, ela faz biquinhos para falar. Se eu não a conhecesse e esbarrasse com ela hoje em algum lugar, poderia jurar por Deus, que é Francesa.

Tenho ainda, amigos com voz irritante, a voz é um ganido fino, chega a doer o tímpano quando a pessoa fala, parecem Japoneses ou Coreanos ao falar as vogais, mas importa? Absolutamente não. Pelo contrário, tenho tanto prazer em ouvi-los quanto qualquer outra pessoa, porque o sotaque é a prova do esforço da pessoa em falar, em se fazer entender, em se fazer ouvir.

Tem gente que tem vergonha ou insegurança em relação a própria voz por causa disso, pois não deveriam. A voz de cada um é única e LINDA e por trás dela há toda uma história. Tem também aqueles que hesitam em aprender um novo idioma com medo do sotaque atrapalhar, de não conseguir se fazer entender e eu acho isso um medo bobo. Vocês foram capazes de aprender a verbalizar em Português, por quê não conseguiriam em outro idioma? Eu, antes dos 21 anos nunca nem pensei que eu falasse com “sotaque” diferente, mas nunca deixei o fato de eu não ouvir, me impedisse de aprender novos idiomas.

Isso aqui também vale para as mães dos pequenos implantados. Crianças que são implantadas antes de aprenderem a falar, geralmente desenvolvem a fala normalmente, não apresentam sotaque (não é regra), mas os que foram implantados um pouco depois ou que foram oralizados sem o apoio de próteses auditivas, geralmente tem um sotaque carregado.

O importante nesses casos é a família dar apoio, incentivar e o MAIS importante é tentar manter ansiedade em baixa, porque isso atrapalha imensamente. Vi casos de pais que atrapalham o progresso dos filhos porque a velocidade do progresso deles não acompanha a do desejo e expectativa dos pais. Aí ficam procurando problemas no IC ou na terapia e chega um ponto que a criança fica estressada a ponto de não querer mais usar os implantes. Acompanhamento psicológico é importantíssimo.

O fato é que cada surdo, assim como qualquer pessoa no mundo, tem o seu próprio tempo e passo para tudo, cada um tem sua voz, seu sotaque e tudo isso é LINDO. Você não precisa ter medo de esconder isso do mundo, pelo contrário, precisamos mostrar cada vez mais tudo que somos capazes pra nos tornarmos mais visíveis e assim, o movimento dos Surdos Usuários da Língua Portuguesa, terá mais força e mais vozes, que juntas se tornarão uma só.

Beijos a todos 🙂

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Há um tempo atrás um amigo gravou um vídeo falando sobre ele, sobre ser oralizado e sobre o implante coclear e muita gente fez, e eu disse que quando eu fosse implantada bilateralmente eu também faria. Bom, 11 meses depois, segue o vídeo pra vocês. Closed Caption em Português e Inglês disponível, basta trocar o idioma na opção onde liga o CC.

 

 

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 2 comentários

PessoaCom Deficiência Auditiva/Surdo: Se quiser interagir com um surdo ou pessoa com deficiência auditiva, chame a atenção dele, sinalizando com a mão ou tocando no seu braço. Enquanto estiverem conversando, fique de frente para a pessoa e cuide para que ela possa ler seus lábios. Se você olhar para outro lado, ela pode pensar que a conversa terminou. Não grite, sua expressão parecerá agressiva. A pessoa com deficiência auditiva/surda não pode ouvir as mudanças de tom da sua voz, que indicam, por exemplo; seriedade e indignação. É preciso que você mostre isso para ele pela sua expressão facial, pelos seus gestos. Se ele estiver acompanhado por um intérprete de língua dos sinais, fale olhando para ele, não para o intérprete.

Pessoas Com Deficiência Física: Seja natural, não tenha receio de usar palavras como “caminhar” ou “correr”. As pessoas com deficiência física também as usam. Quando você estiver conversando com uma pessoa que usa cadeira de rodas, procure se sentar de modo a ficar no mesmo nível do olhar dela. Para uma pessoa sentada, não é confortável ficar olhando pra cima durante um período muito longo de tempo. Quando você e uma pessoa com deficiência física combinarem de sair juntas, preste atenção para eventuais barreiras arquitetônicas no lugar aonde escolheram ir, seja um restaurante, uma casa, um teatro ou qualquer outro lugar. Se você estiver caminhando com uma pessoa que usa muletas, acompanhe o ritmo de sua marcha. É importante adicionar que não se deve sair empurrando a cadeira de rodas de alguém. Eles se sentem invadidos e muitas vezes com medo da pessoa deixa-los cair, se o cadeirante precisar de ajuda, ele irá pedir.

Pessoas Com Deficiência Visual: Nunca exclua uma pessoa com deficiência visual de participar plenamente de algo. Deixe que ela decida o que pode ou não fazer. Para orientar uma pessoa com deficiência visual a atravessar ruas, localizar endereços, subir e descer escadas ou se deslocar em qualquer ambiente, use sempre noções de “direita e esquerda”, “acima e abaixo”, “para frente e atrás”. Quando for sair de perto, avise a pessoa. É muito desagradável para qualquer um ficar falando sozinho. Não evite palavras como “cego”, “olhar” ou “ver”, a pessoa com deficiência visual também as usa. Para indicar uma cadeira, coloque a mão da pessoa com deficiência visual no encosto da cadeira e informe se ela tem braços ou não. Pessoas com deficiência visuail também se sentem invadidos se alguém chega lhes ajudando sem avisar, pergunte sempre ” quer ajuda?” Se ele realmente precisar vai lhe pedir, do contrário é melhor deixa-lo fazer sozinho.

Pessoas Com Deficiência Intelectual: Geralmente a pessoa com deficiência intelectual é bem disposta, carinhosa e gosta de se comunicar. Seja natural, enquanto for criança trate-a como criança. Quando for adolescente ou adulto, trate-a como tal. Cumprimente a pessoa com deficiência intelectual de maneira respeitosa, não se esquecendo de fazer o mesmo ao se despedir. Dê-lhe atenção. Qualquer pessoa gosta de ouvir frases como: “que bom que você veio”, “gostamos quando você vem nos visitar”. Evite a super proteção, ajude-a somente quando for realmente necessário.

 

Espero que tenham curtido o post, foi retirado do meu blog antigo, mas como muitos nunca nem entraram nele, estou repassando pra esse.

Beijos a todos 🙂

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