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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários
Retirado do Blog Antigo:
Como eu havia prometido eu fiz uma pequena entrevista com a minha captionista e vou postar hoje pra vocês.

O nome da entrevistada é Francesca DiBella, ela irá completar 42 anos em agosto. Fran (como prefere ser chamada) trabalha com estenografia há 20 anos, mas esse é o seu sexto trabalhando como CART reporter ( é como eles chamam o Captionista para surdos e pessoas com problemas de aprendizagem. )
Igualmente Diferentes: Para se tornar relator ( esse é o termo correto pra captionista “vice”?) , você precisa de alguma formação acadêmica especifica? Faculdade, curso técnico? Quanto tempo demorou o seu treinamento até que você pudesse trabalhar?
Fran: Para se tornar um relator CART repórter ( prefiro esse termo porque relator é muito feinho CART repórter é mais chique ), você tem que treinar como relator de tribunais. Se você irá recebe rum diploma ou certificado isso depende de em qual escola você vai. Aqui no nordeste dos EUA, escolas técnicas oferecem um certificado quando se consegue atingir a meta de 225 palavras por minuto. Há também faculdade na Floria e Colorado que oferecem diplomas. Eu terminei a escola em um ano e meio. Eu sei de pessoas que precisaram de cinco anos e pessoas que precisaram somente de 9 meses. Esses curso tem uma grande taxa de abandono, se não estiver errada a taxa de abandono é de 85%. ( uxi é alta hein?)
Igualmente Diferentes: Quais são suas condições de trabalho? Quantas horas você trabalha por dia/ semana? Você está feliz com o seu salário? ( Não perguntei quanto ela ganha não viu gente?Isso seria anti ético)
Fran: Eu trabalho em todos os tipos de locais com horários variados. Eu trabalho em faculdade, reunião de negócios, consultórios médicos, escritórios de advocacia, tribunais e igrejas. Eu relato reuniões de negócios para grandes companhias por causa de um ou does empregados que são surdos ou deficientes auditivos. Eu relato colações de grau/ formaturas porque o avô/ avó ficaram surdos por causa da idade e querem ver seus netos receberem o diploma. Eu também relato a distancia para estudantes universitários em diferentes estados enquanto eu estou no escritório de casa. Eu trabalho com seminários para o estado de Nova Jérsei. Eu trabalho para grupos que defendem as causas da comunidade surda e deficientes auditivos. E eu também relato casamentos quando um amigo ou parente não pode mais ouvir.
Eu tenho muito orgulho do meu salário. Eu tenho um salário que é impressionante. O lado ruim é que eu tenho que pagar pelas minhas despesas como gasolina, pedágio, contas do carro, plano de saúde, equipamento, manutenção, telefone, internet que são coisas que eu preciso para trabalhar.
Igualmente Diferentes: Quais as dificuldades que você encontra no seu trabalho?
Fran: Meu trabalho tem dificuldades assim como todos os outros, entretanto eu os considero como desafios e não dificuldades. As vezes chega a ser penoso ter que aceitar um trabalho que está um pouco além do que eu posso fazer; por exemplo, eu tive que relatar um Bar Mitzvah (é o nome da cerimônia que insere meninos judeus como um membro maduro da comunidade judaica, isso ocorre aos 12 anos e um dia, para meninas o nome é Bat Mitzvah e ocorre aos 13 anos e um dia- Igualmente Diferentes também é “curtura”) para uma família de surdos. Aquilo foi um desafio e sinceramente eu acho que eu desapontei a família. Escrever palavras em Iídiche ( que significa Judeu que é um pouco mais atualizado e novo que o Hebraico e tem origem alemã) além da minha capacitação. Outro trabalho foi um casamento Indiano. O noivo era surdo. Esses trabalhos são difíceis porque você tem que se preparar muito antes do tempo e não importa o quanto você se prepare, você nunca sabe tudo que vai acontecer ou está pronto para o que estará fazendo.
Igualmente Diferentes: O equipamento que você trabalha é seu ou da companhia que você trabalha?
Fran: Eu pago pelo meu próprio equipamento. Uma maquina de esteno nova custa em torno de $5000,00 ( WOW isso sai quase R$ 12000,00). O software é exclusivo- você não pode simplesmente entrar na RadioShack( loja de eletrônicos) e pedir por ele- e custa uns $ 5000,00. Depois você também vai precisar de um laptop , os preços variam de acordo com marca e modelo. E então você também pode comprar um projetor e tela mas, esse é opcional, usado para grupos grandes.
Igualmente Diferentes: Porque você escolheu essa profissão?
Fran: Essa pergunta é meio complicada. Eu tenho que explicar essa historia do começo. Quando eu estava no ensino médio, eu queria ir para a faculdade. Minha família são Sicilianos e muito rígidos, e eles não acreditavam que mulheres deveriam ir para a faculdade. Meus pais acharam que era perda de tempo para uma mulher ter diploma universitário porque uma mulher deveria começar uma família e ficar em casa. Era uma mentalidade bem anos 50. Bom, teve então Dia das Profissões na minha escola e um relator de tribunais foi e demonstrou como era o trabalho. Eu fui pra casa e perguntei pro meu pai se era uma boa idéia para mim fazer aquilo, e ele AMOU a idéia. Já que ele tinha me autorizado, eu apliquei para a escola e ganhei uma bolsa de estudos, e desde então eu jamais olhei pra trás. Eu me formei na escola de relator de tribunais bem rápido. Logo depois eu comecei a trabalhar na cidade de Nova Iorque. Meu primeiro chefe foi meu mentor e eu amei aprender sob a sua tutela. Quando eu me casei e tive minhas três filhas, essa carreira me deu a flexibilidade de estar em casa pra elas e me dar um pagamento respeitável. Eu amo essa profissão. Tenho orgulho de dizer que foi meu pai quem me deu o bom conselho de escolhe-lha.
Bom gente espero que tenham gostado.
Beijos a todos
Tags:cart, cart reporter, cart service, deficiencia auditiva, estenotipia, implante coclear, surdez, surdos, transcrição em tempo real
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A Cidade de Marília, no Estado de São Paulo, realiza as cirurgias de implante coclear pelo SUS. Não há fila de espera e todos os pacientes avaliados e candidatos ao implante coclear podem se beneficiar desta tecnologia aguardando um curto espaço de tempo entre a primeira avaliação e a cirurgia. O contato deve ser feito com o setor de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Marília, pelo telefone (14) 3402-1704.

Tags:aasi, aparelho auditivo, faculdade de medicina de marilia, famema, implante coclear, marilia, ouvir., surdez, surdo, sus
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No final de 2010, um comitê formado pela ABORL (Robinson Koji Tsuji, Orozimbo Costa Filho, Rodolfo Penna Lima), SBFa (Doris Lewis) e a ABA(Maria Cecília Bevilaqua) elaboraram um documento conjunto solicitando a inclusão do implante coclear bilateral e redigiram uma diretriz de indicações do implante coclear que inclusive foi assinada pela sociedade brasileira de pediatria.
Esta atuação forçou a ANS a rever suas diretrizes, sendo publicada no dia 01 de agosto de 2011 o novo rol que retira o termo “unilateral”.
Foi uma importante vitória do comitê de próteses implantáveis da ABORL, que se iniciou na gestão do antigo presidente o Prof. Dr. Ricardo Bento e foi dado continuidade na atual gestão do Prof. Dr. Dolci.
Esta decisão beneficia todos os otorrinolaringologistas do Brasil, assegurando o direito a dar o melhor tratamento aos nossos pacientes.
Por outro lado, por se tratar de um procedimento de alto custo, nós otorrinolaringologistas temos que ter a responsabilidade de indicar adequadamente o implante coclear unilateral e bilateral.
O implante coclear passa agora a fazer parte do
s procedimentos cobertos pelos planos de saúde. O implante coclear, conhecido como “ouvido biônico”, é um equipamento eletrônico computadorizado que substitui totalmente o ouvido de pessoas com surdez total ou parcial.
A resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi publicada nesta sexta-feira (29/07/211) no Diário Oficial da União. O funcionamento do implante coclear difere do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). O AASI amplifica o som e o implante coclear fornece impulsos elétricos
para estimular as fibras neurais em diferentes regiões.
O aparelho, considerado uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina, existe há alguns anos e atualmente é usado por mais de 100 mil pessoas no mundo, segundo o Grupo de Implante Coclear do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Apesar de também poder ser feito em jo
vens e adultos, o implante indicado principalmente para crianças com perda auditiva nos dois ouvidos, já que se ficarem sem escutar por um longo período, estes pacientes também não desenvolverão a fala.
O ciclo da audição se completa quando o estímulo elétrico e os sinais codificados são transmitidos por radiofrequência para o receptor-transmissor. Este dispositivo, por meio dos eletrodos implantados no interior da cóclea (caracol), estimula as terminações das fibras do nervo auditivo, que por sua vez envia para o cérebro os impulsos nervosos.
Para o funcionamento do dispositivo interno deve ocorrer a ativação dos eletrodos, realizada cerca de um mês após a cirurgia. O dispositivo externo deve ficar acoplado a um microcomputador para que os eletrodos sejam mapeados e balanceados.

Você pode visitar o site da ANS e saber mais por lá, basta clicar na imagem
Tags:ans, cobertura, fonoaudiologia, implante coclear, implante de tronco, otorrinolaringologoa, plano saude, surdez, surdo
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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários
O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde é a listagem mínima obrigatória de exames, consultas, cirurgias e demais procedimentos que os planos de saúde devem oferecer aos consumidores. O rol é destinado aos beneficiários de planos novos (contratados a partir de 1º de janeiro de 1999) ou adaptados à lei. Deve-se observar também a segmentação contratada pelo consumidor (ambulatorial, hospitalar com e sem obstetrícia, odontológico e plano referência).
O Rol é atualizado a cada dois anos. Nas últimas revisões, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) contou com a participação de um Grupo Técnico (GT) composto por representantes da Câmara de Saúde Suplementar, que inclui órgãos de defesa do consumidor, representantes de operadoras e de conselhos profissionais, entre outros. Toda a sociedade também pode contribuir com a elaboração da listagem mínima obrigatória participando das consultas públicas sobre o tema. A última consulta foi durou 36 dias e recebeu contribuições de consumidores, operadoras, gestores, prestadores de serviços e sociedade em geral. Foram computadas 6.522 contribuições, sendo 70% diretamente de consumidores.

Cobertura assistencial
É o conjunto de atendimentos a que você tem direito, previsto na legislação de saúde suplementar e no contrato que você assinou na compra do plano de saúde.
Ao contratar o plano de saúde, você deve observar as segmentações (ambulatorial, hospitalar com e sem obstetrícia, odontológico e plano referência), o tipo de acomodação (apartamento ou enfermaria) e a área geográfica de cobertura de seu contrato (municipal, grupo de municípios, estadual, grupo de estados ou nacional).
Como posso saber quais são as coberturas do meu plano de saúde?
Planos novos
Se seu plano for “novo”, ou seja, contratado a partir de 01/01/1999, a cobertura mínima será a estabelecida pela ANS na lista da cobertura mínima obrigatória pelos planos de saúde, chamada Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, além do que o plano oferecer a mais em seu contrato.
Planos adaptados
Se o seu plano for “adaptado”, ou seja, anterior a essa data e adaptado à Lei, você terá a mesma cobertura dos planos “novos”.
Planos antigos
Se no seu caso o plano tiver sido contratado antes de 01/01/1999 e não tiver sido adaptado à Lei, a cobertura será a que estiver determinada em seu contrato. A qualquer momento, porém, você pode adaptar ou migrar seu plano e passar a ter a cobertura dos planos “novos”.
Atenção: Nos contratos antigos – assinados antes de 01/01/1999, algumas cláusulas são consideradas abusivas e por isso o Poder Judiciário as considera nulas. Se tiver dúvidas, consulte o Ministério Público ou os órgãos de defesa do consumidor.
O seu plano de saúde não é obrigado a cobrir todos os atendimentos de que você precisar. O plano só é obrigado a oferecer o que estiver no contrato, de acordo com a segmentação (referência, ambulatorial, hospitalar, obstetrícia, odontológica e suas combinações) e a cobertura para os procedimentos previstos na lista da cobertura mínima obrigatória pelos planos de saúde estipulada pela ANS, chamada Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Se o seu contrato tiver cláusula de cobertura para algum procedimento que não esteja nessa lista, o plano é obrigado a cobri-lo também.
Se não houver serviço disponível quando você precisar
Cobertura de internação
Se o plano só cobrir acomodação em enfermaria e não houver leito disponível nela no momento da internação, você não precisará pagar se a internação for em quarto particular. Nesse caso, o acesso será garantindo em uma acomodação de nível superior, sem custo adicional. Esta regra se aplica aos estabelecimentos próprios ou credenciados pelo plano
Descredenciamento de médicos, hospitais, clínicas e laboratórios
Se o profissional de saúde de sua confiança ou o laboratório onde sempre faz exames forem descredenciados e não atenderem mais pelo seu plano de saúde, não há problema, desde que o plano de saúde mantenha garantido o atendimento a seus beneficiários em outros profissionais médicos, hospitais, clínicas e laboratórios. Além disso, qualquer mudança desse tipo deve ser informada ao consumidor. Em caso de mudanças que reduzam o número de hospitais disponibilizados por um plano, a alteração precisa ser previamente autorizada pela ANS.
Marcação de consultas e exames
Se você contratou um plano de saúde, mas quando precisa só há vaga em médicos e laboratórios muito distantes da sua casa, é preciso verificar o seguinte:
- O plano de saúde deve garantir as coberturas de assistência à saúde considerando o(s) município(s) e o(s) estado(s) contratado(s).
- A rede assistencial (hospitais, clínicas, profissionais médicos e laboratórios) de cada plano de saúde é monitorada pela ANS.
- Se as coberturas não estão sendo garantidas nos locais contratados, isso deve ser comunicado à Agência.
Limites
Não há limites para cobertura para consultas médicas e fisioterápicas, exames e número de dias em internações, mesmo em leitos de alta tecnologia (UTI/CTI). As exceções são somente para sessões de psicoterapia, terapia ocupacional, consultas com nutricionistas e fonoaudiólogos, que podem ser limitadas ao mínimo estabelecido pela ANS.
Também não podem ser limitadas as quantidades de dias para internações hospitalares e em UTI, pois a lei n.º 9.656/98 garante aos beneficiários de planos de saúde a internação sem limite de prazo. Cabe ao seu médico determinar o tempo necessário de internação.
Atenção: Alguns contratos têm previsão de coparticipação (pagamento de uma parte da internação pelo beneficiário) depois de passados 30 dias de internação psiquiátrica em um ano. Isso objetiva evitar internações desnecessárias ou por tempo exagerado de pacientes que possam fazer um bom acompanhamento ambulatorial, de acordo com a Reforma Psiquiátrica no Brasil.
Reembolso
A cobertura e o reembolso de anestesista e intrumentador/auxiliar em cirurgia dependem do contrato do seu plano de saúde. Se o plano de saúde for “antigo”, ou seja, contratado antes de 01/01/1999 e der direito a reembolso ou se não especificar a rede credenciada onde você pode realizar a cirurgia, a operadora de planos de saúde será obrigada a dar reembolso integral ou limitado a uma tabela, conforme constar no contrato. Se o plano de saúde for “novo”, ou seja, contratado a partir de 01/01/1999 e o contrato der direito a reembolso, o mesmo deverá ser integral. Se o seu contrato não tiver essa cláusula, a operadora de planos de saúde deverá garantir todas as coberturas contratadas, inclusive honorários de anestesista, auxiliares e instrumentador, na rede credenciada especificada no contrato. Caso isso não seja feito, a empresa que vendeu o plano estará descumprindo a legislação por não garantir a cobertura contratada e você poderá comunicar à ANS.
Cobertura de acompanhante
Se ficar internado, você terá direito à cobertura de despesas de diária de um acompanhante no local da internação se for menor de 18 anos ou com idade igual ou superior a 60 anos. Portadores de necessidades especiais também têm esse direito, se o médico assistente recomendar. São exceções os casos de CTI – nesse ambiente, não é possível contar com acompanhante. Nos demais casos, verifique atentamente o que está no contrato.
Hospitais, laboratórios e médicos
Você deve notar dois pontos principais sobre a rede de hospitais, laboratórios e médicos conveniados ao seu plano.
O primeiro ponto é que nem todos os planos têm direito à internação hospitalar. Os planos que dão direito à internação hospitalar são os de tipo hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia ou plano referência. Veja no seu contrato qual é o tipo do seu plano.
O segundo ponto é a rede credenciada que seu plano cobre. Avalie bem na hora de contratar o plano de saúde quais são os hospitais, laboratórios e médicos a que você terá direito pelo seu plano. Especificamente sobre os hospitais, fique atento: sua operadora de plano de saúde só poderá descredenciá-los em caráter excepcional. Nesses casos, é obrigatório substituir o hospital descredenciado do plano por outro equivalente e comunicar essa mudança ao consumidor e à ANS com 30 dias de antecedência, exceto nos casos de fraude ou infração sanitária ou fiscal por parte do hospital retirado do convênio. Caso a operadora opte por descredenciar um hospital sem substituí-lo por outro equivalente, só poderá efetivar e comunicar a redução da rede hospitalar aos beneficiários após autorização da ANS.
Cobertura a órteses e próteses
Em contratos não regulamentados pela Lei nº 9.656, de 1998, é frequente haver exclusão de cobertura a órteses e próteses.
Órtese é todo dispositivo permanente ou transitório, utilizado para auxiliar as funções de um membro, órgão ou tecido, evitando deformidades ou sua progressão e/ou compensando insuficiências funcionais.
Prótese é todo dispositivo permanente ou transitório que substitui total ou parcialmente um membro, órgão ou tecido.
A Câmara Técnica de Implantes da Associação Médica Brasileira, da qual a ANS participa, realizou o trabalho de classificação destes materiais.
Nos planos regulamentados pela Lei nº 9.656, de 1998 é obrigatória a cobertura às próteses, órteses e seus acessórios que necessitam de cirurgia para serem colocados ou retirados (materiais implantáveis). No entanto, em seu artigo 10, a mesma Lei permite a exclusão de cobertura ao fornecimento de órteses e próteses não ligadas ao ato cirúrgico (ou não implantáveis), tais como óculos, coletes ortopédicos, próteses de substituição de membros.
Para quem quiser a lista de órteses e próteses IMPLANTÁVEIS cobertas pelos convênios clique aqui
Para quem quiser a lista de órteses e próteses NÃO implantáveis cobertas pelos convênios clique aqui
Fonte: http://www.ans.gov.br
Tags:aasi, aparelho auditivo, cobertura convenio, implante auditivo, implante coclear, informações, LIBRAS, plamno medico, qns, rol ams, surdez, surdo
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11
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários
 Pontos cairam
 Pontos cairam e hematoma foi embora
Fotos só pra atualizar todo mundo, só falta a tontura sumir de vez =D
Beijos a todos
Ps: Eis que dou de cara com isso num comentario do meu blog no post anterior a esse.
Olá. bom dia! tudo bem?
eu não gosto de audição…
vc não poder HC.. ele é medico errado..
O que há de errado com essas pessoas que não respeitam vontades e escolhar???
Tags:IC, implante coclear, recuperação, rehbilitação, surdez, surdo, tecnologia assistiva
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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 6 comentários
Pessoal,
Hoje faz 11 dias que operei e fiz o segundo IC, ainda estou com tonturas e ainda não posso dormir virada pro lado operado (coisa que fiz sem querer umas 3 vezes já). Mas tirando isso, tudo dessa vez foi imensamente diferente e eu não me senti tão mal quanto da primeira vez.
Alias da primeira vez sobrevivi à base de analgésico de tanto que doía e depois fiquei dois meses com tontura. Dessa vez foi só hematoma e tontura, que alias está passando.
“Ai menina você tem coragem viu?” Gente não é coragem é vontade de ouvir, não é novidade pra todo mundo que eu tenho alma ouvinte, respeito todos meus amigos surdos, mas eu gosto de ouvir, nasci ouvinte e me sinto assim, fim de discussão.
“Ah, mas IC não é a cura pra surdez, não sei se uma cirurgia dessa compensa dos dois lados.” Não é a cura, nunca disse que era, é apenas um aparato que me ajuda a ouvir, mas se compensa ou não, quem decide sou eu e eu acho que compensa.
Por fim, fiquem com as fotos da minha saga até a presente data. A minha ativação será dia 17/12, não estou ansiosa, mas ainda falta um bom tempo até lá não é mesmo?



 Usando o IC antigo por cima do turbante
 Usando o IC antigo por cima do turbante
 Quando acaba a cirurgia, fica um pouco de sangue dentro do ouvido, o médico foi retirar o turbante pra ver como tudo estava e assim que tirou a compressão, o sangue escorreu, depois ele colocou uma nova e quando tirou no dia seguinte, não houve problemas.
 Agoira são DOIS…
 Ainda no hospital, pontos assim qu ele retirou o segundo curativo e assinou minha alta.
 Foto tirada hoje (veja data do post) corte cicatrizando bem, o problema foi esse hematoma horrendo atras que deixou um calombinho roxo ai, mas de resto, tudo bem!!!
Beijos a todos
Tags:cirurgia, hc, implante coclear, MED-EL, ribeirao preto, surdez, surdo, tecnologia
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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 2 comentários
Como muitos sabem, eu dei entrada para o IC bilateral, o convênio liberou e bom, agora estou esperando. Acredito que até o fim do mês eu estarei Bi-implantada, pois o médico disse que está tentando agendar para o dia 23/10, pois a fono responsável precisa estar disponível e o convênio precisa liberar os papéis pro pagamento do aparelho.
Sabe o que me deixa mais ansiosa e animada agora? O fato d que hoje foi a primeira vez que consegui falar com uma completa estranha no telefone e compreender tudo que ela disse. Não que tenha sido uma conversa complexa, era apenas a secretaria da minha psicologa, avisando que o meu horario havia passado para amanhã às 15: 00.
Mas enfim, essas são coisas simples e bobar, mas que me fazem imensamente feliz, enchem meu coração de alegria e alimenta minha alma. Coisas que apenas o IC pode proporcionar, tecnologia é ou não é uma maravilha???
Beijos a todos
Ps: O meu lindo, Guilherme Goldstein Chazan foi hoje fazer o seu IC bilateral, e eu estou enviando muitas energias positivas pois eu tenho certeza que vai dar tudo certo e que o segundo IC dele será um sucesso tão grande quanto o primeiro.
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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

Bom hoje eu vou falar de algo que gera brigas por ai, que é o isolamento de certos grupos de pessoas. Nesse caso irei me abster ao isolamento de surdos usuários de LIBRAS. Muitos surdos sinalizados se isolam criando o que eles mesmos chamam de “Cultura Surda”. Esses grupos são considerados radicais e não aceitam em seu meio surdos oralizados, implantados ou com aparelhos auditivos e é claro que muito menos ouvintes.
Esses grupos, chegam a fazer exigências mil ao governo, algumas extremamente esdrúxulas que chegam a me irritar. Querem que LIBRAS seja obrigatória para todos os surdos em fase de alfabetização – isso tiraria o direito de escolha dos pais e da criança – querem concursos publico e vestibulares 100% em LIBRAS e – pasme – chegaram a pedir pra que para surdos a LIBRAS substituisse até mesmo a forma escrita da Lingua Portuguesa. Esse pedido foi negado, pois o idioma oficia, do país é esse, mas agora me respondam, isso é, ou não coisa de gente preguiçosa e xiita? Poxa, se você nasceu, cresceu e vive em um país, porque diabos você não vai aprender e ser fluente na forma escrita do idioma oficial? LIBRAS pode ter sido elevada ao patamar de Língua e perdido o status de linguagem, mas ainda assim, precisa de um idioma base pra sua comunicação, e isso serve pra Lingua de Sinais de qualquer país.
Se você usa unica e exclusivamente LIBRAS, só poderá se comunicar com quem o sabe e isso te isola, te limita, te atrapalha. Eu respeito a liberdade de escolha dos pais e das crianças. Porque honestamente? Todo surdo de um jeito ou de outro tem que se relacionar com ouvintes e para crianças é complicado. Ser diferente é sempre um problema. A criança gordinha é zoada, a magricela tambem, a de óculos tem apelido de “4 olhos”, a menina que sobe em arvore é chamada de “macheira” e o menino que brinca de casinha é “boiola”, essas crianças crescem traumatizadas e se sentindo peixes fora d’água, porque outras crianças conseguem ser bem crueis quando querem.
E a criança surda? Ela também corre o risco de ser zoada, seja na escola inclusiva, por vizinhos, por outras crianças em qualquer local publico como um banco ou loja quando estiver com os pais. Se ela usa Língua de Sinais, com certeza vai ser alvo de olhares e comentários extras, se usar aparelhos, provavelmente também o será, mas cabe à familia e à criança, escolherem o que é mais confortavel.
Meus pais nunca me impuseram nem em qual escola eu deveria ir, me colocaram em uma particular, não gostei, deu o fim do ano fui pra outra, mudei mais de escola do que filhos de ciganos, mas nunca me impuseram ficar em um lugar onde eu não me sentia confortavel e respeitada (e digo isso porque sempre fui molecona e me zoavam por isso)
Bom, quando perguntados o motivo para a segregação em guetos, os integrantes desses grupos afirmam se isolarem porque preferem conviver com aqueles que como eles se aceitam e não tentam fugir do que são ou fingir algo que não são. Fico com uma dúvida constante dentro da minha cabeça que é “Se essas pessoas lutam tanto por seus direitos para serem vistos como iguais e conhecem como ninguém o preconceito porque fazem isso?”.
Do ponto de vista psicológico esses grupos se isolam não porque se aceitam, mas bem pelo contrário. Eles se isolam em comunidades criando uma “Cultura Surda” onde as pessoas têm os mesmos medos e não ficarão questionando os seus medos e escolhas. Todos defendem ferrenhamente que aquilo é bom e verdade absoluta pra todos os surdos do planeta. Chegam a fazer afirmações absurdas como “estão querendo impor implante coclear às criançs e acabar com LIBRAS” ou “surdos oralizados são suicidas em potencial.”
Certa vez comentei sobre esse assunto com pessoas formadas em psicologia e elas me disseram a mesma coisa “Pessoas que se isolam do mundo lá fora não se aceitam como são e usam isso como mecanismo de defesa, porque se conviverem com seus semelhantes darão a impressão de que realmente aceitam quem são e assim se veem livres da pressão e questionamento do mundo afora”.
Quanto aos surdos sinalizados não posso dizer por mim, mas na época um dos bacharéis em psicologia com quem conversei me mostrou uma revista sobre estudos psicológicos e tinha uma artigo que falava exatamente sobre esse assunto. O artigo dizia que havia sido feito um estudo com surdos sinalizados em várias escolas especiais nos Estados Unidos. Com o passar do tempo e conforme os alunos iam ganhando confiança nos terapeutas a maioria deles disseram que eles teem muita vontade de se oralizarem, aprenderem leitura labial, implantarem ou usarem aparelhos auditivos mas, que não o fazem porque sabem que isso não vai torna-los ouvintes ou menos surdos, e que eles tem medo de se tornarem aberrações entre os amigos sinalizados e aberrações no mundo dos ouvintes, passando a serem odiados por ambos.
Existe um mundo lá fora independente do isolamento ou não, e que cedo ou tarde eles terão que viver nesse mundo e precisarão aprender a lidar com os problemas que vierem. Muitas pessoas os questionarão mas, muitos os apoiarão. Surdos sinalizados devem entender que ouvintes, implantados ou oralizados não são diferente deles e os tem como semelhantes não como pessoas diferentes por usarem sinais. O unico problema e algo que se torna irritante é o levantamento da bandeira do orgulho surdo e tentativa de segregação em massa e IMPOSTA, quando brigamos, não é porque somos contra LIBRAS, somos a favor, 100% a favor, só que ela deve ser escolhida e não imposta e o mesmo vale pra oralização e implante coclear, devem ser escolhidos. Não sou contra nenhum método de comunicação, sou contra a segregação.
Beijos a todos
Tags:deficiencia auditiva, implante coclear, inclusão, isiolamento, LIBRAS, segregação, surdez, surdo
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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários
Eu fui privada de ouvir por anos, não muitos, mas foram o suficiente pra me fazer perceber o quão valioso o sentido da audição é. Só aqueles que foram privados do privilégio de ouvir podem saber o que digo. Há 1 ano e 7 meses, tive meu implante ativado. A emoção foi grande, e as descobertas não param nunca.
Ontem, dia 05/06/2012 eu estava assistindo Grey’s Anatomy foi espetacular poder ouvir os sons e dialogos do seriado, ainda mais sendo o ultimo episodio da temporada. Pude degustar cada sonzinho saído das caixas de som do computador. Preciso confessar que chorei muito, não que eu não chorasse antes, mas quando se tem a oportunidade de ouvir berros e choros de desespero em uma obra de ficção, a emoção é quintuplicada.
As surpresas não se restringem somente à TV, cada dia que passa minha audição melhora, claro que tenho as minhas dificuldades, e agora com o novo mapeamento, estou apanhando pra processar coisas mais complexas, mas consigo falar no telefone, com direito a ouvir minha tia me chamando de folgada porque ainda não fui pra casa e “já é uma da manhã.”
Consigo ouvir barulhos que me soam até irritantes, mas que pelo simples prazer de ouvir, eu não desligo o implante, como por exemplo, o registro do chuveiro está quebrado, então por mais que feche, o chuveiro continua pingando. O som da água pingando é irritante, mas pelo simples prazer de ouvir, eu aturo o som.
Às vezes ainda durmo com ele ligado, por descuido ou por querer, minha vizinha tem um cachorro insuportavel que late demais, sabe há quanto tempo eu não conseguia ouvir o que se passava na rua? Tempo o suficiente pra adorar o cachorro chato latindo.
Mas nada se compara, ao prazer enorme de ouvir as vozes das pessoas que amo, algumas pessoas extremamente importantes na minha vida, só apareceram depois da surdez, eu não fazia ideia de como eram suas vozes, mas com o implante pude saber, e nada no mundo é tão valioso quanto isso.
Essas pequenas conquistas e descobertas, embora singelas e até bobas, representam muito pra mim. Representam a devolução de um sentido perdido, a devolução da minha audição. Antes do implante, a minha alma sedenta por sons, se sentia presa em um corpo surdo, agora não mais. Nunca, as palavras contidas em “Todo som é música” fizeram tanto sentido como agora.

Beijos a todos
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14
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários
Não é novidade pros meus leitores de longa data e amigos, que eu morei nos EUA por 6 anos, que foi onde eu perdi minha audição completamente. Como muitos sabem, eu tenho neuropatia, então a compreensão das falas e do som, mesmo quando ainda ouvia um pouco, era de uma qualidade absurdamente baixa.
Muitos me perguntam como fiz pra aprender inglês, em primeiro lugar, eu já tinha uma base de quando ouvia, mas era mais por conta de vídeo games, filmes e séries, na verdade, eu sabia um pouco de gramática e vocabulário, mas não falava porcaria alguma. Também fiz aulas particulares um tempo, mas depois fiquei mais de um ano parada sem estudar.
Quando cheguei nos EUA, minha audição já estava se deteriorando, fui pra escola e lá me mandaram pras salas de aula de ESL ( English as Second Language), os professores falavam inglês mais devagar, o que dava a chance de captar melhor a leitura labial, em 3 meses fui transferida para salas regulares, foi onde a tormenta começou.
Nas salas regulares, eu não conseguia entender muito bem, por causa da velocidade em que falavam, quando falei que tinha um pouco de dificuldade auditiva, me mandaram pra fazer exames no médico autorizado da escola, que disse que estava tudo bem…mas bom, na época eu ouvia, o problema era discriminar a fala e sons.
Inglês não é um idioma muito bem articulado, o que conta na língua inglesa, é o movimento da língua, não dos lábios…se alguém falar a palavra “Love” por exemplo, pode-se muito bem falar bem articulado pra Deus e o mundo compreender, ou pode nem mexer a boca direito, mas se o movimento da língua estiver certo, ela sai perfeita.
Foi com a ajuda de professores extremamente pacientes e prestativos, assim como excelentes amigos e vizinhos, que consegui superar os obstáculos e ir aprendendo. Todos articulavam bem pra que eu pudesse entender e captar como se falava a palavra, as vezes eu ficava repetindo até eles dizerem “pronuncia está perfeita.”
Mas a atenção deve ser dobrada, porque não vale apenas prestar atenção no movimento dos lábios, é preciso ficar atento ao movimento da língua. Se é fácil? Não, mas não é impossível. Eu sugiro aulas com professores particulares, porque assim fica mais fácil ele prestar atenção e ajudar com a pronuncia, numa sala com vários alunos fica difícil fazer isso.
“ Ah Diéfani, mas quero fazer em um escola porque recebe certificado.” Vá a uma escola então, mas converse com o professor e os colegas da sala de conversação, honestamente? Seria uma aventura até boa, pois assim você vai se acostumando com diferentes pessoas falando além do professor, e se acostuma também com os diferentes sotaques.
Para os surdos usuários de IC e próteses que ouvem legal, eu sugiro que assistam DVDs com legendas em inglês, isso ajuda MUITO.
Se alguém quiser perguntar algo mais especifico, só deixar comentário com email que respondo no comentário e no email depois.
Beijos a todos
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