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1 – Quando alguém lhe faz um elogio…

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“O seu cabelo fica sexy puxado para trás” 

Mas você entende algo completamente diferente.

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“O que você disse? Meu cabelo parece obra de Satanás?”

2- Quando alguém não faz uma pergunta…

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“Oh, eu te amo tanto” 

Mas você responde de qualquer jeito.

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“Não faço ideia”

3- Quando um amigo conta um segredo muito importante…

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 Tipo, MUITO importante

E fica claro para todo mundo que você não tem ideia do que te falaram.

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*Boiando totalmente*

4 – Quando alguém está fazendo muito barulho…

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E para você soa como se fosse o peidinho de um bebê.

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5 – Quando uma ambulância passa, seus amigos ficam tipo…

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E você pensa que é puro exagero deles.

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6 – No intervalo, quando seus amigos estão rindo feito loucos…

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E você perdeu tudo…

DE NOVO…

wtf

“O que está acontecendo?”

7 – Quando você está falando com um amigo mas não responde a tudo que estão te dizendo…

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“Qual é o seu problema?”

Mas você está prestando atenção.

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8 – Quando você está no telefone com alguém muito irritado…

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Mas para você eles parecem estar normais.

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9 – Quando alguém está falando algo em qualquer direção…

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Que não seja diretamente na direção do seu canal auditivo.

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10 – Quando alguém te conta seus mais obscuros segredos…

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“Eu não posso mais culpar ninguém. É por minha culpa, tudo por minha culpa”

E você não faz nem ideia de que perdeu o fio da meada.

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11 – Quando alguém pergunta se você consegue ouvi-lo…

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“Tu me compreendes?”

E você é sincero.

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“Não consigo”

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Como citei em um post anterior, fui testar o Roger Pen e acabou sendo amor à primeira ouvida e eu comprei um para mim. Há muito tempo eu queria comprar um acessório que me auxiliasse e embora eu ainda não tivese testado os sistemas FM, eu sabia do problema de interferências e ficava com pé atrás. Isso mudou quando conheci o Roger Pen, que funciona por meio de frequência digital.

O meu Roger chegou ponto antes do Carnaval, motivo pelo qual eu não tive o prazer de vir compartilhar minahs deliciosas experiências antes. Minhas aulas começaram dia 14/02 e na outra semana imendados tudo, portanto eu preferi postar após ter tido o prazer de testar com todos os professores.

rogermeu

Na segunda-feira testei o Roger em modo de conferência com meu professor de Banco de Dados, ele dá aula quase toda sentado, então não houve necessidade de pedir para ele colocar o Roger no pescoço como eu fiz com os outros. Consegui entender 100% da aula, mesmo quando eu estava distraída fazendo anotações no caderno (coisa que antes era impossível). As 4 aulas foram com o mesmo professores e tudo correu perfeitamente bem.

Terça-feira eu testei com dois professores diferentes, ambos colocaram o Roger no pescoço e mais uma vez pude acompanhar perfeitamente as aulas. O engraçado é que o laborátorio em que eu estava na terça, era perto do banheiro, quando eu precisava ir, sai da sala e continuava ouvindo o professor falando. Foi uma experiência um tanto diferente, nem mesmo um ouvinte sai da sala e continua ouvindo o professor.

Na quarta-feira o professor usou o Roger só para passar instruçõe e depois não precisou mais, ficamos fazendo trabalhos e estávamos em duas turms (3º e 4º anos), já as duas últimas aulas, embora eu não as tenha, pois são de matérias aproveitadas quando me transferi, eu frequentei, mas não pedi para a professora usar o Roger, essa semana irei pedir, pois as discussões em sala eram bastante interessantes, mas consegui acompanhar parcialmente, na hora nem me toquei apenas pensei “Vou ver a matéria pois gosta de interpretação e produção de textos, então se perder coisas não faz mal” mas descobri que ela levanta assuntos muito interessantes, a partir dessa semana usarei.

Na quinta-feira foi dia de usar com professores com quem já havia testado mas dessa vez em um laboratório ainda mais próximo do banheiro, então cada vez que eu saia, a aula continuada “ecoando” na minha cabeça. Isso é uma vantagem que não tenho desde quando possuia estenotipista nos EUA, pois quando eu saia da sala ela continua fazendo a transcrição da aula e depois eu podia reler tudo, a diferença é que agora saio e continuo ouvindo, sem perder nada, especialmente do professor de Grafos, ele fala baixo rs, nunca consegui entende-lo 100%.

Sexta-feira usei na aula de Cálculo Numérico II. Meu maior desafio sempre foram as aulas com turma Poli, pois essas aulas tem por volta de 5 ou 6 turmas diferentes, são mais de 100 alunos de diferentes áreas de exatas e é simplesmente um INFERNO conseguir ouvir o professor e compreender. Eu fiz o Ensino Médio nos EUA e minha base de matemática é bem ruim, então tenho bastante dificuldade, acho que agora com o Roger ficará mais fácil, a bagunça da turma continua, mas a voz do professor se sobressai. Já para a última aula, o professor me dá aula em outros dias, mas ele estava passando alguns videos e o Roger permitiu que o som do video não atrapalhasse o que ele falava.

Eu estou simplesmente morrendo de amores pelo Roger Pen, eu confesso, teve gente que teve problemas com ele, conexão caindo, mas comigo funcionou tudo perfeitamente bem. Não tenho do que reclamar, minha única decepção, é que essa tecnologia não estava disponível em 2012 quando decidi trocar de instituição, pois assim teria me salvado desde o início. Eu uso ele na TV também, mas sem o cabo, apenas coloco o microfone em modo de conferência e coloco ele do ladinho da TV. É uma maravilha.

Ele tem alguns contras como gastar bastante bateria do IC, especialmente se você NUNCA tirar o receptor, é importante que você retire os receptores quando não estiver usando o Roger, senão o gasto com baterias será muito alto. Ele precisa ser carregado todos os dias, pois a bateria dele dura por volta de 7 horas, para mim está perfeito e eu não me importo, mas tem gente que pode achar ruim se for comparar com sistemas FM e tem aquele probleminha da distância, ele funcionou bem quando eu estava no banheiro, com várias paredes entre microfone e receptores mas tem gente que diz que ele não pega mesmo próximo se houver uma barreira e que o limite é 10 metros no máximo, quanto à isso, entrei em contato com a Phonak e me esclareceram que basta levar lá para fazer um ajustes.

O Roger PEN é uma tecnologia nova, eu não tenho dúvida de que em breve teremos algo imensamente mais avançado mas na minha opinião valeu o investimento. Quando comprei, os leitores do Crônicas da Surdez estavam tendo 30% de desconto no Roger Pen, em tods as lojas Audium do Brasil e agora a promoção voltou, leitores do Crônicas terão 30% de desconto até o final de março. Vale MUITO pena.

Quero apenas fazer uma observação, alguns processadores de fala não são compatíveis com a tecnologia Roger Pen, PORTANTO, antes de compra o seu e depois ir dar dor de cabeça para o pessoal reclamando e pedindo reembolso, MARQUE UM TESTE, o teste é de graça e 100% livre de compromisso, você não precisa comprar só porque testou.

Agora quero fazer outras observações referentes ao Roger, pois muita gente anda com preguiça de ler o manual de instruções.

1 – O Bluetooth não serve para ouvir música, ele serve somente para realizar/atender chamadas telefônicas, se quiser ouvir música, basta conectar no Roger e no dispositivo de audio, aquele cabo de aúdio que vem no Kit, com o cabo dá para ouvir música no iPod, no computador, no smartphone e até ouvir o audio da TV (nesse caso só você ouve, bloqueando o som para o resto da família).

2 – O microfone possui 3 modos (por ordem em que acontecem) : O de apontar (você liga ele, sincroniza e basta apontar para quem ou o que quer ouvir e pronto) e quando ele está ativado, a luz lilás do microfone piscará UMA VEZ (com intervalos). O modo de conferência é para quando você quer ouvir várias pessoas ao mesmo tempo OU alguém que não vai sair de onde está, para ativa-lo, basta apertar o botão com o símbolo do microfone apenas UMA vez e rápido, a luz lilás piscará DUAS VEZES indicando que esse modo está ativo ai basta deixar em cima da mesa e pronto. Caso o som ambiente esteja muito alto e atrapalhando, basta colocar no modo microfone, para usar ele, basta você apertar o botão do microfone uma vez e rápido e a luz lilás piscará TRÊS VEZES indicando que está ativo, ai basta colocar ele preso naquele cordãozinho ou na lapela do locutor. É importante que ele esteja a mais ou menos 20 cm de distância da boca para não ficar cortando o som.

3 – Luz lilás ligada direto sem piscar, indica microfone MUDO. Luz verde indica dispositivo com bateria carregada, laranja indica mais ou menos carregada e vermelha descarregada.

4 – É importante que o microfone nunca esteja obstruído para não haver microfonia OU o usuário não ficar sem ouvir.

5 – Se usá-lo com telefone via bluetooth, não atenda o telefone DIRETAMENTE NO APARELHO, aperte o botão dom o simbolo de um telefone para atende-lo, senão você atenderá direto pelo celular e não pelo Roger.

6 – Deixem de preguiça, leiam o manual e perguntem TUDO para a profissional durante o teste.

7 – A bateria dele carrega surpreendentemente rápido, no máximo 1:30 hora para carga completa via USB no computador.

O Roger Pen é uma tecnologia nova e ainda é bastante cara, mas as lojas Audium possuem vários métodos de pagamento e parcelamento que ACREDITO caberem em quase todos os bolsos. Vale a pena testar, vale mais a pena ainda o investimento e mais uma coisa, o Roger Pen não funciona somente com implantes cocleares, ele funciona também com AASI e outras próteses que possuem entrada para FM mas como eu disse anteriormente, nem todos são compatíveis, por isso é muito importante que você antes marque testes.

Queria agradecer especialmente a Bianca Silva e Camila Barata que além de amigas queridas da Audium de Ribeirão Preto, me apresentaram o Roger, me tiraram todas as dúvidas no dia do teste e até mesmo depois, a Roberta também da Audium de Ribeirão Preto que foi quem me entregou o Roger e me tirou muitas 0utras dúvidas e a Marília Botelho que SEMPRE me atualiza das tecnologias e novidades que vão surgindo. Vocês são nota 10!!!!

E em suma o Roger é PERFEITO!!!!!!

Beijos a todos!

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Os leitores mais atentos devem ter notado que eu fiz uma ligeira mudança na imagem do cabeçalho. Troquei imagens, tirei o velho coração formado por um aparelho auditivo e um implante coclear e troquei por um formado com meus dois implantes cocleares que ao invés de ficarem no canto, ficam no centro da imagem. Porque é ali o lugar que ele deve ficar. E devem ter notado que eu adicionei um elefantinho ali. Poucos sabem, mas ele é o mascotinho da Med-EL, marca dos meus implantes.

A Med-EL o chama de Med-Elephant, mas o meu, coloquei o nome de Dumbo. Ai vão pensar “nossa, que cliché, todo mundo pensaria nesse nome logo de cara para dar a um elefante”. A questão é que eu escolhi o nome não porque o Dumbo (do desenho) é também um elefante, mas pela história do personagem.

O desenho é sobre um filhote de elefante que desde o moment0 que foi entregue pela cegonha para a sua mãe, foi ridicularizado e zombado por ter orelhas muito grandes. A Sra. Jumbo, mãe de Dumbo, o defende com unhas e dentes a ponto de ser confinada por seu comportamento agressivo. O pequeno Dumbo tem como amigo, apenas o ratinho Timoteo, que decide fazer de Dumbo uma estrela de circo. Dumbo tem problemas com suas grandes orelhas e acaba sendo “rebaixado” ao cargo de palhaço, e fica ainda mais triste do que já era.

Depois de uma visita a sua mãe enjaulada e uma bebedeira acidental, Dumbo e Timoteo acordam em cima de uma árvore e Timoteo chega a conclusão de que Dumbo voou até ali com suas orelhas e junto de um bando de corvos, o ratinho se determina a ensinar Dumbo a voar. Eles dão a Dumbo uma “pena mágica” e quando o pequeno elefante consegue voar, isso melhora muito a sua auto estima.

De volta ao circo, Dumbo precisa fazer o seu número que é pular de uma plataforma muito alta e ao pular, ele perde sua “pena mágica” e entra em pânico. Timoteo diz a ele que a pena nunca foi mágica, que ele é que era capaz de voar. Pouco antes de atingir o chão, Dumbo consegue alçar voo, esfregando na cara daqueles que o atormentaram, o quanto ele com sua diferença, que era motivo de risos, era maravilhoso e capaz de tudo e muito mais. Depois disso, Dumbo ganha um grande espaço na mídia. Timoteo se torna o seu empresário e Dumbo e sua mãe ganham um vagão particular no trem do circo.

Quantas vezes não tentamos esconder nossa deficiência auditiva ou enfrentamos calados e com coração pesado o preconceito alheio? Por esse motivo, me sinto próxima do personagem e dei ao meu elefantinho o nome de Dumbo, que aliás é bi-implantado como eu!!!!

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Desculpe pelo sumiço, eu ando sumida por falta de novidades, de paciência e de outros fatores, mas resolvi das o ar da graça hoje por um bom motivo e com boas novidades em relação ao IC.

O filme O Rei Leão, foi o segundo filme que vi no cinema. O primeiro foi Jurassic Park em 1993 e esse o segundo em 1994, eu era muito pequena, claro, mas me lembro bem. Fomos eu, minha mãe, minha prima Estenifer e minha tia Lidiana. Lembro da minha mãe chorando ao ver a morte de Mufasa e outras partes. Lembro de que durante a infância revi o filme algumas vezes e depois que perdi audição nunca mais assisti, mesmo depois do IC.
Ontem (27/07/214) fui à São Paulo assistir o musical O Rei Leão e devo confessar, o espetáculo foi perfeito e emocionante do começo ao fim. Sentei na primeira fileira e isso me permitiu ter também, uma excelente experiência visual. Foi simplesmente fantástico. O espetáculo abre com Rafiki (um babuíno) no palco e personagens (animais) vindos de todas as partes do teatro (meio da platéia, camarotes, portas dos fundos) e subindo no palco. Tudo perfeitamente sincronizado com as poderosas vozes do elenco e uma orquestra maravilhosa regida por Vânia Pajares (que dá um espetáculo a parte).

 

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O espetáculo segue sem que eu encontre um defeito sequer. A trilha sonora é maravilhosa, os componentes visuais são impecáveis. Eu confesso que achei que seria impossível trazerem a Broadway ao Brasil, mas tive a prova que não só é possível, como o fizeram. Quando eu comprei o ticket, quis pegar lugar na primeira fileira porque pensei “se eu não ouvir bem por causa dos auto falantes, conseguirei ouvir os atores e de pertinho também consigo enxergar direito todos os componentes visuais.” Para a minha surpresa, não precisei me preocupar com o primeiro motivo, pois consegui ouvir tudo com perfeição mesmo quando desviava o olhar do personagem ou quando o personagem estava ao fundo do palco, mas valeu a pena conseguir ver os detalhes dos componentes visuais.
Se eu posso descrever a emoção que senti? Não, só as lágrimas derramadas conseguem, mas foi mágico e me trouxe em carne em osso as boas lembranças da infância. Eu acho que iria mais 10 vezes se pudesse, mas uma coisa é fato, combinei com minha mãe que na minha próxima visita aos EUA, eu e ela iremos à NY assistir o musical na Broadway.
Toda essa emoção estaria incompleta se não fosse pelos meus implantes cocleares, pois ver o espetáculo sem ser capaz de ouvir, deixaria tudo incompleto. Eu não ouço TUDO, muitas vezes as pessoas precisam repetir algo pra mim, mas melhoro a cada dia que passa e nunca paro de me encantar e me emocionar com o mundo dos sons.

Rafiki na abertura e música O Ciclo da Vida

Rafiki na abertura com a música O Ciclo da Vida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apresentação de Simba aos súditos do rei Mufasa.

Apresentação de Simba aos súditos do rei Mufasa.

O vilão Scar e seu irmão, o rei Mufasa.

O vilão Scar e seu irmão, o rei Mufasa.

Mufasa e o pequeno Simba

Mufasa e o pequeno Simba

 

Simba Adulto

Simba Adulto

Elenco no final do espetáculo. Única foto tirada por mim, pois durante é proibido.

Elenco no final do espetáculo. Única foto tirada por mim, pois durante é proibido.

 

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

Pessoas, eu sumi, mas é que por aqui anda tudo muito corrido e eu até tenho assunto, mas falta um pouco de tempo. Depois de passar alguns dias nos EUA, voltei com aquela sensação de sempre: “ONDE DIABOS ESTÁ A ACESSIBILIDADE PARA SURDOS NO BRASIL?”

Deve estar escondida em algum buraco, alguma gaveta de parlamentar, porque não é possível. Quando comparado com os EUA, o Brasil parece um “bichinho estranho e gosmento” nesse quesito. A acessibilidade está lá pra todos. Os museus possuem cadeiras de rodas, elevadores, rampas. Só fica em casa quem quer.

O fantástico mesmo pra mim é a acessibilidade para surdos e olha que eu nem uso nada quando vou lá. Dessa vez só fiz uso das cadeiras nos museus, mas onde eu procurei, tinha acessibilidade para surdos. No cinema, todos os filmes e horários possuíam closed caption, bastava pedir ao atendente. Show da Broadway? Eu queria ver O Rei Leão (acabei não indo) e fui checar se tinha algo pra mim, porque eu tinha medo de perder alguma parte ou fala interessante já que estaria sentada mais pro fundo porque é mais barato. Bom, tinha closed caption. ONDE tem closed caption em um musical no Brasil? Se souberem me digam, porque eu preciso ver pra crer. TV? No Brasil estão dublando tudo enquanto nos EUA é obrigatório.

Nos museus eles tem  cinema 4D, algumas exibições especiais com video ou palestras e tudo tem closed caption, basta fazer a solicitação. Os trens e metrôs tem um sinal luminoso que diz “This station X”, “Next station Y”. Os aeroportos tem telão pra todo lado informando portões, mudanças de portões, atrasos e coisas do tipo.

Sério, é tão dificil dar acessibilidade para quem precisa? Gente, não custa caro. Se falarem que sai caro é mentira. Eu falo com conhecimento de causa, que colocar closed caption e legendas em filmes e afins, sai infinitamente mais barato do que pagar dubladores e demora 1/4 do tempo ou menos. Isso é descaso e preguiça dos governantes.

Enfim “respira fundo”, eu espero viver pra ver o Brasil acessível, mas gente, às vezes parece que a semente plantada não vai brotar nunca. Enquanto isso, continuo levantando a bandeira e mostrando o que tem lá fora, pra ver se ajuda. Segue pra vocês imagens de como são os aparelhos de closed caption em cinemas e teatros.

 

 

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Beijos a todos

🙂

 

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 11 comentários

Eu ando meio sumida ultimamente, muita coisa tem acontecido e eu tenho assunto pra pelo menos mais 3 posts aqui no blog, mas no momento gostaria de tratar de um assunto que muitos desconhecem, muitos sentem na pele e outros fingem não ver: O PRECONCEITO COM SURDOS.

A ideia surgiu a partir de uma postagem de um primo meu no facebook. A postagem em questão era uma entrevista com Antonio Fagundes, falando sobre seu personagem homofobico na novela Amor à Vida na qual seu personagem tem um filho gay e a ultima pergunta que fizeram foi sobre a peça que ele está ensaiando e onde contracenará com seu filho. A resposta foi “É sobre uma família disfuncional, formada por pai, mãe e três filhos. E um dos filhos é surdo. Mas ele é criado como se não fosse. Eles o ensinam a falar e a ler lábios. Tudo corre bem até que ele conhece um garota, que também está ficando, por quem ele se apaixona. O problema é que ela está aprendendo a linguagem dos sinais e ensina pra ele. Isso causa um alvoroço na família. Agora, troque filho surdo por filho gay. Não parece a mesma discussão da novela? Estreia de 14 de setembro, no Tuca, em São Paulo. Meu filho, o Bruno Fagundes, faz o surdo.”

Esse primo meu, que é gay, ativista e militante da causa homossexual comentou o seguinte ao compartilhar o link não, não é o mesmo “problema” entre o preconceito contra o surdo e o preconceito contra o homossexual, mesmo porque ninguém apanha na rua por ser surdo, nenhum pai deserda um filho por ser surdo.”

Minha primeira reação foi primitiva, fiquei brava, como ele poderia falar algo sem conhecer? Minha segunda reação foi comentar calmamente sobre discordar e o motivo de eu discordar. Minha terceira reação foi pensar e depois repensar e escrever no blog sobre o assunto.

Caros leitores, embora muitos desconheçam histórias e até pensem “mas quem vai fazer algo assim com um surdo ou um deficiente, coitadinhos” quem vive cercado por surdos sabe que o buraco é bem mais embaixo e o problema pode sim ser considerado o mesmo. “Ah Diéfani, para de querer causar polêmica e de querer fazer os surdos de coitados.” Não, eu não estou exagerando.

Homossexuais apanham na rua, na escola, são alvos de chacota, são expulsos de casa pelos pais, são abusados sexualmente, são deserdados pela família, são humilhados, são proibidos de demonstrarem afeto em publico, em muitos lugares são proibidos de casar e muitos pais dizem que preferiam filho ladrão, bandido do que gay. “Tá a gente sabe tudo isso, mas como você ainda pode falar algo assim sobre os surdos?” amigos, os homossexuais, tem VOZ, tem espaço na mídia e não só tem muitos direitos, como são vistos pelo mundo e os surdos?

Conheci surdos usuários de LIBRAS, surdos oralizados e surdos bilíngues e vocês ficariam horrorizados com a quantidade deles, homens e mulheres que foram abusados sexualmente pelos pais ou algum cretino oportunista. Na maioria das vezes o que eles ouviram de quando eram crianças até o começo da adolescência foi “Isso vai te ajudar” e a criança sem entender o que acontecia nunca falava nada, mas mesmo depois de entenderem, aprenderam apenas a evitar, porque ao tentar contar achavam que estavam mentindo porque “quem faria isso com uma criança que nem pode ouvir?”

Na escola e nas ruas não é diferente, são apontados, são alvo de bullying e piadinhas cruéis. Conheci incontáveis surdos que disseram que apanhavam na rua pelo simples fato de serem surdos, eram agredidos porque eram “aberrações” e alvos fáceis. Há surdos que ficam na casa dos pais apenas até os 18 anos porque a lei obriga, mas com 18 anos os filhos são EXPULSOS de casa e a família nunca mais quer saber, se está morto ou se está vivo “não é problema deles.”

Muitas crianças surdas são criadas sem aprender nenhuma forma de comunicação, cresce com os pais que são dois estranhos com quem mal conseguem se comunicar e o contato com o mundo exterior é ZERO, se ela for inserida na sociedade ela não vai conseguir nem dar oi pra uma pessoa. Muitos desses são mais tarde “salvos” por alguém, que com muita paciência os levam pra escolas de surdos, onde se alfabetizam e aprender a se comunicar, mas é assustadora a quantidade de surdos que ficam pra trás.

Para uma criança nascida em família ouvinte, antigamente muitas vezes eram trancados em hospitais psiquiátricos até o fim da vida, mas existe os casos das famílias que levam a criança em uma fono para falarem, usarem aparelhos auditivos, fazem implantes cocleares, ensinam a ler lábios mas se o filho acaba se interessando pelo “mundo” surdo e quer ter amigos surdos, aprender LIBRAS e coisas desse tipo, é como se estivessem assassinando alguém. A família não aceita, acha errado e quer que o filho viva uma vida “normal” com gente “normal”.

Por outro lado, há as crianças surdas que nascem em famílias surdas e são deserdadas, humilhadas pela família e comunidade surda em que vivem, quando querem aprender a falar ou até usar um implante coclear. Para a família não existe coisa pior, eles dizem que se sentem rejeitados pelo membro da família que quer “ser ouvinte” e dizem coisas como “ele vai ser uma aberração, não vai ser surdo e nem ouvinte, ninguém vai aceita-lo é melhor que morresse.”

Há ainda os casos de preconceito de Surdos usuários de LIBRAS contra os Surdos usuários da Língua Portuguesa. Em fóruns de discussão já vi Surdos sinalizantes desejarem a morte para a filha de uma amiga minha, que é surda oralizada e falarem que surdos oralizados são potenciais suicidas.

Fora aqueles probleminhas HUMILHANTES que acontecem com praticamente todos no dia-a-dia. Tem que pegar senha mas não dá pra ouvir chamar e não tem monitor, tem que resolver algo pelo SAC de uma empresa mas não pode ser outra pessoa, não pode ser numa loja física da empresa e nem por e-mail ou chat, TEM QUE SER POR TELEFONE. Vai estudar e às vezes acontece de alguém dizer “seu lugar não é aqui, deveria ir pra escola especial”, precisa pedir acompanhante em um aeroporto porque não ouve os auto falantes e não dá pra se virar completamente sozinho. Tem que quase ajoelhar na frente de um professor e implorar pra que ele explique a matéria virado pra frente pra que possa ler os lábios. Acabar não indo a certos lugares como teatro, cinema porque não tem legenda e interprete de LIBRAS. Mercado de trabalho? Até por cota é difícil conseguir um emprego, na maioria dos lugares eles aceitam deficientes físicos, visuais, mas surdos não, porque a surdez “atrapalha a comunicação”. Um a amiga uma vez disse que estava com o marido na feira e falavam sem som, já que ele apesar de ouvinte aprendeu a ler lábios e uma senhora perguntou o motivo para aquilo e ele explicou que a minha amiga é surda e a mulher “Ah que bom que você trouxe ela pra dar uma voltinha” como se a minha amiga fosse um cachorro ou uma inutil. Outros ainda ficam horrorizados ao saber que podemos dirigir porque somos “perigosos” por não ouvir sirenes e buzinas.

E quem fala por todos esses que sofrem discriminação? Ninguém. Quando aparecem na mídia falando de direitos e acessibilidade para surdos o que já é raro, é focado pros surdos usuários de LIBRAS e o resto fica de fora. O fato é que num geral, somos invisíveis pra sociedade. Não temos assim como homossexuais, boates, bares, restaurantes, hotéis e outras coisas que são focadas naquele grupo e seus simpatizantes. Mal há escolas especiais (que alguns preferem), algumas escolas se recusam a aceitar um aluno por ele ser surdo. É como se por sermos surdos, deveríamos ficar enfiados em casa.

Para um gay, a opção de dizer “Eu sou gay” existe, mas para um surdo não, se um surdo quer ter uma boa comunicação com todos ao seu redor, precisa sempre avisar e falar “Eu sou surdo” ao que quase instantaneamente se ouve depois “mas tão bonita” ou “nossa que dó” entre outros absurdos. Isso quando não acham que é contagioso e tiram seus filhos de perto (sim em pleno século XXI isso ainda existe). Ai dizem “Ah mas na maioria dos lugares gays não podem casar” bom sabiam que até pouco atrás em muitos países, casamentos entre surdos era proibido, assim como casamento inter racial e que isso só mudou porque nem sei quem, viu que era ridículo demais, ainda mais vendo o fato de que muitos surdos passavam a vida inteira tendo contato unica e exclusivamente com surdos sem nunca terem conversado ou interagido de verdade com um ouvinte?

Estamos há anos tentando conquistar um direito MINIMO de ter closed caption ou legendas em programas de TV, cinemas, teatros, mesmo quando for algo dublado ou nacional e nem isso conseguimos. E o motivo? Como eu disse, somos invisíveis. Só pra deixar claro, deficientes num geral são invisíveis e às vezes ser invisível cansa e muitas vezes leva a querer desistir de tudo, inclusive da própria vida. Enquanto isso, gays conquistaram espaços exclusivos pra eles, casamento tá sendo legalizado, entre muitas outras coisas.

Tudo isso me fez lembrar uma frase do filme Filadélfia, com Tom Hanks “O Ato Federal de Reabilitação Vocacional de 1973 proíbe discriminação contra pessoas deficientes e com qualificação capazes de executar as tarefas exigidas pelo seu emprego. Apesar da lei não se referir diretamente à discriminação relacionada ao HIV e à AIDS, decisões subsequentes sustentaram que a AIDS é considerada como deficiência dentro da lei, não apenas por causa das limitações físicas que impõe, mas porque o preconceito que a envolve causa uma morte social que precede a morte física. Esta é a essência da discriminação: formular opiniões sobre outros, baseadas não em seus méritos individuais, mas em sua afiliação a um grupo com supostas características.”

As palavras desse projeto de Lei são diferentes, essa frase tem o intuito de explicar de uma forma que possa ser compreendido, e o foco do filme era AIDS, mas a parte da morte social que precede a morte física está lá mesmo antes da AIDS ter sido introduzida como uma deficiência perante a lei. Refletindo, morte social é um termo extremamente pesado, mas o preconceito em relação às pessoas com deficiência e isso inclui os surdos causa uma morte social e o que pode ser pior do que estar vivo, mas morto pra sociedade?

Esse post teve o intuito de única e simplesmente dizer que ninguém deve falar daquilo que não sabe, daquilo que não conhece e de meios em que não vive, a grama do vizinho sempre parece mais verde e os nossos problemas sempre nos parecem piores. E como eu disse, ser invisível às vezes cansa, queremos ser vistos, mais do que vistos, queremos ser ouvidos e sermos vivos aos olhos da sociedade.

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Queria compartilhar uma coisa com vocês (não é pra ninguém sentir dózinha e nem peninha). A ideia do post foi depois de eu comentar em um post do facebook da Lak Lobato (Sim a dona do Desculpe Não Ouvi) Aos 14 anos eu comecei a perder a audição e fiquei completamente surda aos 18. A ultima vez que falei ao telefone foi exatamente no meu aniversário de 18 anos e a ultima pessoa com quem falei foi a minha tia Rita. Nessa época descobri que havia o implante coclear, que poderia me fazer ouvir novamente, mas bom eu queria esperar e ver se era o caso mesmo. Usei aparelhos auditivos e o ganho com eles era zero. Em 2009 aos 20 anos, decidi que voltaria ao Brasil para fazer aqui o implante coclear, pelo SUS e com um médico muito competente.
Em janeiro de 2010 deu-se inicio à uma saga que ainda não terminou e eu honestamente não sei quando termina. Eu iria fazer o implante coclear, mas a questão era “de onde veio a surdez?”. Em outubro de 2010 recebi o primeiro IC e foi um sucesso, mas também foi nesse mês que deu inicio à uma investigação genetica para saber a causa da surdez. Nesse processo de investigação genetica, foi descoberto que o problema “era um pouco mais embaixo”. O problema era no sistema nervoso central, mas o que? Bom estou desde então alternando entre médico particular em São Paulo e o HC…dizem que a possibilidade devido aos sintomas fisicos que incluem mobilidade reduzida, falta de equilibrio, falta de coordenação motora, reflexos abolidos, surdez e etc e aos resultados de exames, pode ser uma doença genetica rarissima (em 100 anos ouviu-se falar de pouco menos de 100 casos) chamada Sindrome de Brown Vialetto Van Laere.
Bom ano passado fiz o segundo implante coclear, também em outubro e também foi um sucesso. Uso o telefone (não sem alguma dificuldade, mas uso) consigo ver TV sem legenda ou closed caption, consigo ouvir musicas, enfim tirando o fato de que preciso dele pra ouvir, estou feliz e plena. Claro que nem sempre fui tão positiva, mas isso ai não importa, todo mundo quando descobre que está com algum problema de saude mais sério passa pelas fases do luto.
Bom, minha saga ainda não terminou, estou fazendo meus tratamentos, mas ainda não tem um diagnostico fechado, só precisei compartilhar um pouco disso tudo com vocês porque eu estava ouvindo a música Aquarela, do Toquinho. Sim, aquela música da propaganda da Faber Castell, e poder ouvir essa música novamente, depois de tantos anos e depois de ter passado por tanta coisa (inclusive a perda do meu avô no começo do ano, que agradeço imensamente pelo apoio dos amigos) faz TANTO sentido. Eu sempre amei a música, mas é só agora depois de um LONGO e arduo caminho que as palavras “E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar. Não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar, sem pedir licença muda a nossa vida e depois convida a rir ou chorar…” fazem TANTO sentido e estão carregadas de tanto significado. É uma música linda, simples, mas que me toca na alma e me convida a chorar.

Claro que eu não sei o que o futuro me reserva, mas uma coisa é fato, com o apoio da minha familia, dos meus amigos, dos amigos surdos que me apoiam demais e da pessoa que amo, tem tudo ficado imensamente mais facil e leve. E eu agradeço à Deus, todos os dias por tê-los em minha vida. Bom segue a música.

 

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Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

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Helen Adams Keller (Tuscumbia27 de junho de 1880 —Westport1 de junho de 1968) foi uma escritora, conferencista e ativista social estadunidense. Tornou-se uma célebre escritora, filosofa e conferencista, uma personagem famosa pelo extenso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas com deficiência.

Biografia

Filha do capitão Arthur H. Keller e de Kate Adams Keller, que eram de famílias respeitadas e tradicionais na região.Nascida no Alabama, foi dos maiores exemplos de que as deficiências sensoriais não são obstáculos para se obter sucesso. Helen Keller foi uma extraordinária mulher, triplamente deficiente, que ficou cega e surda e consequentemente muda desde tenra idade, devido a uma doença diagnosticada na época como febre cerebral (hoje acredita-se que tenha sido escarlatina). Através do contato que teve com Martha Washington a filha de seis anos da cozinheira, ela desenvolveu uma linguagem de sinais própria, qual a qual se comunicava com a família. Helen dizia que Martha fazia tudo que ela pedisse e raramente dizia não, e que isso era extremamente prazeroso para ela que tinha gênio forte.

Os pais de Helen após ouvirem falar do sucesso na educação de Laura Bridgman (cega e surda), a levaram até o Dr. J. Julian Chisolm,  especialista em olhos, nariz, ouvidos e garganta e nada podendo fazer, o médico lhes encaminhou para Alexander Graham Bell que na época trabalhava com crianças surdas. Bell aconselhou que eles entrassem em contato com o Instituto Perkins Para Cegos, que era a mesma escola aonde Bridgman foi educada. Michael Anaganos, diretor do instituto, pediu a uma antiga estudante, Anne Sullivan que contava com então 20 anos e era deficiente visual (ainda enxergava um pouco) para que fosse tutora de Helen Keller. Era então o começo de uma relação que durou 49 anos.

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Helen Keller e Anne Sullivan.

 Anne chegou na casa dos Keller em março de 1887 e imediatamente começou a ensinar Helen. A primeira palavra sinalizada e soletrada em sua mão foi doll ( boneca) para mostrar a boneca que ela havia levado de presente para Helen. O grande avanço na comunicação de Helen Keller foi em Abril daquele mesmo ano, quando ela notou que aqueles movimentos feitos por sua professora na palma de sua mão enquanto deixava escorrer água fria em sua outra mão, simbolizavam a ideia de água.  Ela então quase exauriu Anne Sullivan correndo e pedindo o nome de todos os objetos familiares de seu mundo. A história do encontro entre as duas é contada na peça The Miracle Worker, de William Gibson, que virou o filme O Milagre de Anne Sullivan, em 1962, dirigido por Arthur Penn (em Portugal, O Milagre de Helen Keller).

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Cena do filme The Miracle Worker quando Helen percebeu que aqueles sinais

simbolizavam coisas e palavras.

Sullivan ensinou a Helen o metodo de comunicação chamado de Tadoma, em que a pessoa toca os labios e garganta de outras pessoas enquanto eles conversam, combinado com soletrar ( em alfabeto de linguagem dos sinais)  na palma da mão da criança as palavras. Mais tarde, Helen aprendeu Braile e com ele aprendeu não somente a ler em Ingles, mas também em Alemão, Latim, Grego e Francês.

Em maio de 1888, foi estudar no Instituto Perkins. Em 1894, ela e Anne se mudaram para Nova York para que ela estudasse no Wright-Humason e Horace Mann, ambas escolas para surdos. Em 1890 após saber sobe Ragnhild Kaata uma surda-cega que aprendera a falar, Keller também quis aprender. Na primavera de 1890 teve aulas com Mrs Fuller que através das vibrações da garganta e movimentos da boca e língua, ensinou Helen a falar. Helen ficou contente que com o tempo todos passaram a entende-la e principalmente de como era mais fácil falar do que soletrar as palavras em linguagem dos sinais. Em 1896 retornaram para Massachusetts e Keller ingressou em Cambridge Para Jovens Senhoritas e permaneceu por lá até ser admitida em Radcliffe College em 1900. Seu admirador, Mark Twain a apresentou para Henry Huttleston Rogers, um magnata do óleo, que com sua esposa, pagou pela educação de Helen. Em 1904 graduou-se bacharel em filosofia pelo Radcliffe College, tornando-se aos 24 anos se tornou a primeira mulher surda- cega a ter um diploma de bacharel em artes, a instituição a agraciou com o prêmio Destaque ao Aluno, no aniversário de cinquenta anos de sua formatura. Falava os idiomas francês, latim e alemão.

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Foto de sua graduação

Ao longo da vida foi agraciada com títulos e diplomas honorários de diversas instituições, como a universidade deHarvard e universidades da Escócia, Alemanha, Índia eÁfrica do Sul. Em 1952 foi nomeada Cavaleiro da Legião de Honra da França. Foi condecorada com a Ordem do Cruzeiro do Sul, no Brasil, com a do Tesouro Sagrado, no Japão, dentre outras. Foi membro honorário de várias sociedades científicas e organizações filantrópicas nos cinco continentes.

Anne continuou como sua companheira, se casou em 1905 com John Macy e sua saúde começou a definhar em 1914. Polly Thompson foi contratada para cuidar da casa. Era uma jovem mulher Escocesa e não tinha experiencia com cegos ou surdos. Ela fez grande progresso, passando mais tarde ao cargo de secretaria e consequentemente se tornou companheira constante de Helen. Depois que Anne morreu em 1936, Keller e Thompson se mudaram para Connecticut. Elas viajaram ao redor do mundo levantando fundos para dos cegos. Thompson teve um enfarte em 1957, mas nunca se recuperou completamente vindo a falecer em 1960. Winnie Corbally, que foi a enfermeira contratada para cuidar de Thompson, acabou ficando depois de sua morte e se tornou companheira de Helen até o fim de sua vida.

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Keller e Polly Thompson.

Em 1961 Keller teve vários enfartes, e passou o resto de seus anos em sua casa. Em 14 de Setembro de 1964, o presidente Lyndon B. Johson a agraciou com a Medalha Pesidencial da Liberdade, uma das duas maiores honras para um cidadão dos Estados Unidos. Em 1965 ela foi eleita ao Women’s Hall of Fame ( Corredor da Fama Feminino) na Feira Mundial de Nova York. Ela morreu enquanto dormia em 1 de Junho de 1968 em sua casa. Foi feito uma homenagem a ela na Catedral Nacional em Washington D.C e suas cinzas foram colocadas ao lado de suas constantes companheiras Anne Sullivan e Polly Thompson.

 

 Beijos a todos 🙂

 

Ps: Em breve mais pessoas surdas famosas.

 

03
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 3 comentários

Gente, no dia que embarquei pros EUA, um surdo vendendo chaveiros com aqueles papeizinhos “sou surdo me ajude comprando esse chaveiro por dois reais” apareceu, eu não comprei, mas comentei com minha tia que às vezes compro, porque ser surdo no mercado de trabalho é complicado, pra achar algo é uma labuta, mas que também não confiava em todos que apareciam vendendo essas coisas e acabei citando esse video:

Que é uma surda tentando conseguir um emprego numa cafeteria, mas não consegue por causa da surdez. O cara alega várias coisas e muitos clientes se revoltam saindo da cafeteria ou defendendo a moça. Entretanto, aparece uma falando que pessoas com deficiência tem mais direitos do que qualquer um, e que se ele não aceitasse a aplicação de trabalho dela, poderia ser processado e então a mulher diz “aceite a aplicação, só não ligue depois.” No fim ele passa a aceitar a aplicação e finge que vai ligar.

Uma amiga minha viu o video e ficou revoltada dizendo “Deve ser isso que fazem quando você manda o seu curriculo, isso é ridiculo e ultrajante.”

Pois bem, comentei tudo isso com minha tia e ela disse o seguinte “Às vezes acho que não é nem preconceito, mas desespero, na verdade dá uma certa angustia falar com um surdo, especialmente se ele não foi oralizado ou não usar protese auditiva, porque ai você vai ter a certeza de que a comunicação vai ser dificil e limitada. Você mesma antes do implante, a gente te falava as coisas e se você não dissesse nada a gente ficava naquela coisa de “ai será q ela entendeu?”, porque quando a gente conversa com um cego, ele não está vendo você, mas ele te entende, se comunica, não existem barreiras pra isso, com um surdo não acontee o mesmo, é angustiante não saber se a pessoa tá balançando a cabeça porque entendeu ou se é porque não entendeu e não quer perguntar de novo, ou ver a pessoa sinalizar sem você entender nada. Acredito que no final, pra se livrarem dessa barreira, eles pulam fora e descartam logo quem tiver surdez.”

Pois bem, eu nunca havia pensado dessa forma, que talvez não seja sempre somente por preconceito ou falta de informação, mas angustia pela dificuldade ou limitação na hora de se comunicar. Porque a gente sempre pensa na NOSSA  angustia de não entender os outros, na nossa agonia de querer se comunicar direito sem às vezes conseguir, mas nunca pensei que no lado de lá isso também rolasse. Vivendo e aprendendo.

Beijos a todos 🙂

09
Publicado por Diéfani Favareto Piovezan | 0 comentários

Pessoal em 2000 foi lançado um documentário (filmado em 1999), chamado Som e Fúria, que relatava parte da vida da família Artinian. O casal Peter e Nita Artinian são surdos e todos seus filhos também são surds. A mais velha, Heather Artinian, diz que gostaria de fazer implante coclear. No vídeo ela diz que gostaria dele porque gostaria de ouvir um acidente de carro, televisão, pessoas falando, alarmes, buzinas entre outros.

A família após muito pesquisar, e conhecer algumas famílias com crianças implantadas, optam por não implatarem a sua filha. O que aconteceu, foi que os pais de Heather, conheceram uma família de ouvintes com filha surda, a menina, ainda muito pequena, tinha implante coclear e não sabia língua de sinais. Nem ao menos sabia o que era língua de sinais, e Nita, mãe de Heather, se sentiu ultrajada por isso, dando inicio a uma briga homérica na família por causa disso. Pois os avós de Heather eram a favor do implante.

Nesse meio, há também o irmão de Peter, que tem um filho surdo e opta por implantar o filho, todos da comunidade surda acham um absurdo, criticam, falam mal, dizem “viva a cultura surda” ou “a cultura surda existirá para sempre”. O bebê é implantado e mais tarde ativado e percebe-se a emoção dos pais no vídeo. O documentário termina e Heather então com 5 anos, não é implantada. Segue abaixo um pedaço do primeiro documentário com legenda.

Então, 6 anos depois o diretor procura a família novamente, e faz Som e Fúria – 6 Anos Depois. Mostra Heather, então com 12 anos Implantada. Os pais decidiram que ela faria o implante quando ela estava com 9 anos. Aos 12, Heather já ouvia e falava muito bem. Qual não foi a surpresa, quando vi que todos os irmãos e primos surdos de Heather também estavam implantados, e quase entrei em choque, quando vi que a mãe dela, que estava totalmente contra o IC e ultrajada por outra criança não conhecer a cultura surda, também havia se submetido ao implante.

Heather é uma menina muito falante, com vários amigos, frequenta escola comum, aonde ela era a única aluna surda, participa de esportes, faz tudo normalmente e com um sorriso nos lábios. É também possível ver a felicidade dela por conseguir falar e ouvir. Percebe-se que é algo que a faz muito feliz. Ela faz aulas de italiano na escola, e para eventuais problemas, tem uma interprete a disposição. Abaixo segue o segundo documentário completo, mas dividido em 3 partes. Infelizmente as poucas legendas que tem são em inglês, quem souber LIBRAS vai entender algumas coisas também, porque ASL é de certo modo parecido.

Partes do Documentário com CC em Português

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9

Parte 10

Agora mais 6 anos depois, me passaram o link de uma entrevista atual com Heather, que está atualmente com 18 anos. Segue abaixo a entrevista

Heather Atualmente

Agora que você tem o seu Implante Coclear por 9 anos, como você se sente o tendo hoje, como adulta?

Uau, eu nunca pensei nisso. Eu acabei de completar 18 anos. Acho que agora sou adulta. Eu acho que me sinto um pouco nervosa, porque vou embora para ir à faculdade, e lá todos os alunos são ouvintes. Estou feliz que tenho o IC comigo, porque definitivamente vai me ajudar a me entender com o mundo. Estou também nervosa qye as pessoas não vão me entender ou eu não as entenderei em situações que serão agora de grande importância (como adulta)

Se você estava no colegial, em uma escola aonde os estudantes eram ouvintes, porque você se sente mais nervosa indo para a faculdade?

Os alunos no colegial estava comigo desde os 13 anos, eles sabem que sou surda e eles sabem que as vezes cometerei erros ou os interpretarei de maneira errada. Eles aprenderam a aceitar isso. Já na faculdade, eu ainda tenho medo que eles não entenderão o fato de eu ser surda.

Como o Implante Coclear fez diferença na sua vida até agora?

Definitivamente mudou tudo. Eu fui de estar exclusivamente na cultura surda, para estar nas duas. Eu aprendi a como me comunicar com ouvintes. Eu fui capaz de assumir posições de liderança na escola, bom, por causa do IC eu fui capaz de freqüentar uma escola comum para ouvintes. Eu estou mais preparada para o mundo ouvinte. Eu sinto como se eu fosse ambos surda e ouvinte.

Quais posições de liderança você assumiu na escola?

Eu fui presidente do DECA, que era um programa de negócios e serviço comunitário. Fui presidente da minha turma do 2º colegial e fui capitã dos times de vôlei, basquete e lacrosse.

Nessas atividades em que você liderava, você poderia dar alguns exemplos de atividades onde era necessário que você usasse suas habilidades de fala e audição?

Para o DECA eu tinha que fazer reuniões com aproximadamente 130 membros toda segunda-feira, e fazer uma reunião com a diretoria do DECA com 13 pessoas toda sexta-feira. E eu também precisava conversar com pessoas de negócios e pessoas que estavam ajudando. Para a posição de presidente da turma do 2º colegial, eu tinha que participar de reuniões com o pessoal da administração e reuniões com toda a turma. Como capitã eu precisava conversar com juízes e colegas de times. E para o DECA eu não poderia ter feito nada sem a melhor conselheira do mundo, a Sra. Pearson.

O que a Sra. Pearson fez por você? Eu imagino que ela era uma pessoa que compreendia bem a sua perda auditiva?

A Sra. Pearson me tratou como uma filha. Ela me motivou muito quando eu precisei, e ela se importava comigo. Eu me sentia muito confortável pra conversar perto dela, como se ela fosse minha melhor amiga. E sim, ela era muito compreensiva e sempre me disse para não me importar tanto quando cometesse um erro e simplesmente repetir o que eu havia errado.

Por causa da perda auditiva, você encarou muitos obstáculos nessas suas posições de liderança?

Pessoalmente eu não os chamaria de obstáculos. Eu os chamaria de situações “ah tá”. Porque é sempre o que eu digo. As vezes muitas pessoas estarão falando ao mesmo tempo, e ai eu não saberei o que aconteceu. Ou em reuniões, eu ainda estava falando e um monte de gente começava a falar e eu não notava, então a Sra. Pearson me pedia pra parar por um segundo e esperar para que todos ficassem quietos. Eu não fico triste por causa disso, é somente parte da minha vida e eu tive grandes amigos que me contavam depois tudo que tinha acontecido.

Você se lembra como foi a ativação do seu implante coclear?

Só um pouquinho. Eu lembro que eu estava saindo do prédio e indo pro carro e dizendo “o que é esse barrulho?” e minha avó dizia que era um carro buzinando e meu sorriso ia de orelha a orelha. Todo mundo estava muito emocionado, mas eu estava muito feliz.

Você tem alguma lembrança do motivo que te fez querer um implante coclear?

Quando eu tinha 5 anos eu não me lembro de fato, mas no filme eu disse que era porque eu queria ouvir uma batida de carro e pessoas falando na na Florida, mas aos 9, pra ser honesta, foi porque meu irmão disse que ele queria, e eu não podia deixa-lo fazer antes de mim.

Agora que você é adulta, eu imagino que você veria o filme, Som e Fúria, de maneira diferente de quando você tinha 5 anos. Quais são seus pensamentos sobre o filme como uma jovem adulta?

Eu realmente nunca assisti o filme mais do que uma vez. Eu fico envergonhada assistindo, pois na conferencia de Massachusetts as pessoas chegavam em mim e diziam o quanto eu e o filme tínhamos feito diferença em suas vidas, e minha família estava obviamente brigando o tempo todo, muitas emoções estavam envolvidas. Eu fico feliz porque eu sinto como se eu realmente tivesse feito diferença.

Há ainda controvérsias em ambos os lados do mundo surdo, há aqueles que ainda se dizem contra o implante coclear e aqueles que são contra o uso de língua de sinais. Como você se sente em relação a isso?

Como uma pessoa que usa ambos língua de sinais e o implante como grande parte da minha vida, eu acho que eles são burros, e digo isso por não conseguir achar uma palavra melhor. Eu acho que é problema de cada um o que eles querem fazer. Se é que isso faz sentido.

Você acha que acha que há muita falta de informação em ambos os lados?

Às vezes, mas para aqueles que são grandes defensores de qualquer lado, eles geralmente procuram se manter muito informados sobre aquilo por razões especificas. Um lado, e não o outro. Eu acho que há muito preconceito e falta de compaixão.

Voltando aos seus envolvimentos no colegial, eu vejo que você estava sempre muito envolvida com esportes. Você pode explicar como é  experiência de praticar esportes como usuária de implante coclear?

Esportes sempre foram a minha maneira de me integrar ao mundo ouvinte. Eu amo pratica-los, então eu sempre treinei. Eu não estou tentando ser a “boazuda” ou elevar meu ego, mas por ser boa, meus amigos quando tínhamos 13 anos ou 14 viram algo além da surdez. Houve incidentes nos quais os juízes não me deixaram usa-lo, ou quando eu recebia uma penalidade por me mover antes do apito, mas foram raros. E eu aprendi com eles. Quando alguém cai, os outros caem junto.

Eu sei que o colegial é uma correria e empolgante para muitos, você poderia compartilhar algumas das suas melhores memórias e conquistas no colegial?

Eu tenho que dizer, sair com meus amigos, sair para jantar, para festas e ir à conferencias do DECA. Tudo isso, era o melhor e mais divertido! Eu me formei com 9 premios, toneladas de amigos e professores maravilhosos, e eu sentia que fui reconhecida pelo que fiz no colegial independente da minha surdez. O colegial foram os melhores anos da minha vida até agora.

Você usou alguma acomodação? Se sim, qual?

Eu usei uma interprete para minhas aulas e terapia de fala em casa. E se precisasse, ela fazia hora extra nos dias de prova, mas normalmente não precisava.

Eu sei que muitos adolescente não gostam de ter terapia de fala porque eles acham que não e divertido e que não sobra tempo para outras atividades, mas o que te fez manter as terapias de fala?

Eu os entendo perfeitamente. Entretanto, minha terapeuta de fala, Betty tem sido parte fundamental da minha vida. Eu quero ter a melhor fala possível. Claro que fiquei um pouco sem tempo para outros atividades, mas agradeço muito minha fala e agradeço muito a Betty. Sem isso, eu não estaria aonde estou hoje.

O que influenciou na sua decisão de ir para Georgetown (Universidade)? Você tem planejado usar alguma acomodação por lá?

Georgetown…simplesmente pisei no campus e pensei “é isso”. Eu simplesmente soube que era a faculdade que eu queria ir. E sim, tenho planos de acomodações. Eu tenho conversado com o pessoal do centro acadêmico sobre ter um interprete e eles estão sendo maravilhosos.

Através de pessoas que ouviram seu discurso em Sturbridge (Cidade), eu fiquei sabendo que você disse que sua família se mudou para Rochester e você ficou com sua avó em Nova York. Eu imagino que foi uma decisão dificil certo? O que fez você optar por ficar em Nova York com sua avó?

Na verdade, meus pais sabiam que eu queria ficar porque eu estava terminando o 2º ano do colegial e eu tinha trabalhado duro para chegar aonde cheguei na escola. Eles então me disseram “você pode ficar” e eu fiquei.

Eu fico muito feliz em ouvir que você teve pais que te apoiaram. Eu percebo que no filme você parecia bem próxima da sua avó. Eu imagino que ela. Sra. Pearson e Betty, foram pessoas muito importantes na sua vida?

Betty, Sra. Pearson, vovó. Tia Jeanette. Tio Jay, meus pais, todo mundo que considero importante na minha vida. Todos eles de alguma maneira me deram algum tipo de suporte e encorajamento. E minha melhor amiga Alison.

Quais são seus objetivos, alguma aspiração para o futuro? Onde você gostaria de se ver nos próximos 10 anos?

Meu objetivo é me formar em direito, me tornar uma advogada. Ainda não se qual área, talvez direito constitucional. E sair da escola o mínimo de debito possível. E em 30 anos, gostaria de me tornar juíza da do supremo tribunal.

Heather na sua formatura do Colegial

Pessoal, espero que tenham gostado do post de hoje. Eu adorei a história da Heather, tanto que quis compartilhar com vocês.

Beijos a todos. 🙂

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